O meu milagre da manhã

Desde que o livro “O Milagre da Manhã” foi lançado, vejo pessoas cultivando ou tentando implantar o hábito de ter o seu milagre da manhã. Para quem não leu, o “milagre” consiste em em acordar cedo e estabelecer passos na rotina matinal que visam proporcionar melhorias em várias áreas da vida. Li o livro e sinceramente não consigo atrelar o sucesso da vida, às práticas matinais propostas. Mas desde que li, comecei a prestar atenção nesse período do dia.

Sempre gostei muito de dormir e se eu dormir pouco, as horas de sono me fazem falta. Mas apesar disso, sou mais produtiva de manhã. Sempre estudei de manhã, nunca fui aquela que entrava madrugada a dentro estudando, não conseguia. E depois que li o livro, fiquei buscando aproveitar melhor esse período que é antes de sair para o trabalho.

De maneira forçada, acordo muito cedo. Digo forçada porque não foi uma ideia espontânea minha. Levanto às 5:20h por causa dos horários do Davi. Às 5:45h ele já está na mesa comendo, porque o transporte escolar passa às 6:17h. (Não é nem 6:15h e nem 6:20h, é 6:17h mesmo, impreterivelmente). Então, tenho um período livre, de silêncio e sozinha depois que ele sai.

Esse intervalo livre são 40 min, em algumas situações já voltei e dormi mais um pouquinho. Ultimamente não tenho feito isso, porque não houve necessidade, tenho preferido aproveitar de outro jeito. Antes eu descia com qualquer roupa e depois trocava a roupa do trabalho depois. Esses dias, vi que não faz muito sentido, então já tenho descido com parte da roupa que vou trabalhar e ganho um tempinho. Parece pouco, mas esses minutos rendem muito: preparo um chá ou café e faço minha devocional diária, que consiste na leitura da página correspondente aquele dia. Depois da leitura, oro, ou melhor, escrevo minha oração. Vi que assim não me distraio e foco somente na oração. Às vezes leio outras partes da Bíblia ou algum outro livro. Escrever a oração foi uma dos melhores hábitos que adquiri para esse momento. E só então, acordo a Fê, faço um chamego nela e enquanto ela toma café, eu preparo e tomo o meu, e vou terminando de me arrumar junto com ela.

Tenho conseguido manter essa rotina de maneira que tem me agradado muito, óbvio que 100% dos dias não é factível. Precisar de horas de sono, não tem a ver com a hora em que acordamos e sim com a quantidade de horas dormidas (demorei a aprender isso com o meu marido). Então, para isso dar certo eu não posso dormir tão tarde. Mas na minha casa temos o hábito de dormir cedo, isso não é problema. E dessa forma tenho conseguido cumprir duas coisas que são muito importantes para os meus dias: ter um momento devocional e ler alguma coisa.

Tenho um desafio que é não utilizar o celular durante esse período e começar assim a diminuir o tempo gasto em redes sociais e whatsapp. Esse é bem difícil para mim, mas aos poucos, chego lá também.

 

Trainee de CEO

Trabalho com planejamento e gestão desde sempre, mas o lugar que mais desenvolveu a minha capacidade de planejar foi a minha casa, mais especificamente a maternidade. E principalmente sendo mãe de dois.

Enquanto estava só amamentando era mais fácil, pois a preocupação com a comida não existia. Mas agora Fernanda já está na comidinha e preciso me programar para comprar o que precisa, preparar a comida do fim de semana e sempre ter uma reserva congelada. Durante a semana ela come na escolinha e isso já ajuda bastante.

Cabeça de mãe parece que está sempre na frente, eu estou sempre fazendo a conta de que horas preciso chegar no lugar e para isso que horas preciso começar a me arrumar. Começo a me arrumar com muita antecedência e ainda assim chego um pouco atrasada ou exatamente na hora. Antes da hora, uma raridade. Quem nos vê na igreja domingo à tarde, não faz ideia do mini caos que a casa ficou para que estivéssemos todos lindos e cheirosos para o culto. Minha pia que o diga. E quando a gente finalmente consegue se arrumar com uma folga e rola aquele cocô que suja a roupa toda? Para que eu quero descer!

