Comemoração dos pequenos

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Acho uma delícia comemorar aniversário de filho, eu gosto do dia do meu aniversário e do deles é um sentimento ainda mais especial. É quase um dia de ação de graças, meu coração fica cheio de gratidão por tudo o que foi vivido no último ano e por todas as oportunidades que ainda teremos.

Desde que todos nós aqui de casa ganhamos um kit com camisas do Flamengo, coloquei na cabeça que esse seria o tema da festinha deles caso fizesse> Porque desde esse dia fiquei imaginando nós quatro vestidos com nossas camisas, configurando o verdadeiro time que somos. Porque de fato somo um, não tenho dúvidas.

Conforme o mês foi se aproximando, fui organizando as coisas, decidi que esse ano faria algo bem menor no meu prédio mesmo, com poucas pessoas. Eu mesma montaria a mesa e contrataria só a comida, pois é o único elemento obrigatório. Como teriam muitas crianças, achei por bem chamar alguém para fazer recreação com eles e foi a decisão mais acertada de toda a festa. Salão de festas de prédio não tem brinquedo né? As crianças iam ficar entendiadas, correndo pelo salão, me levando a  loucura e aos seus pais também. Assim, deu tudo certo, elas conseguiram se divertir e eu gostei muito dos fornecedores da animação.

As coisas da mesa comprei na 25 de março e pelo site de outras lojas também da 25 e coloquei dois urubus que tínhamos do Flamengo como parte da decoração também. Time de Futebol não é o mais feminino dos temas, mas uni o útil ao agradável: a Fernanda ainda não reivindica esse tipo de coisa e o Davi está numa vibe de futebol e temos que incentivá-lo com um time carioca.

Mas no final eu gostei muito do resultado. A mesa ficou bonitinha, caseira mas nada que estivesse queimando o filme. As crianças se divertiram e meus filhos mais ainda. Os dois brincaram muito, comeram salgadinhos, docinhos, riram, curtiram a festa que era deles, para eles, para comemorar mais um ano lindo na vidinha deles.

Mesmo economizando, fazer uma festinha sempre implica em gastamos um dinheirinho, mas acho um momento tão gostoso deles, que se for possível vale à pena gastar, na minha opinião. Ninguém vai se endividar para fazer festa de aniversário, mas se não for comprometer o orçamento da casa, eu considero válido o investimento em poucas horas. E eles não precisam de muito. Para ser uma festa, para eles basta ter um bolo com parabéns. Eles são bem mais simples do que a gente imagina, a gente é que complica demais.

 

Sempre há o que comemorar

Em setembro comemoramos o 1º ano de vida da Fernanda e o 4º do Davi. Eles fazem aniversário com apenas 10 dias de diferença, parece até que eu planejei para que fosse assim, mas nem foi.Não posso dizer que esse foi o ano mais difícil, acho que o primeiro ano do Davi foi mais tenso. O primeiro ano como mãe de dois, não foi tenso. Foi cansativo, bem cansativo. Os primeiros meses da Fê, me esgotaram mais psicologicamente do que fisicamente e eu nem sei explicar o porquê.

A caçula é uma criança bem diferente do Davi, as semelhanças param nas aparências mesmo: ela é mais grude comigo, ou melhor, ela é meio grude, coisa que o Davi nunca foi. Ela é mais chorona, mais impaciente, mais agitada. Mas essas diferenças têm aparecido mais intensamente a medida que ela cresce, porque no inicio, não houve tantas surpresas, por isso não havia tensão. Primeira tosse estranha que o Davi teve, achei que ele estava com algum problema no pulmão e fui toda chorosa para o PS. Lá ao vê-lo fazendo inalação, meu coração apertou como se meu filho estivesse com uma grave doença.Mal eu sabia que esse inalador se tornaria nosso melhor amigo e Davi ia segurar esse negócio sozinho. Fernanda com 4 meses ficou gripada, sem nunca ter pisado numa escolinha, mas com um irmão mais velho tossindo e espirrando quase na cara dela, isso ia acontecer mesmo. Mas não houve mais a tensão e o desespero, claro que é chato, mas já sabia que aquilo fazia parte da vida de um bebê. Só não esperava que fosse tão cedo. Já sabia que ia ser um saco ter que fazer as papinhas e congelar, que quando eles batem na colher e voa comida também é bem chato. Então, não criei expectativas para aquele momento. Nesse aspecto, a Fê é melhor. Come mais rápido que o irmão comia. Dizem que não se deve comparar os irmãos: sinto muito, é impossível. Acho que essa dica é sobre verbalizar essa comparação, talvez.

