Conta aí, Andrea.

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Andrea Lacerda Fernandes, mãe do Bernardo (6 anos), da Ana (5 anos) e do João (1 ano). Casada com o Carlos há 11 anos.

Profissão: nutricionista

Porque pensei nela para estar aqui: Porque ela tem 3 filhos, 3 crianças e isso é motivo da minha admiração!! E sempre me pareceu uma mãe de verdade, presente, com escolhas que priorizaram a maternidade e isso se confirmou com o que ela contou aqui.

Como conheci a Andrea: no Colégio Anglo Americano Botafogo, que hoje nem existe mais. Nos conhecemos com uns 11 anos e fomos muito, muito amigas durante boa parte da adolescência, mas nos afastamos (por motivos de adolescente que hoje sinceramente não saberia explicar), mas concluimos o Ensino Médio juntas. Com as redes sociais voltamos a nos falar e estou encantada com a família linda que ela construiu. (AHHH! O marido dela também estudava na mesma escola que a gente, mas acho que eles começaram a namorar depois que a gente se formou)

♥Quando se viu grávida do 3º filho, além da alegria claro, bateu um medo?

Andrea: João veio de surpresa! O primeiro sentimento foi um misto de alegria e pânico! Liguei para a minha mãe num sábado às 7h e chorei muito! Repetia que não ia conseguir, que não daria conta! Mas horas depois o pânico passou e estava muito, muito feliz! Sempre quis ter três filhos. Desde criança, brincava que tinha três. Mas, a vida na pratica é outra. Só pensávamos no custo do colégio e plano de saúde! Já tinha dois pequenos que me consumiam às vezes mais do que acreditava ser capaz e não sabia como daria conta de um recém nascido. Estava me preparando para voltar a trabalhar após 6 anos em casa, começar tudo novamente após 4 anos também me deixou meio desesperada. Cheguei a me questionar se seria capaz de cuidar de um bebezinho, medo do ser humano que se vê em pânico diante de coisas que não planejamos conscientemente, mas que Deus mandou!

A vida nos mostra que não temos o controle de tudo e que Deus nos presenteia com bênçãos mesmo sem sabermos, sem pedirmos...

Foi a gravidez que mais curti. Passou rápido! O primeiro trimestre foi sofrido: vomitava muito, às vezes na rua, encostava as crianças na parede de um prédio e ia vomitar no meio fio. Elas ficavam me olhando apavoradas, mas depois de uma semana já estavam achando normal. Com certeza foi a gravidez mais gostosa que tive!

♥ Em que momento você decidiu parar de trabalhar fora e por quê? 

Andrea: Quando Bernardo nasceu já havia decidido reduzir o ritmo dos atendimentos. Queria amamentar o máximo de tempo, colocá-lo em primeiro lugar. Desejei muito o Bernardo, fiz tratamento, logo decidi me doar por completo. Sempre achei que a infância é a parte mais curta da vida e que queria estar próxima. Não queria deixar passar. Tinha uma vida inteira para me recuperar profissionalmente e a infância passa num piscar de olhos e não volta, não se recupera presença nem disponibilidade. Quando engravidei da Ana tive asma e perda de líquido. Tive que fazer repouso e acabei parando de vez! Tinha um bebezão e um bebezinho em casa e o primeiro ano foi muito difícil! Achei que ia pirar! Sei que nem todas as mulheres, infelizmente, podem fazer essa escolha. Muitas têm que trabalhar para ajudar em casa. Tive esse privilégio e sempre fui grata por isso!

♥ Qual a maior dificuldade que você encontra em ser mãe de 3 filhos?

Andrea: Dividir a atenção que eles demandam! Gostaria de poder dar mais atenção para cada um deles individualmente. De resto, costumo dizer que de três para dois não há muita diferença. A dificuldade fica mais na questão da mão de obra do dia a dia. Ajudar no dever de casa enquanto João tenta comer a massinha das crianças não é tão fácil! Mas são coisas que vamos acostumando. As crianças também se acostumam. Aquele negócio de fazer dever de casa em local silencioso e tranquilo aqui em casa não rola, por exemplo! Dou banho neles com João na porta do banheiro, no cercado, às vezes tranquilo, às vezes se esgoelando. Bernardo e Ana acabam sendo muito independentes. Arrumam a própria cama, comem sozinhos, levam o prato na cozinha, se vestem, se calçam, escovam os dentes sem ajuda, passam o requeijão no biscoito sozinhos. Não há tempo para exclusividades!