Antecipadamente marcamos o pediatra e já chegamos lá com todas as dúvidas listadas, saindo dali providenciamos remédio, vacina, implantamos novas rotinas, mudamos alguns processos. Com a chegada do inverno, temos que substituir as calças do mais velho que não cabem mais e a gente só descobre na hora que está arrumando ele para ir à escola. Semanalmente, checa se tem dinheiro para pagar a Maria e quase nunca tem, então em algum momento vou ter que passar no caixa eletrônico. Diariamente, substitui o que sujou da escola na bolsa, vê as agendas e a da pequena gera até uma ansiedade para saber se comeu direitinho ou não. Da agenda também podem surgir desdobramentos, como guardar sucata e entregar dia x (esse dia x vai para minha agenda para não esquecer), festinha do amigo dia y, com isso vamos comprar um presentinho.

Sério, eu me desenvolvi muito quanto a se planejar e me organizar de forma a facilitar minha vida com a chegada dos meus filhos. Com a Fernanda, isso se tornou ainda mais necessário. Um dia li um texto de um blog, que a autora dizia que ela era a CEO da casa dela. Quando acabei de ler queria dar um abraço nela, por ter conseguido definir tão bem o que eu sentia. A gente vive assim mesmo, cuida da logística, gerencia pessoas, coordena as agendas, providencia os suprimentos, promove o bem estar e harmonia do nosso lar, surta um pouco e ama muito. A pesada, doce, linda, desafiadora, infinita, abençoada e mais-milhares-de-adjetivos arte de ser mãe.

 

 

Top 10

♥ Não grita!

♥ Vai calçar o seu chinelo.

♥ Eu não estou gostando desse comportamento.

♥ Eu estou te chamando, vem aqui agora.

♥ É pra guardar tudo agora.

♥ Cuidado pra não derramar.

♥ Para de brincadeira e come sua comida direito.

♥ Devagar, ela é bebê.

♥ Você brincou o dia todo, agora está na hora de dormir.

♥ É a última vez que eu vou falar.

As primeiras saídas

Quando a Fernanda fez 40 dias, fomos a Igreja. Sei que o recomendável é que espere um pouco mais para sair e evite lugar fechado com muita gente (exatamente o que é a Igreja), mas para a manutenção da minha sanidade mental eu precisava ver pessoas e sair um pouco. Foi desse mesmo jeito que fiz com o Davi e deu tudo certo. Assim fomos! Toda uma logística para organizar a hora de mamar dela, para que não fosse necessário amamentar durante o culto. Nada contra, uma questão simplesmente de praticidade. Então amamentei já pronta para sair e ela passou o culto todo dormindo, chegou e saiu da Igreja dormindo.

Depois desse dia, fui só mais duas vezes, teve feriado, Diego viajou e não me aventuro de ir sozinha com os dois ainda. Mas esse domingo nós fomos de novo. Para evitar que a gente chegue muito atrasado, já vou adiantando umas coisas desde muito cedo: já deixo a bolsa dela pronta, já escolho a roupinha dela e a minha. E esquematizo o jantar do Davi, muito antes já tinha deixado a porção de comida pronta no prato só para esquentar quando chegasse a hora certa. E nem adiantou separar a roupa antes, porque vesti e quando fui ver se estava fácil para amamentar caso fosse necessário, vi que estava zero de facilidade. Tive que escolher outra.

Gosto de tomar banho o mais perto da hora de sair, mas com um bebê em casa nem sempre fazemos as coisas na hora que temos vontade, na maioria dos casos é quando dá mesmo. Fim de semana isso até fica mais fácil, porque Diego está em casa. E assim nos dividimos no último domingo a tarde, Diego arruma o Davi e dá o jantar dele eu arrumo a Fernanda e dou o jantar dela.

Nesse domingo consegui ir ao culto da manhã e a noite, mesmo o da manhã sendo mais longo decidi ir. O culto sempre será longo, sempre dará uma preguicinha de organizar tudo para ir, porque corre o risco de chegar lá e a garota ficar chorando e eu não assistir culto algum. Mas faz parte e resolvi tentar.

