Gravidez Davi x Gravidez Fernanda

gravidez 1 e 2

Gravidez 1 e Gravidez 2

  1. A segunda passa muito, muito , muito rápido. Sério, dormi e acordei e já estava no último trimestre. Como o estar grávida não é novidade, a ansiedade diminui um pouco e isso ajuda a não ver o tempo passar. E o principal é que não tenho tempo livre para ficar jogada no sofá pensando em como será, porque tem outra criança aqui do lado de fora demandando cuidados e atenção.
  2. Em ambas tive muitas cólicas no começo, sangramentos e não consegui tomar café por um bom tempinho, me enjoava. Nessa segunda, enjoeei um pouco. N primeira tive zero enjôos, mas nessa rolou no começo.
  3. Na do Davi, com 20 e poucas semanas tive contrações e precisei ficar uns 2 dias no hospital para investigar se eu tinha desenvolvido diabetes ou se tinha acontecido alguma outra coisa. Fiquei 1 semana de repouso nessa época e isso me assustou bastante. Pelo tempo, ele não poderia nascer mesmo. Na da Fernanda isso não aconteceu.
  4. Com 31 semanas, tive que entrar novamente em repouso na primeira e assim permanecer até completar 36. Com a Fernanda, parei de trabalhar um pouco antes, por escolha minha, mas não precisei ficar de repouso.
  5. 20 quilos na primeira x 5,5 quilos até a 37a semana da segunda
  6. Minha aliança não se transformou num pingente na segunda, ela continuou cabendo na minha mão.
  7. Na segunda, senti muito mais o bebê mexendo, porque engordei menos, porque consigo identificar mais rapidamente o que é o movimento do bebê e porque  Fernanda realmente mexe muito, muito mais que o Davi. Incrível.
  8. Pouca paciência em ambas com comentários sem cabimento, perguntas dispensáveis e dicas desnecessárias. E principalmente com a comoção nacional pelo fato de ser uma menina, como se eu não fosse ser feliz se eu tivesse dois meninos.
  9. Menos ansiedade com o que está por vir, apenas curiosidade em conhecer a Fernanda, mas como já sei como será minha rotina depois, aguento esperar tranquilamente sua chegada. Na primeira, a ansiedade me maltratava.
  10. Mais calma em providenciar as coisas, ela não precisa de berço assim que nasce, porque não vai direto para lá, não precisa ter as roupas de 3, 6 e 9 meses já compradas. Não precisa de muitas roupas de RN.
  11. Umas sensações diferentes nesse final, na primeira só tinha contração e um pouco de falta de ar. Nessa tenho muita falta de ar, muita pressão no pé da barriga, umas pontadas, sempre sentindo alguma coisa.
  12. Barriga baixa desde sempre nas duas vezes.
  13. Muito mais dificuldade para dormir nessa segunda, algumas noites acordei as 4:30, 5 da manhã sem conseguir dormir novamente.
  14. Mesmo nervosinho em relação ao parto, seja ele qual for.
  15. Amor e gratidão a Deus por me dar mais uma vez esse presente, por ter me escolhido dentre tantas mulheres para ser a mãe dessa menina, por através de mim realizar mais um milagre.

10 dicas para quem me cerca

Lendo um texto que anda circulando na internet e conversando com uma amiga grávida pela primeira vez e que tem muito menos paciência que eu, pensei em dar umas dicas para o mundo que me cerca….

◊ A minha barriga é baixa, desde sempre, desde que ela começou a aparecer, desde o Davi,  logo o bebê não está para nascer. Sou a prova viva de que barriga baixa não significa proximidade do nascimento.

◊ Minha barriga está grande, é o segundo e, portanto, ela cresceu mais que na primeira vez. Essa é uma teoria que pelo menos comigo se comprovou. Mas ainda assim, não está quase, ainda faltam no mínimo, 6 semanas.

(A próxima vez que me perguntarem, ou melhor, afirmarem “Tá quase, né?” vou fingir que estou entrando em trabalho de parto e o bebê está nascendo independentemente de onde eu esteja. Me deram essa ideia no chá de bebê da Fernanda e eu achei válida.)

◊ Não há problemas em tentar parto normal mesmo o primeiro tendo sido cesárea.

◊ Não, o quartinho não está pronto.

