Gratidão por uma simples entrevista

Na busca pela escola do Davi, tenho me desdobrado em pesquisar, avaliar, pagar boletos (para depois pedir a devolução…) e hoje tinha um encontro dele com a Orientadora de uma das escolas. Uma entrevista conosco, para conhecer melhor a família e tirar dúvidas.

A orientadora foi muito simpática, trouxe folhas e um monte de lápis de cor para desenhar. Ele prontamente já foi se apropriando do material e fez um desenho lindo do ursinho Puff, com direito a pote de mel, mel escorrendo pela mão do urso, Tigrão, céu, árvore. Ficou lindo mesmo. Ao final, ela recolheu e guardou o desenho.

Estava um clima bem tranquilo e cada pergunta que era feita, ele respondia, pensava, sem se intimidar. Estava muito à vontade. E eu em nenhum momento interrompi ou ajudei a responder (me segurei em vários momentos, por exemplo quando ele disse que não gostava de fazer lição de casa). Mas fiquei ao lado dele, observando o meu menino com tanta desenvoltura e tranquilidade do alto dos seus quase 6 anos.

O tempo passou! Passou, mas passou bem lindo também. Quando a orientadora pediu para eu falar um pouco dele, principais características, eu só tinha coisa legal para dizer. E não é coisa de mãe, porque nesse ponto eu não me deixo “cegar”. Reconheço as dificuldades deles, quando estão chatos, porque eles ficam chatos às vezes. Mas eu não tinha nenhum ponto relevante a destacar para a escola, algo que precisasse ser trabalhado nele quando ingressasse ali. Está tudo bem. Sempre esteve! Os pontos que ressaltei foi que ele tem dificuldade de perder, que ele quando se intimida, sente vergonha, chora. Mas não chora descompensado (esse estilo é mais da Fê…rs), chora sentido, porque de fato ficou mal, incomodado. Ele tem medo de errar, de se destacar seja por qual for o motivo. Ele não é perfeito, claro. Mas os pontos de atenção são simples, nada preocupante.

Ela ia perguntando várias coisas sobre independência, histórico escolar, hábitos como chupeta, dormir sozinho, etc…E à medida que ia respondendo sentia um sorriso querendo sair, um sorriso de feliz, feliz com o “resultado” alcançado depois de 6 anos, depois de tantas fases que passamos juntas e prestes a começar mais uma com a chegada da nova escola.

Como minha irmã sempre me diz quando conto algo dele, “meu bebê cresceu”! Daqui a 5 dias ele completa 6 anos de uma linda jornada até aqui, de um menino gente boa, questionador, inteligente e sensível.

Talvez ele nem vá para essa escola, mas foi muito bom poder no meio da semana fazer essa retrospectiva, sentir essa gratidão por ter sido escolhida para ser a mãe de um carinha maneiro como ele. Voltamos da entrevista conversando sobre o desenho, sobre qual será a futura escola, sobre a falta que ele vai fazer para a Fernanda porque ela não vai mais vê-lo na escola. Voltamos conversando: isso é ser mãe de uma criança de (quase) 6 anos. E graças a Deus por isso!

Uma maternidade idólatra

Conversando com uma amiga (que é responsável por muito do que escrevo, porque nossas conversas são ótimas e sempre me motivam a refletir…) falávamos sobre a maneira como as mulheres têm levado a sua maternidade. Tudo começou quando disse que estava feliz no trabalho e que já não tenho tanta culpa em não estar com eles o tempo inteiro. (Mesmo sem trabalhar fora nunca fiquei, porque é difícil para mim ficar full time com duas crianças, todos os dias, sem pirar.)

Houve uma evolução significativa na maternidade se compararmos como foi a maternidade das nossas mães. Muito conhecimento foi trazido, sobre parto, amamentação, introdução alimentar, comportamentos e eu acho isso maravilhoso. Somos melhores e podemos fazer melhores escolhas em função disso.

Porééééém, existe um lugar entre dar coca cola na mamadeira para uma criança de 2 anos e só permitir que ela tome suco feito na hora de frutas que foram plantadas na minha própria horta. Entre a criança jantar macarrão e salsicha 3 vezes por semana e comer um cachorro quente quando vai a uma festinha. Entre eu ser uma mãe presente e ter que todos os dias da vida contar uma linda história antes de dormir. Entre ser atenciosa e permitir que todas as vezes que meu filho me chame eu interrompa a minha conversa para atendê-lo.