♥ Qual a relação deles entre si, como irmãos?

Andrea: Be e Ana vivem uma relação constante de amor e ódio, brigam o tempo todo mas não conseguem passar uma tarde um sem o outro. Cuidam um do outro. Se um vai para a casa do amigo, o outro passa o dia perguntando quando ele vai voltar! São muito amigos! Como são de idades muito próximas, brincam com os mesmos brinquedos e têm os mesmos amigos. Já com o João, me surpreendi! Achei que ia rolar muito ciúme, mas é muito amor! Eles cuidam, ajudam, dão beijo, às vezes tenho até que ficar de olho pois o amor é tão voraz que fica até perigoso! Agarram, beijam, apertam! Ana às vezes entra em disputa mas no geral, os dois têm muita paciência e carinho com o João! Bernardo é quase um pai, muita paciência!

♥ Vocês se mudaram recentemente para morar no interior do Rio. Qual foi a motivação de vocês e como tem sido a adaptação das crianças?

Andrea: Mudamos por muitos motivos: custo de vida e qualidade de vida foram os principais. Mudamos para uma casa onde as crianças brincam livres e soltas! Em nenhum momento eles se queixaram de saudades! No início, somente de saudade de um ou outro amigo do colégio, mais nada! Fugimos da violência, do consumismo, da vida cheia de necessidades, por ideologia mesmo… Descobrimos que é muito fácil precisar de pouco. Um chinelo, um short, uma bola, um patinete, uma bicicleta! Criança precisa de espaço, de ser livre, de correr! Eu também estou feliz!

É maravilhoso descobrir que a alegria não se consome. As crianças estão mais calmas, e isso também me torna mais calma, e recentemente me disseram que amaram se mudar para cá!

Eu estava desesperada por uma vida mais simples. Estava asfixiada no Rio!

♥ Como nutricionista você é muito criteriosa com a alimentação deles?

Andrea: Muito! Brinco que ser filho de nutri é expiação. Na mesa não há negociação aqui em casa. Arroz integral desde sempre, um legume e uma verdura são obrigatórios diariamente e nas duas refeições. Feijão de vários tipos e fruta na sobremesa. Só compro orgânico aqui em casa. Sou vegetariana, mas dou carne para eles em respeito ao meu marido. Porém evito muita carne vermelha e só compro frango de uma marca específica… eles nunca colocaram um biscoito maisena na boca. Sempre foi integral. João já come biscoito integral daqueles durões… o açúcar, por incrível que pareça, foi a única coisa q não consegui segurar muito. Mas restrinjo aos finais de semana e dá tudo certo!

♥ Quais as principais mudanças para melhor na Andrea que foi mãe do João e a mãe do Bernardo?

Andrea: Nossa! São tantas que acho q preciso de uma folha só para essa resposta! A principal foi: parei de querer ser perfeita! Agora só quero ser feliz! Quero curtir meu filho! Não me importo com o que os livros dizem, para o que mãe e sogra falam! Faço o que acredito! Joao é o bebê que mais estou curtindo! Hoje vejo como fui boba, como deixei de viver coisas…

Meu terceiro filho foi e é com certeza a minha redenção! A minha chance de ser a mãe que quero ser, sem interferências. De ser eu mesma!

E isso já faz valer a pena toda e qualquer dificuldade!

♥ Como você se organiza com a rotina deles ? 