◊ O nome dela é simples mesmo, Fernanda. Nenhum motivo científico, astrológico, lógico para escolha do nome. Simplesmente acho bonito.

◊ Não sei como vou fazer depois, se vou precisar de uma pessoa diariamente para me ajudar, nem como vou fazer para buscar o Davi na escola, nem várias outras coisas. Conforme elas forem acontecendo, vou definindo a solução.

◊ Vou tentar ao máximo não aceitar o doce que você está me oferecendo. Engordei pouco até agora e o objetivo é exatamente esse. Não, eu não estava ótima na primeira. Estava super inchada e engordei 20 kilos e isso nunca deixará uma pessoa ótima.

◊ O Davi não “vai ter que cuidar da irmãzinha dele”, não “vai ter que dar o exemplo”. Ele é só irmão mais velho dela. E ele só terá 3 anos quando ela nascer. Ele não está com ciúmes e não faço a menor ideia como será.

◊ Se você não tiver nenhuma intimidade comigo, por favor, não precisa fazer carinho na minha barriga.

◊ Para mim seria “Que máximo!” mesmo se fossem dois meninos, amo ter um menino, esse era o meu desejo. Estou bem feliz agora de ter uma menina, mas nunca foi meu sonho e para mim se realizar como mãe não tem nada a ver com o sexo do bebê. Se eu parar por aqui, não tem nenhuma relação com o fato de que “que agora terei um casal”.

Se fizer algum dos comentários acima, eu responderei educadamente, talvez nem me irrite taaanto dependendo de quem você seja. Na maioria das vezes tenho um bom filtro entre o que eu penso e o que eu falo, ainda bem.

O terceiro trimestre

A primeira novidade que rolou para mim quando me vi grávida, da primeira vez, é que contamos esse período em semanas e não em meses. A do Davi por exemplo foram 40 semanas e 1 dia, sendo bem precisa.

Paradoxalmente, existe o marco do início de cada trimestre. E agora, eu estando no último, começo a ver na prática que estamos na reta final, embora na minha cabeça ainda falte tanto tempo. Mas não falta, chegamos a 31 semanas, ou seja, faltam só 9.

Na gravidez do Davi, fiquei 15 dias de repouso quando tinha em torno de 24 semanas e depois, com 32 semanas também entrei de repouso e parei de trabalhar. Então, não sei como é continuar com as atividades normais até mais tarde. Nessa, graças a Deus está tudo bem e acredito que vou conseguir prorrogar ao máximo o início da licença-bênção-incrível-de-Deus-maternidade.

Dormir já está meio confuso, aquele negócio de não encontrar uma posição, não consigo ficar muito tempo de lado, nem apoiando uma almofada embaixo da barriga. Virar de um lado para o outro também já está meio lento. Acho que meu pé começou a inchar um pouco e isso foi bem traumático na primeira para mim. Fiquei muito inchada, meu tornozelo sumiu, não queria ficar sem tornozelo de novo. Cada vez mais repito as mesmas e mesmas roupas. E sinto um pouco de dor na lombar, o que não senti da vez passada. E o andar de pata ou pinguim, como preferirem, também já entrou em ação. Tenho sentido mais fome também, cada vez mais difícil controlar a boca. E a Fernanda mexe muito, muito, muito mais que Davi e por estar mais magra e não ter uma camada de gordura sinistra na barriga, sinto mais também. Por incrível que pareça, há momentos em que me incomoda, ela fica me empurrando muito de um mesmo lado. Não consigo focar em outra coisa a não ser em ficar olhando para minha barriga. Muitas vezes é visível minha barriga mexendo.

Mesmo com todos esses contras, eu curto o fato de ter minha barriga. Senti saudades dela. Um orgulho de mim, uma sensação de que tenho super poderes, uma barriga de grávida acaba arrancando um sorriso de quem está passando na rua, uma gentileza de um homem não cavalheiro originalmente e o carinho especial das pessoas que são queridas. (Arranca comentários folgados e sem noção de pessoas que não tem intimidade também.). Estou muito curiosa para conhecê-la, muito mesmo. Ansiosa não, porque sei que o início é bem tenso. Mas uma coisa tenho certeza: sentirei falta dela quando não estiver mais aqui dentro, principalmente porque há, quem sabe, alguma possibilidade de essa ser a última gravidez.