Isso é uma parte do todo que gira em torno de uma vida que é ditada por uma criança. A mulher passa a ter sua vida pautada em agradar aquele serzinho, evitar que ele se frustre a todo custo e não expo-lo em hipótese alguma a algo que não seja saudável, por exemplo. Precisamos de equilíbrio, gente. (E eu nem vou incluir mães crentes que buscando a manutenção da rotina intocável das crianças aos domingos, prejudicam sua vida espiritual, pois não vão mais aos cultos. Esquecendo-se de que foi só por Deus que elas se tornaram mães).

Hoje a gente é obrigada a fazer programas que sejam legais para a criança, se vamos ao restaurante não podemos esquecer o tablet porque o filho de 6 anos não aguenta ficar na mesa, ele fica entediado. (Estou falando de mim, do meu filho). Mas eu sou obrigada a assistir um desenho mala do caramba sem me entediar. Sou obrigada a ir ao parquinho, a pensar em algo super ultra blaster para fazer todos os sábados, porque mesmo com a casa lotada de brinquedos e mil canais para eles assistirem, eles não podem ficar no apartamento. “Tadinhos, já passam a semana toda na escola”. Não posso ficar largada no sofá enquanto as crianças brincam sozinhas, porque eles precisam da mãe ali brincando com eles para que se tornem adultos felizes. Dá não, gente. Não é saudável para ninguém, eles vão crescer achando que ditam o ritmo do mundo.

Uma coisa a gente regrediu em relação à geração anterior e talvez tenha sido isso, nossas mães cometeram vários erros, por não saberem mesmo. Mas elas não nos idolatravam. Nós seguíamos o programa que a família fosse fazer e usávamos outros métodos para nos entreter, dormir, etc. As mulheres daquela geração se anularam em alguns momentos por seus filhos, famílias, mas não foi uma geração que os idolatrou. E acho que precisamos resgatar isso. Pelo nosso bem, deles e nossa sanidade mental.

Não era birra

Há 15 dias, saímos da igreja pela manhã e vi que tinha uma secreção no ouvido da Fê, limpei por fora e depois disso ela começou a reclamar de dor. Ela colocava a mão no ouvido e dizia que estava doendo. Chegando em casa, tentei ver alguma coisa e dava só pra ver que estava meio esquisito. Mas, no fim da tarde, eu iria para o Rio de avião, não dava tempo de ir a um hospital. Só dei um analgésico para caso a dor piorasse com a pressão do avião.

Enfim, no dia seguinte no Rio fomos a um hospital e foi diagnosticada uma otite. Ela não tinha passado a noite bem, acordou chorando algumas vezes e com certeza era o ouvido que dóia. Porém, quando a médica foi examinar o ouvido que estava ruim, essa garota berrava na sala: “Meu ouvido não, mamãe. A tia não, mamãe. Tá doendo meu ouvido.” Berrava sinistramente e me puxava, se contorcia. Tive que praticamente deitar por cima das pernas dela, segurar os braços e a médica com força segurar a cabeça. Tadinha! Foi péssimo, devia de fato estar doendo muito. Mas era preciso examinar e não tinha outro jeito. 10 dias de antibiótico.

Essa semana aconteceu o mesmo no outro ouvido. Ninguém merece, nem eu e muito menos ela. Não reclamou de dor, mas a secreção era semelhante a da primeira vez. Acordamos e fomos direto ao hospital. No estacionamento, ela começou a chorar dizendo que o ouvido estava melhor. E a cada vez que a chamavam pelo nome, ela chorava e dizia “Médico não”. Quando entramos na sala da pediatra, ela se agarrava em mim chorando. Apontou para o instrumento que examina o ouvido e dizia: “Esse não, mamãe”. Completamente traumatizada, mas dessa vez foi um pouco melhor. Acho que não estava doendo tanto, mas ela estava com medo e eu fiquei com muita dó.  Enfim, otite novamente e uma recomendação para ir a um otorrino e investigar o que houve e examinar melhor depois que tiver passado.

