45 minutos para mim

Depois que temos filhos, os momentos dedicados integralmente a nós mesmas tornam-se mais escassos, dependendo do modelo que adotamos para criarmos nossos filhos. Talvez isso seja uma das coisas que mais sinto saudade, tempo SÓ para mim, sem pressa, sem ter que pensar em horários, rotinas, comidinhas e afins. Sinto muita falta de sair sem me preocupar com nada. Muita falta!

Mas, desde o início do ano, ou seja, há apenas 1 mês, estou fazendo natação numa academia aqui na minha rua. Super perto, vou a pé, o que ajuda muito a ter menos preguiça de ir. Faço um dia no último horário e no outro no primeiro horário do dia, foi o que coube no esquema aqui de casa, conciliando o meu trabalho quando eu voltar, a escola, o trabalho do Diego.

Já tinha feito natação no Rio, eu amava, me sentia bem, o tempo passava depressa e tinha disposição em ir. E desde que comecei é assim que tenho me sentido. Muito bem. Gosto da aula, do cansaço bom que dá, parece que saí de uma massagem. Cabelo e pele com cloro até o último nível…mas paciência.

O melhor desses 45 minutos é o fato de tê-los só para mim. Sem nenhum filho colado, chamando “mãe” a cada 2 minutos, sem ter que preparar nada, nem pensar em nada, a não ser em quanto eu já nadei. Um tempo só meu, 45 minutos todos meus.

Cada vez mais convencida de que para sermos mães melhores, precisamos cuidar da gente, pensar em nós mesmas, seja lá o que isso signifique. Às vezes pode ser uma simples revista lida no sofá com uma xícara de chá, comigo isso funciona, mas a gente precisa se presentear, com pequenas coisas. Nossos filhos, maridos e mundo a nossa volta agradecem.

Gravidez Davi x Gravidez Fernanda

gravidez 1 e 2

Gravidez 1 e Gravidez 2

  1. A segunda passa muito, muito , muito rápido. Sério, dormi e acordei e já estava no último trimestre. Como o estar grávida não é novidade, a ansiedade diminui um pouco e isso ajuda a não ver o tempo passar. E o principal é que não tenho tempo livre para ficar jogada no sofá pensando em como será, porque tem outra criança aqui do lado de fora demandando cuidados e atenção.
  2. Em ambas tive muitas cólicas no começo, sangramentos e não consegui tomar café por um bom tempinho, me enjoava. Nessa segunda, enjoeei um pouco. N primeira tive zero enjôos, mas nessa rolou no começo.
  3. Na do Davi, com 20 e poucas semanas tive contrações e precisei ficar uns 2 dias no hospital para investigar se eu tinha desenvolvido diabetes ou se tinha acontecido alguma outra coisa. Fiquei 1 semana de repouso nessa época e isso me assustou bastante. Pelo tempo, ele não poderia nascer mesmo. Na da Fernanda isso não aconteceu.
  4. Com 31 semanas, tive que entrar novamente em repouso na primeira e assim permanecer até completar 36. Com a Fernanda, parei de trabalhar um pouco antes, por escolha minha, mas não precisei ficar de repouso.
  5. 20 quilos na primeira x 5,5 quilos até a 37a semana da segunda
  6. Minha aliança não se transformou num pingente na segunda, ela continuou cabendo na minha mão.
  7. Na segunda, senti muito mais o bebê mexendo, porque engordei menos, porque consigo identificar mais rapidamente o que é o movimento do bebê e porque  Fernanda realmente mexe muito, muito mais que o Davi. Incrível.
  8. Pouca paciência em ambas com comentários sem cabimento, perguntas dispensáveis e dicas desnecessárias. E principalmente com a comoção nacional pelo fato de ser uma menina, como se eu não fosse ser feliz se eu tivesse dois meninos.
  9. Menos ansiedade com o que está por vir, apenas curiosidade em conhecer a Fernanda, mas como já sei como será minha rotina depois, aguento esperar tranquilamente sua chegada. Na primeira, a ansiedade me maltratava.
  10. Mais calma em providenciar as coisas, ela não precisa de berço assim que nasce, porque não vai direto para lá, não precisa ter as roupas de 3, 6 e 9 meses já compradas. Não precisa de muitas roupas de RN.
  11. Umas sensações diferentes nesse final, na primeira só tinha contração e um pouco de falta de ar. Nessa tenho muita falta de ar, muita pressão no pé da barriga, umas pontadas, sempre sentindo alguma coisa.
  12. Barriga baixa desde sempre nas duas vezes.
  13. Muito mais dificuldade para dormir nessa segunda, algumas noites acordei as 4:30, 5 da manhã sem conseguir dormir novamente.
  14. Mesmo nervosinho em relação ao parto, seja ele qual for.
  15. Amor e gratidão a Deus por me dar mais uma vez esse presente, por ter me escolhido dentre tantas mulheres para ser a mãe dessa menina, por através de mim realizar mais um milagre.

