O futebol

davi futDesde que Davi começou a escolinha de futebol que ele demonstra evolução no futebol em si, nas técnicas digamos assim. Mas muito mais que isso, ele passou a se interessar muito pelo assunto.

Bem verdade que o pai tem influenciado, o principal motivo acredito que seja porque ele quer que o Davi permaneça flamenguista mesmo morando aqui em São Paulo e não tendo nenhum amiguinho que torça para o time carioca. E depois, ele trabalha com esse universo do futebol então é um assunto que ele precisa saber o que está acontecendo, então sempre acompanha as notícias e jogos. Esse ano foi assistir Flamengo no Maracanã e ficou com o pai na área VIP, até foto com o Diego (um dos principais jogadores do Flamengo) ele tirou. Voltou rouco e cantando todas as musiquinhas de torcida. Uma graça! Nessa mesma ocasião, ele poderia ter entrado com os jogadores em campo, mas não quis ficar sozinho, não queria “ficar sem o papai”. Tentamos convencê-lo de todo jeito, mas não deu e respeitamos.

Davi passou a assistir jogos sozinho, jogos nada a ver. Por várias vezes ele tem ligado a TV direto no SporTV e não mais no Discovery. Hoje de manhã ele estava assistindo Amigos do Jô x Amigos do Fabrício, não faço ideia de quem sejam os dois. E no fundo, nem ele, mas pouco se importa com isso. Até mesa redonda ele estava assistindo espontaneamente outro dia. Inacreditável.

Acho fofo esse ponto a mais que se criou na relação com o pai, o modo que eles conversam sobre isso, a maneira como o Davi reage aos jogos imitando o jeito do pai. E que essa mudança e interesse dele em relação ao mundo do futebol foi totalmente incentivado por nós, poderia não ter se identificado, claro. Mas o fato é que nós podemos influenciar muito nossos filhos, podemos verdadeiramente moldá-los e meu desejo é que nós aqui possamos aproveitar essa chance, oportunidade, que temos nas mãos de ensiná-los a serem homens e mulheres de bem, gentis, amáveis e tementes a Deus. E isso tem que ser intencional, temos que intencionalmente nos dedicarmos a isso. O tempo passa muito depressa e eles têm sido bombardeados por coisas que não valem à pena.

Um menininho

IMG_6967De uns tempos para cá, Davi tem demonstrado cada vez mais interesse por super heróis. Nunca incentivei, mas desde que fomos a Disney e ele teve algum contato com o Homem Aranha e compramos coisas desse personagem, percebo que ele gosta muito desse tipo de desenho. Um dia ele ganhou um presente que remetia aos Vingadores, eu até então nem sabia quem eram todos os personagens, quando me surpreendi ao vê-lo identificar todos os bonequinhos pelo nome. Certeza que os amigos da escola curtem e levam esse tipo de brinquedo para escola e assim ele vai conhecendo.

Ele passa muito tempo brincando sozinho e as brincadeiras têm girado em torno disso, ele mistura esses personagens e outros nas histórias que ele inventa. Nem precisa ir até o quarto para saber qual o tipo de brincadeira, só pleo barulho que ele faz: as brincadeiras têm envolvido lutinhas, conversas entre os heróis e quase um vício por ver “filme”. Quando os desenhos são do Netflix e não dos canais normais, ele diz que é filme. Tenho filtrado um pouco esses desenhos, para que ele não fique só vendo esse tipo de coisa, ainda que as lutinhas ainda não sejam tão violentas (acho). Ele não quer mais ver desenho fofinho, só assiste se for o que estiver passando no canal da TV a cabo. Caso ele tenha que escolher, é sempre Hulk, Home Aranha ou Power Rangers (esse é o pior), o mais tranquilo é um que chama Patrulha Canina que eu adoro e ainda é fofinho. Ele tem umas máscaras e às vezes fica brincando um tempo com elas e quando ele é o Hulk, tem que ficar só de bermuda, já que o Hulk não tem outra roupa além disso. Ele fala: “Mamãe, posso brincar de Hulk pelado?” – para ele, sem camisa já significa pelado, já explicamos várias vezes, mas ele ainda não assimilou.

Acho muito engraçado ele ter se interessado por algo que nunca incentivei e nem apresentei, isso é até um alerta, porque com 3 anos ele aprendeu e se identificou com algo que não ensinamos aqui em casa.

Mas me divirto vendo as brincadeiras novas, vendo que ele não é mais um bebê, né? Um menininho, que já acha o desenho do Mickey mais chatinho do que Power Rangers Samurai. Crescem tão rápido e a cada nova fase, são novas descobertas, adaptações e alegrias.

A maternidade, por mais que haja uma rotina definida, nunca é uma mesmice.