Tudo isso para dizer, que quem estava no hospital e via aquela cena, de uma menina de 2 anos chorando o tempo todo, me puxando pelo braço, gritando “Médico, não” e se recusando a ir quando nos chamavam, pode ter pensado muitas coisas. Que ela era mimada, que era exagerada, que não tinha disciplina em casa, que eu era uma mole e sem controle da situação, que não sabia conter uma fofa menininha. Mas, nesse caso não era isso. Provavelmente o que ela só pensava era que ia doer o mesmo tanto como da vez anterior e ela não queria passar por aquilo de novo. Simples. Estava com medo e tentando evitar, da maneira dela, passar por aquilo novamente.

Aprendi com a maternidade a julgar um pouco menos, principalmente depois que a Fernanda nasceu. Digo um pouco menos, porque acho que ainda julgo, mas já melhorei muito. Uma criança no tablet no restaurante não quer dizer que ela é abandonada e não participa dos momentos de sua família. Um pai que não vai à reunião da escola não significa que ele é ausente. A mãe que trabalha exaustivamente fora não ama menos ou não prioriza seus filhos. Uma criança berrando no hospital pode ser só medo, um medo justificado, e não uma criança que não sabe se comportar. Se tem um lugar que é cuspir para cima e cair na testa é a maternidade. E assim, a gente vai se lapidando e aprendendo a olhar para si e para as outras mães, outras crianças e famílias, com mais boa vontade.

 

 

Precisamos criar laços

Meu filho mais velho tem só 5 anos, mas sempre me pego pensando em como será a adolescência. Muito provavelmente, difícil. Resta saber se muito ou pouco. Mas acredito que muita coisa pode ser facilitada se conseguirmos estabelecer um relacionamento verdadeiro com nossos filhos. Não adianta eu decidir ser amiga, parceira e cúmplice quando o garoto já estiver com 12 anos. Tenho que começar a construir isso ontem, desde que saíram da maternidade.

Pode parecer meio simplista e até utópico pensar assim, mas de verdade acredito que estabelecer esse relacionamento desde cedo pode minimizar muitas dificuldades. Não sou “amiguinha” dos meus filhos, existe antes disso uma relação de autoridade, de hierarquias diferentes estabelecidas. E prezo pelo cumprimento dessa hierarquia. Isso torna a relação um pouco mais complexa do que uma simples amizade, mas em nada me impede de ser de fato amiga deles. De criar um relacionamento de companheirismo, parceiria, de mostrar para eles que devem falar a verdade, que são amados incondicionalmente. Procurar entender minimamente sobre aquilo que interessa a eles, conversar, fazer do nosso lar um lugar que eles gostem muito de estar. Tarefa não muito fácil, principalmente quando ao longo dos dias temos mil outras coisas a resolver. Mas maternidade é isso mesmo. Tem que ter disposição para fazer diferença na vida das pessoas e com nossos filhos não é diferente.

Procuro criar laços com eles, não tão apertados e sufocantes como um nó, mas não pode ser frouxo porque se não desamarra né? Disciplino, mas constantemente digo que amo, abraço, fico de chamego antes de dormir, cheiro até eles se irritarem… Mas eles não podem ter dúvidas do quanto os amo.

Dia das mães chegando e queria como presente de Deus ser a mãe que Ele espera de mim, a mãe que meus filhos precisam e merecem. Daqui a 20 anos ouvir dos meus filhos que eles sempre foram cercados de amor e que têm em seus pais seus melhores amigos.


A aula teste de futebol

Era só uma aula teste na escolinha de futebol hoje pela manhã. Mas ver meu mais velho, às vésperas de completar 5 anos, naquela quadra me emocionou. Ele está crescendo tão rápido, o tempo passa tão depressa que dá uma angústia no peito às vezes e tenho certeza que outras mães concordam comigo. É uma bênção ver diariamente esse crescimento, cheio de novidades, de descobertas, de frustrações, mas isso por vezes dá um nó na garganta e enche meu olho de lágrimas.