Andrea: Minha vida no geral é uma loucura, para não falar uma zorra! Tenho que ser criteriosa em alguns horários senão fico louca! Almoço, jantar, banho, dever de casa, são coisas que tem hora e não se discute! Mas não me dê nenhum documento importante para eu guardar pois há 90% de chance de eu guardar e não achar nunca mais! Metade do meu dia passo catando brinquedos pelo chão. Tenho pânico de mini peças de Lego e mini roupas de boneca Poli na boca do João! Atualmente não consigo fazer quase nada para mim! Isso enlouqueceria muitas mulheres, e já me enlouqueceu por um período, mas quando olho para o Bernardo e vejo como ele cresceu rápido demais, e que daqui a pouco minha presença não será mais tão importante, meu coração se acalma e vejo que não há nada que não possa esperar mais alguns anos para ser recuperado… só tenho 36 anos e minha vida está apenas começando, já a infância deles passa num piscar de olhos e não volta mais….

♥ Você conta com alguém para te ajudar nas tarefas do dia a dia?

Andrea: Tenho uma funcionária que ajuda nas coisas da casa durante a semana e minha mãe, sempre que ela pode, me ajuda a noite, para que eu possa colocar João para dormir com tranquilidade… no resto do dia, sou só eu e eles. Carlos trabalha a semana toda no Rio e só volta na sexta. No fim de semana, ele assume as crianças e veste a roupa de super pai!

♥ Como é sua relação com a única menina do time?

Andrea: Ana é a única menina e a filha do meio! É intenso! Ana é uma molequinha cheia de personalidade e amo isso! Ela é quem me demanda mais atenção! Até mais que o João no geral.

Ana é meu equilíbrio numa família muito masculina. É meu espelho também, e isso acaba sendo minha cura! Ana me ajuda a ser uma pessoa melhor! 

♥ Do que você não abre mão na educação deles?

Andrea: Alimentação, hora de dormir e dever de casa… acho q nessa ordem! Temos um quadro de responsabilidades aqui em casa que no final da semana se converte em semanada… as tarefas devem ser cumpridas e sou bem criteriosa nisso. Nele há coisas como: arrumar a cama, colocar roupa no cesto de roupa suja, escovar os dentes, deitar para dormir sem reclamar, ser educado (bom dia boa tarde boa noite por favor e obrigado), levar o prato para a cozinha, se vestir etc… dessas tarefas não abro mão em casa…

♥ Como você consegue se organizar e ter um tempo para cuidar de você e ficar com o Carlos?

Andrea: Atualmente esse é nosso maior desafio, estamos no esforço por aqui! Quando todos dormem tentamos aproveitar para estarmos juntos. Fazemos um foundue, vemos um filme, quando os avós estão disponíveis (o que não é tão comum nos fins de semana) saímos para um restaurante… mas nada é fácil, nem simples.

Tentamos estar próximos mesmo no meio da confusão.

Sentamos no sofá, nos abraçamos, deitamos um no colo do outro… As crianças olham, às vezes com ciúmes, e dizemos que naquele momento estamos “namorando” e que não vamos dar atenção! Criamos momentos nossos mesmo no meio do caos!

♥ O que é ser mãe para você?

Andrea: É descobrir a alegria, a gratidão e a plenitude no meio do caos!

Percebendo as diferenças

Dizem que não é bom comparar um filho com o outro, mas isso é quase impossível. Acho que essa afirmação talvez esteja mais relacionada a exigir os mesmos desempenhos, comportamentos e reações dos filhos. Uma tarefa que deve ser difícil, mas concordo que esse é o modelo ideal, executá-lo aí já não sei como será porque ainda não fui exposta a esse desafio.

Mas o fato é que com a chegada da caçula ficou ainda mais nítido o quanto o mais velho foi um bebê tranquilo. Muito bonzinho. Sem base de comparação eu já achava isso, com a chegada dela e conforme ela está crescendo já é possível perceber as diferenças de comportamento.

Para os parâmetros gerais, talvez ela continue sendo classificada como uma criança tranquila, mas minha base de comparação era um bebê que chorava pouco, reclamava pouco, ficava brincando bastante tempo sem demonstrar insatisfação. Nunca deu ataques contantes de choro ao ser colocado na cadeirinha do carro, ficava sentado no cadeirão interagindo com brinquedos durante o tempo em que eu lavava a louça sem resmungar logo.

