Orgulho de mãe

IMG_7350[1]São muitos sentimentos que me acompanham como mãe e certamente acompanham outras mulheres também. A culpa, a insegurança, o amor que não cabe no peito, a solidão às vezes, a saudade da vida de antes da maternidade, a alegria e junto com tudo isso, um orgulho também.

Orgulho de muitas coisas, algumas de fato são mérito nosso mesmo, da mãe e de mais ninguém, sendo bem sincera. Outros feitos não temos nenhuma participação, a criança nasceu assim, mas isso nos dá orgulho do mesmo jeito. Orgulho de ver o filho comendo brócolis e pedindo mais beterraba, orgulho dele pedir autorização para fazer algo, orgulho quando ele pede desculpas, orgulho quando ele vai consolar um amigo que está chorando, quando ele faz oração, orgulho quando ele faz uma coisa engraçada, quando aprende uma música nova, quando ele lembra de algo que nem você lembra, quando ele conta em inglês mesmo que errando vários números, quando ele inventa mil histórias e se diverte sozinho brincando.

Esses dias tenho vivido esse sentimento intensamente e já revi mil vezes o vídeo que fiz do Davi no aniversário de uma amiga da escola. Como esse garoto se divertiu, até a mãe da aniversariante comentou comigo. E meu orgulho foi de ver como ele é independente, como em vários momentos fui tentar “ajudar” e antes de eu chegar, ele já tinha se resolvido sozinho. Orgulho porque ele ficou brincando com várias crianças que ele nem conhecia, pois os amigos dele não quiseram ir brincar com o Mickey. E ele se divertiu muito, mesmo estando sem ninguém conhecido ali. Orgulho de ter um filho que é leve, que é querido entre seus amigos e que curte esses amigos.

Orgulho de vê-lo na festa de encerramento da escola dançando lá no palco, novamente se divertindo, caindo no chão ao executar a coreografia e rindo com os mesmos amigos da festinha de aniversário. Orgulho dele estar numa escola que é pequena, que é de bairro, mas que as crianças são crianças mesmo, elas dançam como estão a fim de dançar, de chupeta, no colo de uma professora, se divertindo, afinal a festa é delas. Orgulho de ter feito a escolha certa na escola.

Orgulho de constatar no encerramento da natação que ele fica bastante tempo embaixo d´água, que ele nem presta atenção na professora de tanto que mergulha. Orgulho de ver sua amizade com os meninos da escola, que são os mesmos da natação. Orgulho de vê-lo buscar o bastão embaixo d´água e me mostrar o feito de lá do meio da piscina. Orgulho de ouvir “Mãããe, olha aqui” e assistir o super mergulho dele.

Ele não é perfeito, nem eu, nem é o mais inteligente, nem o mais desinibido, mas ele é como eu queria que ele fosse. Ele é uma criança legal, que fica bem com outras crianças, que por enquanto brinca sozinho quando nenhum amigo quer ir com ele, mas que chora quando a amiga empurra ele numa brincadeira. Toda mãe tem orgulho da sua cria e comigo não é diferente. Muito orgulho e muito amor pelo meu menino.

Um menininho

IMG_6967De uns tempos para cá, Davi tem demonstrado cada vez mais interesse por super heróis. Nunca incentivei, mas desde que fomos a Disney e ele teve algum contato com o Homem Aranha e compramos coisas desse personagem, percebo que ele gosta muito desse tipo de desenho. Um dia ele ganhou um presente que remetia aos Vingadores, eu até então nem sabia quem eram todos os personagens, quando me surpreendi ao vê-lo identificar todos os bonequinhos pelo nome. Certeza que os amigos da escola curtem e levam esse tipo de brinquedo para escola e assim ele vai conhecendo.

Ele passa muito tempo brincando sozinho e as brincadeiras têm girado em torno disso, ele mistura esses personagens e outros nas histórias que ele inventa. Nem precisa ir até o quarto para saber qual o tipo de brincadeira, só pleo barulho que ele faz: as brincadeiras têm envolvido lutinhas, conversas entre os heróis e quase um vício por ver “filme”. Quando os desenhos são do Netflix e não dos canais normais, ele diz que é filme. Tenho filtrado um pouco esses desenhos, para que ele não fique só vendo esse tipo de coisa, ainda que as lutinhas ainda não sejam tão violentas (acho). Ele não quer mais ver desenho fofinho, só assiste se for o que estiver passando no canal da TV a cabo. Caso ele tenha que escolher, é sempre Hulk, Home Aranha ou Power Rangers (esse é o pior), o mais tranquilo é um que chama Patrulha Canina que eu adoro e ainda é fofinho. Ele tem umas máscaras e às vezes fica brincando um tempo com elas e quando ele é o Hulk, tem que ficar só de bermuda, já que o Hulk não tem outra roupa além disso. Ele fala: “Mamãe, posso brincar de Hulk pelado?” – para ele, sem camisa já significa pelado, já explicamos várias vezes, mas ele ainda não assimilou.

Acho muito engraçado ele ter se interessado por algo que nunca incentivei e nem apresentei, isso é até um alerta, porque com 3 anos ele aprendeu e se identificou com algo que não ensinamos aqui em casa.

Mas me divirto vendo as brincadeiras novas, vendo que ele não é mais um bebê, né? Um menininho, que já acha o desenho do Mickey mais chatinho do que Power Rangers Samurai. Crescem tão rápido e a cada nova fase, são novas descobertas, adaptações e alegrias.

A maternidade, por mais que haja uma rotina definida, nunca é uma mesmice.