Achei demais a aula. Nada de inovador, mas o esporte traz tanta coisa boa a ser aprendida que na aula teste estava certa de aquilo faria muito bem para ele. Estar com outras crianças, mais velhas já que ele é por enquanto o caçula da turma vai ser produtivo. Ter de se submeter a outras regras, a outra liderança também. Além de aprender os fundamentos do futebol em si. Mas, no fundo, acho os outros aprendizados mais relevantes do que “não chutar a bola com o bico do pé e sim com a chapa do pé”.

Do banco algumas vezes eu me meti, corrigindo alguma coisa que ele estava fazendo, mas depois percebi que definitivamente aquele não era o meu papel ali. Eu era apenas uma expectadora. A partir daí, me comportei e não me meti mais. Só me meti quando precisava carregá-lo para beber água, porque nem lembrei de levar uma garrafinha e ele ainda não dava pé para o bebedouro que tinha.

Teve uma hora que ele bateu uma lateral e a bola bateu com força num outro menino, daí o jogo parou alguns minutos. Não foi nada sério, o menino saiu jogando logo depois. Mas enquanto o professor verificava se estava tudo bem, Davi virou de costas para o campo, apoiou a mão na grade e começou a chorar. Eu de longe, pensei: Eu sabia que ele ia chorar! Minha vontade era ir lá, dar um abraço nele e falar que estava tudo bem, pois tinha sido sem querer. Mas novamente não era o meu papel, outras crianças fizeram isso e os professores também: “Normal, Davi. Isso é coisa do jogo mesmo.” Uma das várias lições aprendidas do dia.

Meu pequeno está ficando um menino grande, quando fico contemplando ele dormindo sempre me dou conta disso, o corpinho cada vez mais comprido deitado na cama. Hoje foi mais um dia de novidades, de pessoas diferentes e uma nova experiência juntos. E que Deus siga nos proporcionando tantas coisas novas juntos. No futuro, quero ter muita história para contar.

O que é ser mãe para você? (3)

Finalizando, o que mais elas acham do que é ser mãe…

Outras meninas, ou melhor, outras mães já disseram aqui e aqui.

1_Primary_logo_on_transparent_75x100 Lidiane (mãe do Pedro de 6 anos e do Miguel de 3)1_Primary_logo_on_transparent_75x100

É os olhos ficarem marejados só de olhar para eles;

É sentir o amor crescer a cada dia;

É ver o amor de Deus para conosco através deles;

É querer melhorar a cada dia para dar o melhor de si para eles;

É acordar pensando neles e dormir pensando neles;

É se sentir o porto seguro para eles, quando eles correm para seus braços;

É sentir aquele amor mais puro, quando escuta um “Mamãe eu te amo”, sem nada em troca;

É escutar um “Você é linda”, mesmo quando é um dia normal;

Eu podia ficar horas, dias, meses e anos escrevendo do meu amor para com eles.

Escrever isso me fez pensar mais uma vez de como pode Deus nos amar tanto, mais que esse amor que sentimos para com os nossos filhos. Pensei nesses dois versículos:

“Haverá mãe que possa esquecer seu bebê que ainda mamãe não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa esquecê-lo, eu não me esquecerei de você!” Is.49:15

” Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Jo. 3:16

1_Primary_logo_on_transparent_75x100 Polly (mãe do Lucas de 4 anos e da Lara de 2 meses)1_Primary_logo_on_transparent_75x100

Ser mãe me leva mais para perto de Deus e me faz ser mais parecida com Jesus. Muita pretensão ? Acho que não. Foi nessa missão que aprendi a servir sem troca, a ser generosa, e amar sem medo. É ter o privilégio de hospedar anjos em casa.
É sendo mãe que descubro todos os dias quem eu sou… eu mudei , e mudo constantemente exercendo essa missão. Sou uma mulher muito melhor cada dia que passa. Eles me ensinam o que é amar ao próximo da forma mais pratica possível.
Ser mãe é ter o amor sempre no colo com o sorriso frouxo e um olhar carinhoso.
De tudo que sou o que eu mais amo é ser mãe!