Já a pequena é mais impaciente, na maioria das vezes dá um pequeno show ao sentar na cadeirinha do carro, acorda de madrugada quase toda noite. Isso não configura um problema, porque eu só coloco a chupeta e ela volta a dormir. Mas com ele, nessa idade já tinha jogado a chupeta fora e nem lembro dele acordando mais durante a noite. Ele nunca mexeu nos meus enfeites da sala, ela no primeiro dia que sentou no tapete para brincar já saiu engatinhando em direção a minha miniatura de Pão de Açúcar. E mesmo eu alertando sempre que não é para mexer ali, ela continua insistindo. E ela entende, porque quando eu digo que não pode, ela chora contrariada.

Ela quando não quer mais mamar empurra a mamadeira ou a minha mão. Entrou numa agora de que não quer mais tomar leite antes de dormir. E mesmo depois que já está dormindo há algum tempo e eu tento dar, ela continua empurrando a mamadeira e inicia um choro.

De manhã, ao acordá-la na maioria das vezes ela arrancou as meias e jogou fora do berço. E o mesmo faz com a chupeta. Joga no chão ou encaixa em algum ponto que dificulta até eu encontrar depois.

Na igreja, na escola, todos dizem que ela é boazinha. Ela tem aquele comportamento típico de criança que quando a mãe aparece estraga tudo. O mais velho nunca foi assim. Sempre foi constante no seu comportamento com ou sem a minha presença. Ela é simpática, saudável, come bem e dorme bem. O que é, sem dúvida, um presente.

Mas minha referência anterior era um bebê um pouco acima da média, até hoje ele é um menino que não dá muito trabalho. Já a pequena parece que veio um pouco mais impaciente, mais chiliquenta, mais apegada a mim (essa parte no fundo eu curto). Ainda bem que o desafio maior veio com o segundo filho. O básico pude aprender com tranquilidade e agora é como se já estivesse apta a novas rotinas.

Paciência não é o meu forte, mas tudo a gente aprende a desenvolver nessa vida. Ou quase tudo.

Os irmãos

Logo que a Fernanda nasceu, Davi se mostrou curioso e depois que ela não era mais novidade passou a ignorar a existência dela. Era como se ela não existisse aqui em casa, não falava dela na escola, não a procurava, não comentava nada sobre ela conosco. E quando falávamos para ele interagir com ela de alguma forma, ele dava uma desculpinha qualquer. As poucas vezes em que ele tentou “conversar” com ela ou mostrar algum brinquedo, ela não respondeu, óbvio. Então, acho que ele desistiu.

O tempo foi passando, ela passou a interagir minimamente, dormir menos e ele começou a demonstrar algum interesse por ela. A Fê sorri muito e isso foi o que começou a chamar a atenção dele, pois quando ele fala algo com ela, muitas vezes ela sorri, emite sons, não necessariamente respondendo ao estímulo dele, mas isso pouco importa.

Hoje ele vem espontaneamente fazer carinho nela, tentar acalmar quando ela chora, dar beijos e mostrar os brinquedos. Ele até empresta a naninha de dormir dele, um leãozinho velho que ele não larga. Ele procura por ela em casa, vai no berço, vai no carrinho e quando não encontra, pergunta : “Cadê a Fê?”

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Brincando de gritar “Fêêêê” na cara dela

Coisa mais linda dessa vida é ver essas cenas! Eu tinha certeza disso, minha grande motivação em ter um segundo filho era dar um irmão para o Davi. Dei uma irmã e vê-los juntos me enche o coração de alegria, de mais amor, de uma gratidão infinita a Deus por ter me proporcionado tudo isso. Tinha muita curiosidade em saber como era possível amar outro filho do mesmo jeito. Curiosidade resolvida e quem tiver a mesma dúvida nem me pergunta, porque eu nem sei explicar. Só sei que saiu mais amor, que se fortalece quando vejo os dois irmãos aqui de casa sendo irmãos, dentro do que é possível com a idade que eles têm.