De noite antes de sair, Davi começou a chorar porque queria continuar brincando e não ir a Igreja. Ignoramos o fato, fomos pegando as coisas e saindo de casa e o garoto berrando. Nisso Fernanda que dormia se assustou com o choro e ficaramm os dois berrando no elevador. Diego me olhou e rimos um pro outro, daquela cena, dessa fase, foi um sorriso de “Tamo junto aí, vai passar!”

E mais um dia de tentativa de voltar aos poucos à rotina que funcionou. Assisti ao culto, Fernanda chorou um pouco, fez cocô, troquei, Diego ficou acalmando ela durante a parte final e deu tudo certo. Porque um dia como esse, essa realidade agora significa dar tudo certo para mim, para nós.

Conta aí, Aline!

aline_editada

Aline Salles Kolesnik Hintze da Costa*, 33 anos (*ficou meio grande esse nome, hein?)

Mãe do Edu e da Bia, gêmeos de 2 anos.

Porque ela foi a primeira pessoa que pensei para estar aqui: Profissional dedicada e meio sinistra no que faz. E é sobre esse equilíbrio entre mercado de trabalho e maternidade de gêmeos que quis que ela compartilhasse. Ela é diretora numa empresa de varejo, na área de Operações e Negócios.(Falei que ela era sinistra…)

Casada com o Diogo há 7 anos e Administradora de Empresas.

Como a conheci: na Igreja de Pinheiros, a sogra dela é uma amiga muito querida, aquela que pega o Davi na escola quando tenho alguma emergência. Aline se tornou muito especial, por quem tenho um carinho enorme. Tem uma história de luta, mas de muitas vitórias e eu a admiro por isso, ela me transmite paz e tem um papo muito bom.

♥ Quando se viu grávida de gêmeos, além da alegria claro, bateu um medo de não dar conta de tudo o que estaria por vir mais o seu trabalho?

Aline: Fizemos tratamento para engravidar. Sempre pedi ao médico apenas um bebê, achando que eu tinha algum controle sobre a situação, rs. Depois de algumas tentativas, segui o conselho médico de colocar 2 embriões, senti naquele momento que eu realmente não controlava nada e entreguei. Dois dias antes da confirmação, Deus confirmou no meu coração através de um sinal que eram gêmeos. Meu lado racional não quis aceitar, mas 18 dias depois o ultrassom confirmou que eram dois.

“A reação foi só de alegria, a preocupação passou e só queria agradecer a Deus pela benção, me sentia especial por ter minha oração atendida em dobro.”

♥ Como foi, às voltas da licença maternidade, se ver sem emprego com dois filhos em casa para criar? Bateu algum desespero? (*quando voltou da licença, a Aline foi demitida da empresa em que estava)

Aline: Bateu sim, foi muito difícil. Não só a preocupação financeira, mas foi uma surpresa, para quem mais uma vez achava que tinha o controle de tudo. Abri mão de coisas muito sólidas para tocar o projeto que estava. Foi um mês de tristeza, questionamentos e frustração. Deus deve ter me olhado e pensado, “eu acabei de permitir tantas experiências de cuidado com ela e ela já está em dúvidas se eu estou cuidando de tudo?” Mas depois do 1º mês, tudo se acalmou, Deus abriu oportunidades e uma porta muito melhor para mim e minha família, só tenho a agradecer.

♥ Nesses dois anos, é possível indicar qual a maior dificuldade na maternidade?

Aline: Só uma? Rs. Achei muitas…Não sei como é ser mãe de um só, mas é uma enxurrada de afazeres, sentimentos que nascem num só dia e administrar tudo não é fácil. Agora entendo que a formação em administração, experiência com Logística, Supply Chain, me ajudaram muito, rs.

“O mais difícil sobre a rotina eu acho que é a ausência de pausas”.

Estou sempre ligada, o tempo todo fazendo algo e me organizando para dar conta da próxima atividade. Não existe a sensação de “ufa, é sexta, vou descansar!” Não tenho babá à noite, nem fim de semana, gosto de ser presente.  Sinto falta de um respiro, um banho mais longo, de ver um programa, de ficar com o Di a toa. (*Di é o Diogo, o marido, paulistas chamam as pessoas pela primeira sílaba do nome. Eu também faço isso às vezes.)