1_Primary_logo_on_transparent_75x100 Paula (mãe do Artur de 13 anos, da Olívia de 9 e da Isadora de 6)1_Primary_logo_on_transparent_75x100

Ser mãe para mim é difícil colocar em palavras. Mas tentando colocar, acho que é ter o coração batendo fora do peito. É poder desfrutar da minha identidade, da minha natureza, do meu amor. Ser mãe para mim é me alegrar em cada acontecimento e cada evolução dos meus filhos. É sentir um amor genuíno mesmo quando não estamos nos nossos melhores momentos. É poder me emocionar cada vez que escuto a palavra mãe, e no meu caso que tenho 3 filhos em tonalidades e maneiras diferentes. É poder desfrutar do melhor sentimento que há em mim. Vivo a maternidade como um valioso presente e procuro aproveitar cada momento, sentimento ou situação, mesmo que a mais difícil, da melhor maneira possível. Vejo nos meus filhos a representação do amor de Deus por mim!

1_Primary_logo_on_transparent_75x100 Wellen (mãe do João de 15 anos, Rafaela de 13, Miguel de 5 e do Mateus de 3) 1_Primary_logo_on_transparent_75x100

Ser mãe é vivenciar o inexplicável !!!
É pedir o  silêncio e dois minutos depois se incomodar com ele …
É querer jogar a toalha e dois minutos depois  pendurá-la …
É querer a casa arrumada e dois minutos depois adorar colocar tudo no lugar …
É se  orgulhar com as pequenas conquistas
É começar o dia com o melhor do que Deus pode nos oferecer …
Ser mãe é descobrir que o amor não se divide e sim se multiplica .
Ser mãe é buscar a Deus diariamente para ser exatamente a mãe que Ele deseja que sejamos .
Amo ser mãe do meu quarteto fantástico. Por eles e para eles buscando sempre ser melhor.

O que é ser mãe para você?

Mês das mães chegou e fiz a pergunta do título para algumas mães com as quais convivo, de perto ou de longe, mas que de alguma forma eu admiro.

Sem exceção, todas as respostas me fizeram sorrir e me emocionaram.

Não publicarei todas as respostas de uma vez, essa é a primeira delas.

1_Primary_logo_on_transparent_75x100 Patricia Yong (mãe do Guilherme de 6 anos e Felipe de 4)1_Primary_logo_on_transparent_75x100

Para mim é a realização do maior sonho. Não tive muitas inseguranças com um RN. A insegurança veio quando percebi que ser mãe ia muito além de cuidar e amar um bebê. Veio quando percebi que também precisava educar, passar valores, disciplinar, relevar coisas que quando eu via acontecer com outras mães, achava inadmissível. Hoje eu defino a maternidade como uma CONFUSÃO de sentimentos! O amor incondicional prevalece, mas junto dele vem irritação, canseira, impaciência, medo, impotência e tantos outros. Com eles vou aprendendo a desenvolver o maior dom que Deus me deu, o de ser mãe. Mas o que Deus mais tem me ensinado é depender é confiar nEle. Saber que o meu amor por meus filhos é pequeno perto do amor dEle por eles, e saber que com tantas inseguranças e imperfeições, Ele me escolheu desde a eternidade para ser a mãe do Guilherme e do Felipe. E se Ele confiou em mim, Ele vai me capacitar em todas as inseguranças que ainda virão. E hoje, mesmo diante de tantos sentimentos confusos, consigo sonhar com o terceiro filho, mesmo não planejando a chegada dele.

1_Primary_logo_on_transparent_75x100 Alzira (mãe da Gabriela de 11 anos e Fernanda de 9)1_Primary_logo_on_transparent_75x100

Ser mãe é sair correndo pelo meio da rua para não perder a apresentação da sua filha, só para não decepcioná-la.

Ser mãe é a difícil tarefa de corrigir em todo o momento, e nunca desistir!

Ser mãe é clamar pela proteção dos seus filhos, porque sabemos que só Deus pode guardá-los!

Ser mãe é passar horas no PS!

Ser mãe é o meu maior desafio, e o mais difícil também, é ser firme e doce na medida certa, mas às vezes erramos!

Ser mãe é ter a dependência do Altíssimo diariamente!

Ser mãe é dar o melhor de mim por elas!

Ser mãe é a minha maior realização!