Tem que esperar

Uma das coisas que já percebi de ganho na rotina do Davi com a chegada da Fernanda é que agora, em determinadas situações ele tem que esperar. Tento ao máximo atendê-lo quando ele me solicita, para que de forma alguma ele sinta que está sendo trocado pela Fernanda. Mas têm horas que não dá e como a Camilla bem lembrou no Conta aí, Camilla, o imediatismo infantil não combina com esperar a hora de ser atendido.

Duas coisas que ele me pede sempre é algo para comer ou para mudar o desenho, que ele chama de filme, do Netflix. Então ele vai até mim e diz “Mamãe, quero uva!”. E enquanto a uva não aparece na frente dele, ele fica repetindo essa frase para todo o sempre. Quando eu realmente posso fazer o que ele está pedindo, digo que sim e vou lá fazer. Mas quando não dá, que normalmente é quando estou amamentando ou a Fernanda está num choro muito sinistro que não dá para deixá-la no berço, eu não invento nada não, falo que “Agora não posso, mas depois eu vou fazer”. A reação, por enquanto, é sempre a mesma: faz uma cara de drama, um bico, e um ensaio de choro, com o som, a cara de choro, mas sem lágrimas. Até explico porque não dá para ser naquele momento, mas para ele não faz muita diferença.

Acredito que a Fernanda também passará pelo mesmo aprendizado em casa, na verdade ela já passa, só não tem consciência disso. Porque quando estou dando banho nele, por exemplo, e ela começa a chorar, ela fica chorando até o banho acabar. Claro que dou uma acelerada, mas sou uma só. Alguém tem que esperar.

Começando a me adaptar com a rotina de ter dois, começando a entender um pouco como funcionamos dentro dessa nova dinâmica. A angústia diminuiu um pouco, o cansaço físico não ainda. E a barriga inchada também não ainda. Mas a gente chega lá.

Irmãos e amigos em potencial

Sempre me pego pensando em como será a adaptação do Davi à chegada da Fernanda, me angustia achar que ele em algum momento possa se sentir preterido por algum motivo, se sentir menos amado ou menos especial. Tenho orado para que eu e Diego tenhamos sabedoria para minimizar tudo isso. Mas me pego pensando num futuro mais distante também, na relação de amizade e cumplicidade que eles terão. Uma das principais razões que me levaram a decidir sobre ter o segundo filho se baseou no fato de querer que o Davi tivesse irmão. Mesmo que tenha amigos da igreja, da escola, do prédio, não é a mesma coisa. E primos ele não terá muitos, afinal só tem duas tias. E primo não é irmão. Amigo por mais perfeito que seja não é irmão. Existem casos em que a relação entre os irmãos não tem essa cumplicidade, intimidade e é mais distante do que muitos outros relacionamentos. Mas não foi essa experiência que tive, a minha irmã sempre foi a minha melhor amiga mesmo, dividimos o mesmo quarto até o dia que sai de casa para casar. E sempre tivemos a opção de ter quartos separados, mas nunca quisemos. Até hoje lembramos de histórias muito, muito antigas, temos códigos para nos referirmos a alguém, ou alguma situação, ainda temos as mesmas bobeiras da adolescência, ainda que tenhamos mais de 30 anos.

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Vendo desenho com a Fernanda

E também por esse motivo preferia que fosse outro menino, acho que a probabilidade de se tornarem grandes amigos é maior, há mais semelhanças, mais identificação acho. Sei lá. Mas desde que descobri que era uma menina, comecei a observar irmãos de sexo diferente e que tem uma relação bonita, como eu gostaria que eles tivessem, relação de intimidade e amizade verdadeira. É possível. Óbvio que não igual a que seria se fossem dois meninos, mas acredito que tenham muitas vantagens também, muito a aprender um com o outro e eu com os dois. Serão muitas novidades para todo mundo.

Independente dos sexos, acho que a maneira como eles serão criados influenciará um pouco essa dinâmica entre eles. Quero que eles se tornem muito amigos, tenho feito esse pedido a Deus, tenho certeza que Ele vai me atender nesse caso.