O mais difícil é se manter firme sobre o que acredito que é ser boa mãe. É muita gente analisando e por mais que eu não queira, acabo me culpando, me comparando. Ninguém conta o lado B da maternidade e o simples fato de eu sentir o lado B, eu me culpo. Como assim se cansar, sentir falta da sua própria vida, de ficar sozinha, conversar com calma com os amigos, se todos acham que a maternidade é sempre perfeita? Me agarro na certeza de que estou fazendo meu melhor.

♥ Com a maternidade, sua relação com o trabalho mudou ou você conseguiu adaptar a realidade de mãe com o dia a dia de uma executiva? 

Aline: Encaro o trabalho como ferramenta de transformação de vidas e isso não mudou. Quando recebi o convite de trabalhar aqui, disse que eu e a babá tínhamos horário, eles são minha prioridade e que eu não poderia ficar até tarde, etc. Meu chefe foi direto: “Respeito sua vida, sua maternidade e não vou te cobrar por horário. Vou te cobrar pela entrega do resultado como cobro qualquer um”. E isso acontece, fora exceções e viagens que tento sempre fazer bate volta ou ficar apenas 2 dias fora, saio às 18h correndo e cuido das crianças. Tenho uma equipe muito competente e a empresa me respeita, valoriza a minha maternidade e me cobra do mesmo jeito.

“Isso me aperfeiçoou, porque sou cada vez mais objetiva, invisto meu tempo no que é prioridade sendo mais eficiente.”

E claro, tenho um sentimento de admiração, gratidão e respeito maiores pela empresa, meus gestores, pares e equipe que fazem eu vestir a camisa até mais. Puxado e intenso, mas sinto que consegui equilibrar e isso me deixa bem feliz.

♥ Você acha que a relação dos seus chefes ou subordinados é outra agora que você é mãe? Ou seu posicionamento “blindou” qualquer tipo de diferenciação?

Aline: Como mudei de empresa, é difícil comparar. Sempre desperta curiosidade e admiração. “Nossa, você tem gêmeos e ainda dá conta de tudo?” Já ouvi comentários de outras mulheres: “Se você dá conta, eu também posso dar, né?” Além da capacidade de me colocar no lugar do outro, que aumentou com a maternidade e me dão mais serenidade. Mas faço tudo para separar, não uso meus filhos como desculpa. Não marco médico durante o expediente, não falto e faço de tudo para ninguém fazer esse vínculo e conseguir separar a Aline mãe e a profissional. Prefiro assim.

♥ Você tem alguma rotina especifica para manter tudo em dia, seus compromissos e atividades? Você é organizada, planejada para controlar o dia a dia? 

Aline: Tenho facilidade com processos, definir o começo, meio e fim, sou prática e muito objetiva. Não uso nenhum aplicativo, mas sou viciada em planilhas. Tenho a rotina da casa e das contas toda planilhada, meus afazeres do trabalho eu reviso toda manhã e se o assunto não é relevante, fica para depois. Como preciso sair em ponto, sou bem focada e organizada. Mas não uso muitos recursos para me organizar e virar mais uma obrigação.

♥ O que te diverte, te faz descansar um pouco?

Aline: Gosto de correr de manhã enquanto eles dormem, ver seriados e documentários, nada muito sério (minha vida já é séria), gosto de estar e receber amigos e me arrumar com muita calma (quando eles dormem). Isso me faz super bem.

♥ Como é a sua rotina com os meninos ao longo da semana? E fins de semana?