Os dois são a alegria dessa casa, ela nem fala, mas eles já brigam por brinquedos. Ela nem fala, mas eles se reconhecem , eles riem, eles conversam. Eles me fazem sentir orgulho de mim mesma, porque parte do que eles são é parte do meu esforço. E não é pouco. Não mesmo. Muitos e muitos dias, eu estou exausta. Só queria chegar do trabalho e deitar. Mas ainda não dá para ser assim. Mas nas minhas conversas com Deus sobre esse assunto, sinto um conforto de que se há um lugar que deva receber minha dedicação é esse. Minha família, minha casa, meus filhos. Nada consegue explicar a maternidade a não ser a própria prática. Para quem não tem filhos é tudo muito simples, “é só tirar a chupeta dela e pronto”; “é só falar que não pode e pronto”; “é só deixar chorando e pronto”; “é só incentivar desde criança e pronto”. Mas, na vida real ninguém sabe a dor e a delícia que é esse “e pronto”, a não ser a própria mãe, o próprio pai.

Por essas razões, eu comemorei o aniversário deles com festa. Davi também comemorou na igreja, na escola, no restaurante e se tivesse mais uma opção eu comemorava. É muito gostoso comemorar aniversário de filho, é uma gratidão sem fim a Deus por mais um ano de vida deles, por tantas coisas que eles aprendem, que eles ensinam, que eles me mostram que vale à pena todo sábado de manhã cedo, fazer “ovinho para comer com pão e manteiga no meio”. Eu tenho orgulho de dizer que tenho dois filhos, é meu mais bonito título: a mãe do Davi e da Fernanda. Deus confiou esses dois a mim, me escolheu para gerá-los, me sustenta diariamente em cada banho, cada brincadeira, cada comida que eu faço, cada grito e cada lágrima que as vezes cai. E eles estão aí, saudáveis, lindos, me fazendo uma mulher mais madura, mais grata Deus e mais feliz.

Para o Davi e para Fê tudo ou nadaaaa? Tudo, tudo sempre!!!

 

3 anos de pura gratidão

Com 34 anos e às vesperas de ter mais um filho, não tenho dúvidas de que foi o Davi que conseguiu extrair o meu melhor. Nem meu marido, nem meus pais, nem minha irmã, nem meus amigos, nem minha formação ou profissão, nada e nem ninguém conseguiu fazer com que eu fosse uma mulher segura e tivesse a plena certeza de que por mais difícil e cansativo, eu seria capaz. E como mãe sinto que fui até aqui, graças a Deus.

A ideia é sempre acertar, é sempre descobrir uma nova maneira de me fazer mais presente, de fazer com que ele se sinta realmente amado e especial, como de fato ele é. Acho que o filho não pode ser o centro do universo, nem o único foco da minha vida, existem muitas outras Rafaelas além da mãe. Mas eu gosto desse papel, eu me estresso nesse papel, eu avalio as outras mães internamente, me chocando com algumas, aprendendo com outras, me identificando com várias. Mas eu tenho alegria, prazer e orgulho de ter um menino de 3 anos.

Há 3 anos, de fato me tornei uma nova pessoa, muito mais tudo. Vivi e continuo vivendo todos os clichês de ser mãe, engolindo uns sapos, uns brejos, mas sendo muito feliz, me divertindo, me superando e me descobrindo. Tendo a cada dia mais certeza de que eu sou a pessoa que mais o conhece, de que podem estudar, ter experiências, ter opiniões, mas do Davi quem mais entende sou eu mesmo, porque quem convive com ele intensamente por 3 anos somos nós aqui de casa.

Davi foi a primeira criança que eu tive contato, outro dia uma amiga me lembrou disso, nunca tinha trocado uma fralda, nem carregado um bebê, nem sequer convivido com um. A estreia não poderia ter sido melhor. Descobri o universo dos bebês e das crianças com o meu próprio filho, um bebê muito bonzinho, magrelo, que sempre dormiu bem e comeu bem. Uma criança esperta, observadora e carinhosa comigo e com o pai, quem tem preenchido nossa casa e sido meu companheiro em vários momentos. E graças a ele, Fernanda terá uma mãe melhor. Até agora ainda não sei como deve ser amar outro serzinho da mesma maneira que amo o Davi, mas em breve vou descobrir.

Num dos dias mais especiais da minha vida, meu desejo é que ele conheça Deus de verdade. Se ele for um cara temente a Deus, amigo de Deus, todo o resto está garantido. Sendo bem objetiva é isso que desejo para o meu filho. Pensar muito nele me faz dar um sorriso, enche meu olho de lágrima e me dá vontade às vezes de pausar um pouco o tempo.

Davi é um menino especial e Deus me emprestou ele, para cuidar e amar desse jeito que não dá para explicar muito. Muitas e muitas vezes quando vou dar um beijo nele antes de eu dormir, ele já dormindo, agradeço a Deus por essa vidinha aqui comigo, e peço para que Deus o proteja de tudo. Isso sempre termina em lágrimas e o pensamento “ainda bem que posso esmagar ele que ele não acorda…”

Deus obrigada por esses 3 anos tão especiais nas nossas vidas, obrigada pela família que formamos, obrigada por essa bênção caprichada, generosa, que só podia vir de Ti. Obrigada pelo Davi!