Grande conquista por aqui

Sempre comprei livrinhos para o Davi, desde pequeno o incentivei com isso e é hábito nosso ler historinha antes de dormir. Ele também usa os livros para passar o tempo enquanto está no banheiro (rs!). Isso foi algo que eu queria fazer e de fato consegui, que ele se interessasse e gostasse dos livros.

Quando ele começou a ser apresentado ao mundo das letras na escola, tivemos uma reunião para entender como seria, como era o método, o que era escrita espontânea e como eles trabalhavam a escrita e leitura, uma vez que a escola não vai até o 1º ano. Juro que inicialmente achei que não daria certo, porque é muito diferente de como eu fui ensinada. Eu e meu marido duvidamos um pouco do resultado da maneira adotada, mas ao mesmo tempo dava uma tranquilidade saber que outras escolas também fazem isso, que o nosso método, quase matemático de B + A= BA é de fato coisa do passado.

Davi aprendeu a escrever seu nome, que vamos combinar que é bem fácil né? Fernanda já terá mais dificuldade nessa tarefa inicial. E isso já me deixou bem feliz. Começou a se interessar cada vez mais pelas letras, sempre me perguntando como escrevia alguma coisa e falando as letras que via. Aos pouco foi evoluindo consideravelmente, até que um dia estávamos num restaurante e ele me falou “Mamãe, ali está escrito CAXIA”. Na verdade, era caixa, mas já considerei aquilo um feito. E desde então, não parou mais e sai lendo várias palavras por aí.

Pensa num orgulho e uma alegria que me faz sorrir sozinha pensando que o meu menino, meu bebê aprendeu a ler? Demais! Não houve forçação, nem nossa e muito menos da escola. Cada criança tem seu tempo, suas preferências e o tempo do Davi chegou. Bem antes do que eu imaginava, confesso. Mas foi muito natural. É óbvio que está no início, mas posso considerar que meu filho consegue ler. E isso é incrível.

Amo os livros, o que eles representam, o que eles podem proporcionar e espero que meus filhos tenham sempre esse mesmo sentimento. Feliz demais com a conquista do meu pequeno, com a parceria mais uma vez acertada com a escola que eu escolhi lá no passado, quando ele ainda nem sabia sentar.  Feliz em ver a carinha de contentamento que ele faz quando decifra aquilo que até algumas semanas atrás eram apenas códigos. Feliz em poder vivenciar uma conquista tão importante na vida dele, da nossa família. Tem coisas que de fato só a maternidade é capaz de proporcionar nessa intensidade.

O verdadeiro sucesso

galo

Inicio do ano – escrita espontânea de “galo”

Essa semana tive a última reunião dos pais na escolinha do Davi. Eu gosto desse momento que a escola nos proporciona, existem dois formatos na escola deles quanto à execução das reuniões. E eu gosto dos dois. Gosto de encontrar as outras mães, elas em muitos aspectos se parecem comigo, me conforta ver que todas elas enfrentam dificuldades, que eu não sou a única que se atrasa para buscá-los, que eu não sou a única que os deixa tão cedo, que coisas que para mim foram fáceis de resolver, para algumas descubro que foi difícil e vice-versa. Gosto muito dessa troca de experiências e ideias.

Mas o principal desses momentos é a conversa com a professora individualmente. É quando antes mesmo de conversar com ela, eu já consigo sorrir ao ler o relatório sobre o desenvolvimento dele, de ir confirmando cada ponto ali registrado, de me alegrar em ver que a escola tem um olhar real e detalhado sobre o meu filho, ressaltando pontos verdadeiros da personalidade dele, a desenvolver e já desenvolvidos. Isso confirma que a escola que escolhi funciona para gente, nos atende e enxerga meu filho de forma carinhosa.