Aline: Acho fundamental a rotina e isso reflete diretamente no sucesso de cuidar de dois. Durante a semana, por 3 dias eu acordo às 6h e treino. Às 7h30 dou a mamadeira ainda dormindo, tomo banho e me arrumo. Às 8h, eles acordam, ficamos de chamego, a Rose* (*Rose é a babá) chega e vou para o trabalho a pé (o que foi uma conquista, nos mudamos para eu dar conta de tudo, estava pesado demais encarar o trânsito). Saio correndo às 18h, dispenso a Rose e brinco até umas 19h30. Oramos juntos, dou o jantar, enquanto preparo o meu e do Di. Assistimos TV nós 4 juntos, nos intervalos trocamos fraldas e escovamos os dentes. Às 21h30, faço as mamadeiras, a gente se despede (umas fofuras) e cada um vai dormir no seu bercinho. Eu e o Diogo dormimos às 23h. Final de semana sempre tem compromissos diferentes. Quando estamos no grupo de louvor da igreja, é uma correria e as avós nos ajudam demais (Salve as avós!). Tentamos manter certa rotina e curtir mais o dia, pracinha, parquinhos que eles curtem mais.

♥ Como você faz com a alimentação deles? O que você procura evitar, o que é terminantemente proibido?

Aline: Sou chatinha. Até os 2 anos não podia nada de industrializado, açucares, etc. Sempre comida caseira, nada de papinha, muita fruta. Hoje deixo ocasionalmente em festas eles comerem o bolo e doces. Está bem difícil controlar a Rose, os avós, tios e amigos.

“Já falei que vou montar um kit de torradinhas integrais, goji berry, geléia sem açúcar, barrinhas e castanhas para deixar nos avós, rs. Eles adoram tudo isso e não vejo necessidade de liberar doces sempre. Se eles gostam de coisas mais saudáveis, por que não?”

O Du é muito grande e forte (20 kilos e projeta 1,9m na fase adulta) com uma pancinha enorme. Não quero incentivá-lo aos doces para não virar obesidade infantil. Sou chata porque só eu jogo a favor, todos acham graça deles comendo besteiras e se eu não insistir, eles comeriam besteiras diariamente.

♥ Quando você perde realmente a paciência e tem vontade de pausar tudo e dormir por horas?

Aline: Dormir eu tenho vontade sempre, rs. Eu lembro de ter perdido a paciência seriamente por duas vezes. A primeira, eles tinham poucos meses e tive uma visita que sabia de tudo, dava ordens o tempo todo de como eu deveria fazer, tudo mesmo. Não via a hora dela ir embora. Hoje me seguro muito para não dar opinião, se alguma amiga precisar, é só me perguntar.

A segunda vez foi com o Eduardo. Ele estragou várias maquiagens e cremes novinhos, um seguido do outro. Dava a bronca, colocava de castigo e 30 minutos depois aprontava outra e não parava. Fiquei muito brava, com vontade de esganar ou fugir ou largar na avó, rs. O Diogo ficou surpreso com a minha irritação. Mas sei que vou perder muitas vezes ainda, está só começando, rs.

♥ O que é ser mãe para você? (*fiquei toda emocionada com essa resposta, não tenho gêmeos, mas muito em breve terei dois)

Aline: É se achar a melhor pessoa do mundo por vê-los me amando e admirando o tempo todo.

“É diariamente ter que escolher em quem dar o primeiro abraço, esquecer o que é ter casa arrumada, sem brinquedo espalhado.”

É virar referência: a mãe dos gêmeos. É se encher de culpa quando os dois precisam de mim e eu tenho que escolher um para dar atenção primeiro. É transformar qualquer atividade numa linha de produção. É analisar com carinho as semelhanças e diferenças de cada um e tentar aprender com isso. É assistir um desenho com os dois braços ocupados de abraço. É transformar qualquer saidinha numa aventura. É gastar dobrado. É ter duas vidinhas para acompanhar e amar ao mesmo tempo. É gerenciar conflitos, porque o brinquedo que está na mão do outro é sempre mais legal. É perceber como mesmo em ambientes tão grandes eles preferem ficar juntos, sempre encostando um no outro. É chamar atenção pela curiosidade das pessoas ao ver a dupla. É ter prazer ao responder mil vezes às mesmas perguntas de quem acha o máximo ter gêmeos, ainda mais um casal. É ver o coração se derreter quando os dois se abraçam e cuidam um do outro. É ter orgulho de receber de Deus o presente da maternidade em dobro e em casal. É ter a certeza de que mãe não ama um filho mais que o outro e no meu coração eles cabem por inteiro.