O último dia

daviHoje foi o último dia do Davi na escola atual, já chorei algumas vezes por estarmos encerrando esse ciclo. Me emocionei em diversos momentos ao longo do ano, tive dúvidas, incertezas sobre qual escola escolher para o ano que vem. Mas a escola foi escolhida e estou feliz com a escolha. Depois que soube que um dos melhores amigos dele vai para a mesma, fiquei ainda mais tranquila.

No dia da formatura passei o dia todo melancólica durante a tarde, relembrando tudo o que vivemos nesse período, quantas coisas conquistamos nesses 5 anos. Davi entrou lá pouco antes de completar 6 meses, ele nem sabia sentar sozinho. Sai aos 6 anos lendo, escrevendo, sabendo somar umas coisas, questionando, entendendo, sai cheio de valores e experiências lindas vividas ali naquele espaço tão pequeno. Um menino que me enche de orgulho.

Lembro que quando pesquisava escolas, liguei nessa e na hora em que atenderam eu desliguei…um barulho de choro de criança no fundo, não fiquei com uma boa impressão. Depois recebi uma indicação muito positiva e dei uma nova chance, agendando uma visita. Gostei do que vi, entendi o porque daquele barulho ao fundo, as meninas às vezes atendem o telefone sem fio perto da sala do Berçário. Lembro também que não gostava muito quando a berçarista me dava alguma dica do que fazer e hoje chorei um tanto abraçando essa mesma berçarista! Ela foi uma pessoa essencial para a minha adaptação a tudo aquilo e dava graças a Deus quando essa berçarista vinha me dar dicas sobre a Fernanda. Era orgulho besta de mãe de primeira viagem talvez.

Como dissemos no nosso discurso da formatura, eles foram muito felizes. Muito mesmo! Em todos os momentos vividos ali, eles puderam ser crianças, tratados com individualidade, com respeito e com amor mesmo. Davi fez amigos, aprendeu o que é a delícia de ter amigos, de se identificar com o outro. Eu vou carregar no coração cada rostinho que dividiu essa etapa da vida dele e caso algum dia eu esteja esquecendo, vou lá e vejo as fotos que temos.

Encerro esse período cheia de alegria, mas transbordando mesmo. Passei alguns apertos tentando conciliar o trabalho e a maternidade, já chorei algumas vezes ao ver o Waze me indicando que eu chegaria depois do horário da escola fechar. No limite, teve um dia que o Davi foi para a casa da dona da escola, porque eu fiquei presa no trânsito e o Diego também. A escola foi a minha grande e fiel rede de apoio. Foi com aquela equipe que eu pude contar sempre nesses anos, meus braços durante o dia para cuidar e ensinar tantas coisas ao meu filho. E o principal, com tanto carinho.

Ele cresceu. Eu cresci. Minha família cresceu com essa convivência, com essa parceria incrível, sou grata a Deus pela escolha que fiz, pelas pessoas que eu conheci, pelos amigos que fizemos, por tudo o que vivemos ali. Não corto os laços totalmente com a escola, porque a Fê ainda continua lá. Mas hoje meu coração apertou.

Meu desejo é que sejamos felizes assim e que seja leve na próxima escola.

Curtindo meu bebê

Por mais cansativo que seja, é muito bom ter um bebezinho em casa. Por aqui, a fase mais cansativa já passou, ainda não temos uma rotina estabelecida, tem dia que dorme o dia todo, outros só de manhã. Não há muita previsibilidade ainda. Mas as madrugadas são tranquilas e as cólicas se foram completamente.

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Calma! Ela não dorme com o bichinho, portanto não irá se sufocar.

É muito gostoso acompanhar as mínimas evoluções, o olhar que acompanha algo colorido, a descoberta dos pés, aqueles sorrisos banguelas, a perna que não para e faz maior bagunça no banho, a boquinha branca de leite… Consigo aproveitar muito mais a Fernanda, curtir mais, não há tanta insegurança como no primeiro filho, estou mais tranquila e sei que passa rápido tudo isso. Tenho tentado aproveitar o máximo que posso, esmago muito, dou muito beijo, muito abraço, dormimos juntas.

Sempre que olho o Davi dormindo, penso “Como ele cresceu”. Nenhum sinal de bebê mais, um menino deitado numa cama de adulto. Quer dizer, ainda temos a fralda de noite, há sinais de bebê sim! A Fê cresceu, mas só 4 meses ainda. A rapidez com que o tempo passa me dá um aperto, de verdade. Graças a Deus pelo crescimento e desenvolvimento deles, mas é muito rápido. Muito! Quem é mãe também, vai entender exatamente esse sentimento.

Pelos nossos planos, não haverá um terceiro bebê por aqui, então tenho que curtir muito minha pequena. Porque ontem mesmo era o irmão dela que eu amamentava naquela mesma poltrona, naquele mesmo quarto e daqui a pouco, que eu sei, ela é que será a menina dormindo numa caminha de adulto.