1_Primary_logo_on_transparent_75x100 Veronica (mãe da Manuela de 10 anos, Guilherme de 7 e Mariana de 5)1_Primary_logo_on_transparent_75x100            

Ser mãe é uma dádiva de Deus, a missão mais desafiadora e mais difícil que já recebi . É uma mistura de felicidade e medo de errar , é se tornar uma pessoa melhor e menos egoista todos os dias , é voltar a ser criança, é reviver momentos especiais na vida de seus filhos.

1_Primary_logo_on_transparent_75x100 Bernadete (mãe da Débora de 27 anos, Daniele de 26 e Raquel de 20.) Recentemente ganhei mais 2 filhos, o Diogenes (marido da  Débora) e o Nelson (marido da Dani)  )1_Primary_logo_on_transparent_75x100       

Ser mãe é  a coisa mais simples e mais complexa que já me aconteceu.

Por ser mãe, já dei as risadas mais gostosas e derramei as lágrimas mais profundas.

Já me senti a própria mulher maravilha por ser mãe, e já me senti o maior fracasso.

Passei de poderosa a impotente algumas vezes.

Já “tirei de letra”  muitas vezes é em outras não soube o que fazer.

Já dei conselhos sábios e já ensinei tolices.

Muitas vezes justa e muitas, incoerente.

Por ser mãe, dei os abraços mais fortes e intensos, e já travei as lutas mais pesadas.

Falei palavras doces, mas também proferi algumas que não deveria.

Aplaudi e reprovei muitas vezes.

Me orgulhei das muitas  atitudes e de outras me arrependi .

Uma caminhada de oração e clamor!

O que sempre foi igual, e de uma intensidade gigante, é o amor.

Amo demais e sei que elas me amam! Isto me basta para explicar o que é ser mãe!

    

Antes e depois

Hoje uma amiga postou a foto do nascimento do seu primeiro filho, aquela foto mais linda da vida, que pouco importa de como estamos fisicamente. É uma foto que sempre nos provoca um sorriso.

A dela em especial até me emocionou. Pela legenda que ela colocou e por eu voltar no tempo e pensar que mal ela sabe tudo o que a aguarda. Naquele momento ela já estava achando tudo inexplicável. Imagina só… O filho tinha minutos de vida e ela já conseguia perceber que a maternidade é inexplicável.

Ela, a partir dali, passa a viver uma nova vida, que nunca mais volta ser o “que era antes”. Muito além do que apenas noites mal dormidas. Muito além do que aquelas tentativas ansiosas da amamentação. Muito além de qualquer coisa que tenhamos pensado nos nossos mais otimistas (e pessimistas) pensamentos.

Depois que me tornei mãe, passei a dividir as pessoas em “com e sem filhos”. São grupos completamente distintos. E os divido sem nenhum juízo de valor, não é por aí. Mas não são comparáveis. Quando uma mulher sem filhos me diz que está cansada, eu concordo e o cansaço é legítimo. Mas o cansaço de filhos é outro. Quando uma mulher sem filhos me diz que não tem tempo para nada, eu da mesma maneira acredito, valido, mas a capacidade de otimizar o tempo quando se tem filhos é outro nível. Da mesma maneira que é uma dor diferente quando a gente vê uma criança de rua, uma mulher grávida dormindo na escadaria da Catedral da Sé. Papo de escorrer lágrima do olho. A gente se torna mais histérica, ao mesmo tempo que consegue com calma falar para o mais velho que não pode brincar de sentar na barriga da irmã mais nova, porque vai machucar muito. A gente consegue de maneira ninja segurar um vômito na mão, mas ter ânsia de vômito diante de uma fralda lotada de cocô.

Nada é mais como antes. Antes do primeiro. Antes do segundo. Lembro com saudades do antes, ao mesmo tempo que tenho dificuldades em descrever como era. Só sei que era menos. Menos tudo. Somos apresentadas a uma nova mulher quando nos tornamos mães, mulheres melhores na maior parte do tempo, mas às vezes piores em alguns aspectos. Mas o saldo é positivo.

Dei boas vindas à amiga. É um mundo novo, um mundo que, usando o maior clichê, realmente não dá para explicar. Ou melhor, dá para explicar, não dá é para entender verdadeiramente a menos que já tenha passado por aqui. Sem dúvida, ela será muito feliz. Eles serão muito felizes.