Quase auto ajuda


balanca 2

Essa semana fui a minha última consulta na nutróloga, entrei na 36a semana da Fernanda e fiz o acompanhamento com esta médica durante toda a gravidez. Não foi proposital. Eu já tinha marcado uma consulta com ela e no intervalo do dia que marquei até a data da consulta, descobri que estava grávida.

Foi ótimo, porque apenas mudei o objetivo que não era mais perder peso e sim não engordar muito, como foi na primeira. Minha meta inicial era engordar no máximo 10 quilos, o que já achei fantástico. Isso seria metade do que engordei quando estava esperando o Davi. Ao longo dos meses, conforme a evolução foi ocorrendo, a médica disse que eu engordaria no máximo 8 quilos. Acreditei que seria possível também.

Em nenhum momento passei fome, óbvio e a Fernanda sempre esteve dentro do tamanho e peso esperado. Não estou nem doida ainda para priorizar outra coisa que não fosse o desenvolvimento dela. E essa também sempre foi uma preocupação da própria nutróloga.

Comecei a gestação com um peso acima do que deve ser o meu normal, por esse motivo já tinha marcado a consulta. E seguindo o plano alimentar, acabei perdendo peso no começo da gravidez, por ter parado de comer doce após as refeições, cancelei os pastéis e salgadinhos no almoço e outras frituras. Substitui quase tudo por versões lights, inclui mais fibras e substitui algumas coisas aqui em casa, creme de leite por creme de ricota, achocolatado, que raramente tomo, por cacau em pó com pouco de adoçante, geleia totalmente a base de frutas com queijo minas quando quero descompensadamente comer um doce depois da refeição em casa, jantar sopa, tapioca no café da manhã e não comer até explodir. Nenhuma novidade, todo mundo cansado de falar e saber isso, inclusive eu mesma, mas a lembrança da minha forma ao final da gestação do Davi foi a minha motivação e coloquei tudo isso em prática. Não bebo nada alcoólico, uma ou duas taças de vinho no máximo às vezes, isso facilita também. Se bem que mesmo se bebesse, grávida ia ter que cancelar isso. Minha casa também nunca tem nada de gostoso para comer, não compro besteira porque se tiver é muita tentação. Não tem chocolate, não tem biscoito recheado, não tem doces no geral…Acho que isso também ajuda.

Mas o principal e o que foi um ganho considerável para mim com esses poucos quilos adquiridos foi uma motivação para cuidar mais da minha alimentação, sem paranoias, até porque meu prazer em comer é muito, muito grande, mas vi que dá para conciliar as duas coisas. Fui a algumas festinhas durante esse período e em todas comi os docinhos e bolo até passar mal, como de costume ! Ou quando todo mundo decide almoçar numa hamburgueria, não consigo pedir um frango com salada….Mas o equilíbrio com refeições saudáveis durante a semana me permitiu chutar o balde nessas ocasiões, por exemplo.  Vi que eu sou capaz e que eu mereço investir em mim mesma. Investir dinheiro, porque nem sempre as consultas são baratas e uma geleia totalmente a base de frutas custa bem mais que uma geleia comum. Enquanto isso for possível dentro do meu orçamento, por que ficar de pão-durice comigo mesma? Investir tempo, porque fui às consultas sempre na hora do almoço ou acordando bem mais cedo para não marcar nada na hora do expediente. “Investir” o mínimo do esforço e domínio próprio, porque eu amo pastel, porque eu sou capaz de comer muito mais do que aquilo que simplesmente sacia minha fome, porque um chocolate é infinitamente melhor do que uma bananinha sem açúcar ou um fatia de queijo branco com geleia, mas a cada retorno à medica que eu subia na balança e via que tinha engordado basicamente o peso do bebê era uma sensação que eu não sinto com muita frequência: de que eu sou capaz e orgulho de mim.

Faltam, no máximo, 4 semanas para Fernanda chegar. Foram, precisamente, 4,8kg até aqui se comparados com o peso inicial. Contando o que ainda engordarei até ela nascer, eu provavelmente não chego a 7 quilos. Nunca achei que isso fosse possível, mas foi e é. Esperar essa menina me trouxe muitas mudanças e estou torcendo e orando para que eu consiga mantê-las comigo. Muito, muito feliz por ter conseguido.