Autocuidado e maternidade: é possível

Nunca fui muito vaidosa, a maternidade durante um tempo minou o pouco que restava em mim, tanto em disposição quanto em tempo livre para isso. A vaidade em excesso, ou acima da média, talvez nunca seja vista em mim, não é muito meu perfil. Mas, esse ano principalmente, percebi que existe um lugar que não é a vaidade pura e simples, existe um lugar que é o autocuidado. Muita gente que acompanho tem falado sobre esse assunto e acho bem interessante, porque apresenta uma nova maneira de ver as coisas.

Autocuidado pode remeter a gastar dinheiro, mas essa não é uma condição obrigatória necessariamente. Tenho prestado mais atenção em mim de uns tempos para cá, boa parte é porque minha rotina menos pesada me permitiu isso e porque eu de fato tenho investido e feito opções que em muitos momentos me privilegiam.

A maternidade nos põe numa posição de privilegiar os filhos e de automaticamente pensar neles primeiro, atendê-los primeiro em detrimento de nós mesmas. Normal talvez, né? Talvez isso seja inerente ao papel de mãe, mas priorizar filho não significa nos negligenciar por completo. Atender filho em primeiro lugar, não significa não nos atender nunca. É óbvio que quando estamos falando de filhos bebês, realmente não sobra tempo, aí não é uma questão de prioridade, é uma questão de ciência exata mesmo: o dia só tem 24 horas. E nesse caso, autocuidado seja simplesmente atender necessidades básicas, como horas de sono ou um banho com um shampoo bem cheiroso.

Atualmente, tenho buscado de forma intencional alguns “cuidados” comigo: me dou 15 min jogadas no sofá quando chego do trabalho, hidratante depois do banho, dormir cedo, não sair com nenhuma roupa/sapato que eu não esteja me sentindo bem, pensar melhor nas roupas que compro e comprar com propósito, fazer minha devocional diariamente, ler mais e diariamente, tentar reduzir o uso do celular, me planejar melhor, fiz 1 curso que queria muito (esse envolveu algum $)…e outras coisas mais. Percebe que são momentos só meus? Onde a principal (e talvez única) beneficiada sou eu mesma? Isso faz muita diferença…

E daí não preciso ser escrava da duração ou frequência desses momentos, se eu tiver num dia com preguiça de passar o hidrante eu não vou passar e tudo bem. Posso ler várias páginas ou ler dois parágrafos e ok também. E assim, sem taaaaantas cobranças, vou construindo mínimos hábitos (mínimos mesmo), que consomem poucos minutos, mas que têm como único alvo eu mesma. Cuido de todo mundo aqui em casa, não é justo me deixar de fora…