Cansada, mas feliz

Sinto muita, muita falta de não ter nada para fazer. Sinto muita falta de escolher como ocupar o meu tempo, de ter tempo, ter tempo para mim, de ter a mente livre. Parece que desde que me tornei mãe ela está sempre 100% do tempo ocupada, tentando otimizar minha rotina de forma a caber tudo, sempre ocupada pensando neles, pensando que a escola fecha antes de eu sair de férias e não sei como farei com as crianças nos 3 últimos dias, pensando que não tem frutas para comer no fim de semana e eu tenho que encontrar um intervalo para comprá-las.

Só queria chegar em casa, seja de onde for, me jogar no sofá, ligar a TV em um canal X e adormecer ali. Nem lembro a última vez que sentei no sofá e vi TV por alguns minutos. Só queria não ser uma máquina de to-do-lists. Sábado passado tinha tanta coisa para fazer que eu acordei às 6:30h da manhã. Tudo bem que uma dessas coisas era dar um jeito no meu cabelo, mas essa era a única que eu não ia cancelar mesmo, porque minha auto estima estava precisando! Então, para que isso acontecesse, tive que acordar super cedo.

Por dois dias essa semana fiz um treinamento na empresa, na hora do almoço decidi sair sozinha para almoçar, porque queria comer rápido e aproveitar para dar uma voltinha no shopping e porque eu queria ficar sozinha. Ficar comigo, fazer alguma coisa para mim, escolher o restaurante sem perguntar se todo mundo concorda, comer no ritmo que eu estivesse a fim e depois comprar dois shorts e uma blusa. No último dia, o treinamento acabou um pouco mais cedo e eu pensei em aproveitar o tempo e passar no hortifruti para comprar umas frutas…Pensei por alguns minutos e conclui “Que se danem as frutas”, voltei para o shopping sentei num lugar delícia e pedi uma fatia de bolo com um café. Saí dali, comprei dois livrinhos para o Davi (a mente nunca está livre) e ainda deu tempo de comprar as frutas e chegar a tempo na escola.

Comecei o texto dizendo que queria escolher como usar o meu tempo. Mas na verdade eu escolhi e escolho todos os dias: ser mãe dos meus filhos em tempo integral mesmo que eu trabalhe fora. Entende? Eles passam quase doze horas na escola, se eu delegar o pouco de tempo que nos resta juntos durante a semana, ia ferir o que eu acredito, o que eu espero de mim mesma como mãe. Morro de preguiça de dar banho na Fê, mas é isso ai, tem que tomar banho e sou eu mesma que vou dar. Foi essa escolha que eu fiz, eu escolhi ter filhos, eu escolhi continuar trabalhando fora, eu escolhi esse modelo de criação e todas as vezes em que me questiono se eu não poderia contemplar outras alternativas, uma babá por exemplo, eu continuo com a convicção de que é isso. Juro que sinto um sussurro de Deus no meu ouvido dizendo “Continua assim mesmo”. Continuo achando que fiz a escolha certa para mim, para nós e de que outras coisas eu posso deixar de lado, não tem mais jantar todo dia aqui em casa por exemplo. Uma das vantagens com o segundo filho é que sei a velocidade com que as coisas passam, sei que elas passam e novos desafios sempre virão. Sei que tenho construído um relacionamento com eles, tento ao máximo ser uma mãe presente dentro do tempo que disponho com eles.

As pessoas sempre pensam o quão caro é ter filhos e eu sempre digo que o fator financeiro é relevante sim, não seria irresponsável de dizer que isso não é importante, mas a mudança que filho impõe no nosso modelo de vida, nas expectativas, na maneira de ver o mundo é impressionante. Por isso tenho saudade de mim, da leveza de antes da maternidade, da forma despretensiosa de se viver os dias, da época em que achava que sabia o que era cansaço. Mas ao mesmo tempo que tenho saudade, é como se Davi e Fernanda sempre tivessem existido, são eles que preenchem tudo, que consomem tudo também. São a minha herança! E a beleza de tudo isso é que nem o cansaço que sinto há 4 anos, nem a saudade de uma época, conseguem chegar perto do amor que tem dentro de mim, nem da realização que me dá vê-los crescendo e ver suas conquistas.