É incrível ver a evolução no aprendizado, é quase que indescritível o orgulho que dá ouvir a professora dizer tantas coisas bacanas sobre o seu filho. Conforme ela vai falando, vai passando um filme na minha cabeça, de todos os perrengues diários que eu passo para mantê-los na escola, para chegar no horário, para que a mochila esteja sempre em ordem, para que o material da natação esteja arrumado, para que o brinquedo de 6ª feira esteja escolhido, para ver se o remédio da febre na bolsa está ok, para fazer o dever de casa e devolver na 3ª feira. E ver que mais um ano se passou e tantas coisas novas ele aprendeu é motivo de muita, muita alegria para mim.

judo

Final do ano: escrita espontânea de “judô”

E, no fundo, isso é que é sucesso para mim. Ver meus filhos bem, ver o quanto eles têm aprendido e se desenvolvido, ver as conquistas deles. Não tenho dúvidas de que boa parte disso é da genética e própria personalidade deles, mas da mesma forma não tenho dúvidas de que uma importante parcela é fruto da influência que nós pais exercemos. E saí da escola como se o feedback tivesse sido sobre mim, para mim, sobre a minha conduta como mãe. Foi um ano muito importante para ele, aprendeu as letras, a reconhecer e formar palavras, a reconhecer os números e quantificar.

Poder viver isso com eles é demais, é uma bênção. Ontem quando abracei a professora meu olho encheu de lágrimas, de felicidade, de alívio por mais um ano ter terminado bem, de gratidão a Deus que é perfeito e que providencia todos os detalhes para que tudo isso seja possível. A evolução deles, de certa forma, é a minha também. No papel que mais demanda meu esforço, minha dedicação, mas no papel mais especial que eu tenho que é o de ser mãe.

 

 

Orgulho de mãe

IMG_7350[1]São muitos sentimentos que me acompanham como mãe e certamente acompanham outras mulheres também. A culpa, a insegurança, o amor que não cabe no peito, a solidão às vezes, a saudade da vida de antes da maternidade, a alegria e junto com tudo isso, um orgulho também.

Orgulho de muitas coisas, algumas de fato são mérito nosso mesmo, da mãe e de mais ninguém, sendo bem sincera. Outros feitos não temos nenhuma participação, a criança nasceu assim, mas isso nos dá orgulho do mesmo jeito. Orgulho de ver o filho comendo brócolis e pedindo mais beterraba, orgulho dele pedir autorização para fazer algo, orgulho quando ele pede desculpas, orgulho quando ele vai consolar um amigo que está chorando, quando ele faz oração, orgulho quando ele faz uma coisa engraçada, quando aprende uma música nova, quando ele lembra de algo que nem você lembra, quando ele conta em inglês mesmo que errando vários números, quando ele inventa mil histórias e se diverte sozinho brincando.

Esses dias tenho vivido esse sentimento intensamente e já revi mil vezes o vídeo que fiz do Davi no aniversário de uma amiga da escola. Como esse garoto se divertiu, até a mãe da aniversariante comentou comigo. E meu orgulho foi de ver como ele é independente, como em vários momentos fui tentar “ajudar” e antes de eu chegar, ele já tinha se resolvido sozinho. Orgulho porque ele ficou brincando com várias crianças que ele nem conhecia, pois os amigos dele não quiseram ir brincar com o Mickey. E ele se divertiu muito, mesmo estando sem ninguém conhecido ali. Orgulho de ter um filho que é leve, que é querido entre seus amigos e que curte esses amigos.

Orgulho de vê-lo na festa de encerramento da escola dançando lá no palco, novamente se divertindo, caindo no chão ao executar a coreografia e rindo com os mesmos amigos da festinha de aniversário. Orgulho dele estar numa escola que é pequena, que é de bairro, mas que as crianças são crianças mesmo, elas dançam como estão a fim de dançar, de chupeta, no colo de uma professora, se divertindo, afinal a festa é delas. Orgulho de ter feito a escolha certa na escola.

Orgulho de constatar no encerramento da natação que ele fica bastante tempo embaixo d´água, que ele nem presta atenção na professora de tanto que mergulha. Orgulho de ver sua amizade com os meninos da escola, que são os mesmos da natação. Orgulho de vê-lo buscar o bastão embaixo d´água e me mostrar o feito de lá do meio da piscina. Orgulho de ouvir “Mãããe, olha aqui” e assistir o super mergulho dele.

Ele não é perfeito, nem eu, nem é o mais inteligente, nem o mais desinibido, mas ele é como eu queria que ele fosse. Ele é uma criança legal, que fica bem com outras crianças, que por enquanto brinca sozinho quando nenhum amigo quer ir com ele, mas que chora quando a amiga empurra ele numa brincadeira. Toda mãe tem orgulho da sua cria e comigo não é diferente. Muito orgulho e muito amor pelo meu menino.