Sou uma mulher mais cansada, mas sou mais capaz, mais segura e sobretudo mais feliz!

Sempre há o que comemorar

Em setembro comemoramos o 1º ano de vida da Fernanda e o 4º do Davi. Eles fazem aniversário com apenas 10 dias de diferença, parece até que eu planejei para que fosse assim, mas nem foi.Não posso dizer que esse foi o ano mais difícil, acho que o primeiro ano do Davi foi mais tenso. O primeiro ano como mãe de dois, não foi tenso. Foi cansativo, bem cansativo. Os primeiros meses da Fê, me esgotaram mais psicologicamente do que fisicamente e eu nem sei explicar o porquê.

A caçula é uma criança bem diferente do Davi, as semelhanças param nas aparências mesmo: ela é mais grude comigo, ou melhor, ela é meio grude, coisa que o Davi nunca foi. Ela é mais chorona, mais impaciente, mais agitada. Mas essas diferenças têm aparecido mais intensamente a medida que ela cresce, porque no inicio, não houve tantas surpresas, por isso não havia tensão. Primeira tosse estranha que o Davi teve, achei que ele estava com algum problema no pulmão e fui toda chorosa para o PS. Lá ao vê-lo fazendo inalação, meu coração apertou como se meu filho estivesse com uma grave doença.Mal eu sabia que esse inalador se tornaria nosso melhor amigo e Davi ia segurar esse negócio sozinho. Fernanda com 4 meses ficou gripada, sem nunca ter pisado numa escolinha, mas com um irmão mais velho tossindo e espirrando quase na cara dela, isso ia acontecer mesmo. Mas não houve mais a tensão e o desespero, claro que é chato, mas já sabia que aquilo fazia parte da vida de um bebê. Só não esperava que fosse tão cedo. Já sabia que ia ser um saco ter que fazer as papinhas e congelar, que quando eles batem na colher e voa comida também é bem chato. Então, não criei expectativas para aquele momento. Nesse aspecto, a Fê é melhor. Come mais rápido que o irmão comia. Dizem que não se deve comparar os irmãos: sinto muito, é impossível. Acho que essa dica é sobre verbalizar essa comparação, talvez.

Os dois são a alegria dessa casa, ela nem fala, mas eles já brigam por brinquedos. Ela nem fala, mas eles se reconhecem , eles riem, eles conversam. Eles me fazem sentir orgulho de mim mesma, porque parte do que eles são é parte do meu esforço. E não é pouco. Não mesmo. Muitos e muitos dias, eu estou exausta. Só queria chegar do trabalho e deitar. Mas ainda não dá para ser assim. Mas nas minhas conversas com Deus sobre esse assunto, sinto um conforto de que se há um lugar que deva receber minha dedicação é esse. Minha família, minha casa, meus filhos. Nada consegue explicar a maternidade a não ser a própria prática. Para quem não tem filhos é tudo muito simples, “é só tirar a chupeta dela e pronto”; “é só falar que não pode e pronto”; “é só deixar chorando e pronto”; “é só incentivar desde criança e pronto”. Mas, na vida real ninguém sabe a dor e a delícia que é esse “e pronto”, a não ser a própria mãe, o próprio pai.

Por essas razões, eu comemorei o aniversário deles com festa. Davi também comemorou na igreja, na escola, no restaurante e se tivesse mais uma opção eu comemorava. É muito gostoso comemorar aniversário de filho, é uma gratidão sem fim a Deus por mais um ano de vida deles, por tantas coisas que eles aprendem, que eles ensinam, que eles me mostram que vale à pena todo sábado de manhã cedo, fazer “ovinho para comer com pão e manteiga no meio”. Eu tenho orgulho de dizer que tenho dois filhos, é meu mais bonito título: a mãe do Davi e da Fernanda. Deus confiou esses dois a mim, me escolheu para gerá-los, me sustenta diariamente em cada banho, cada brincadeira, cada comida que eu faço, cada grito e cada lágrima que as vezes cai. E eles estão aí, saudáveis, lindos, me fazendo uma mulher mais madura, mais grata Deus e mais feliz.

Para o Davi e para Fê tudo ou nadaaaa? Tudo, tudo sempre!!!