Em busca da nova escola

Ano que vem Davi obrigatoriamente terá que se mudar de escola, pois a atual só tem educação infantil e ele irá para o primeiro ano. Há uns anos cheguei a procurar algumas, achando que faria essa mudança antes, mas não fiz e acho que fiz a escolha certa em mantê-lo na escola atual.

Gostaria de acertar novamente na escolha da próxima. Tenho procurado fazer minha parte, visitando, perguntando, pesquisando e pensando sobre o assunto. Pode parecer que está cedo, mas não está. Para mim não. Porque não acho isso uma escolha fácil, sinceramente. Muitas variáveis envolvidas e embora não seja uma escolha definitiva, eu posso mudar caso não goste ou não nos adaptemos, mas não gostaria.

Queria uma escola perto de casa, com um preço de mensalidade justo, ensino forte, espaço físico grande, com valores exatamente iguais aos meus, que formassem cidadãos e não robôs. Uma pena que ela não exista. Lamento profundamente!

Em umas das que visitei a moça que me atendeu fez uma dinâmica (esse pessoal inventa tudo…), que escrevêssemos no papel o que desejávamos para os nossos filhos daqui a 10 anos, como gostaríamos de encontrá-los. Não precisava ler, só escrever mesmo. Pareceu besta na hora, mas eu escrevi e enquanto escrevia até refleti sobre o assunto. Porque no fundo quero que eles sejam felizes! Que eles se tornem homem e mulher de caráter, valores, que façam diferença onde estejam. Hoje, enquanto procuro escolas eu olho o desempenho delas no Enem, parece loucura, mas é um dado de ensino para o modelo de educação que o Brasil adota. Por enquanto o que vale ainda é o vestibular para o menino entrar na faculdade. Mas eles podem estudar na escola top da cidade, eu deixar meus rins lá pagando a mensalidade, cursarem a melhor universidade do país, mas só isso não garante que sejam felizes e bem sucedidos. Porque ser bem sucedido é beeem mais do que um diploma numa federal, embora isso ajude em alguma coisa.

Isso sem comentar a vida com Deus né? O único lugar onde de fato temos plenitude de alegria e para isso também tenho feito a parte que me cabe. E sei que Ele vai me ajudar a escolher a escola também. Porque além de todas as variáveis para escolher, tem uma que ajuda a tirar dúvida, a escola onde eu sentir paz no coração e me sentir bem em estar lá. Considero isso um sinal…

E foi isso que escrevi no papel sobre o que espero deles daqui a alguns anos: Fê e Davi, que vocês estejam aptos a enfrentar o mundo com bom humor, caráter, coragem, amor, com o intelecto diferenciado e valores que sejam os mesmos de Cristo. Que vocês possam ser bem sucedidos e principalmente felizes.

Que a próxima escola seja parceira em me ajudar a desenvolver neles tudo isso. Aguardo ansiosamente.

Viajando em família

IMG_6763Desde que a Fernanda nasceu não fazíamos uma viagem para algum lugar mais longe, viagem de férias mesmo. Fomos ao Rio, Santos e a Floripa por conta do Iron Man. Mas agora em janeiro viajamos juntos ao Chile, meu pai e minha madrasta também foram conosco.

Confesso que não escolhemos nossos destinos levando em consideração as crianças, escolhemos o destino que nos agrada conhecer, visitar e as crianças vêm junto. Eu ainda tento influenciar um pouco mais para favorecê-los e me favorecer no fundo, mas nem sempre rola. Na verdade, a escolha de Santiago foi um meio termo entre as minhas preferências e as do meu marido.

Embora não fosse uma viagem para o público infantil, tenho certeza que eles aproveitaram bastante. Não andávamos tanto a pé para que não se cansassem tanto, mas conhecemos muita coisa e até o passeio nas vinícolas que eu achei que ia ser super entediante para eles, foi muito legal. Porque as vinícolas parecem um grande parque, então muito espaço para correrem, ver e colher as uvas de brincadeirinha. Foi muito gostoso, eles se divertiram muito durante o passeio. E como Davi já entende mais as coisas, estar num lugar onde as pessoas falavam outro idioma para ele foi bem diferente e uma experiência interessante. Sem contar que andar de avião já é uma alegria e uma aventura para eles (mas não para mim, no caso, que tenho andado cada vez mais tensa com isso).

Voltei muito feliz dessa viagem, porque o que eu mais gosto nas férias é o tempo que passamos os quatro juntos. Dividindo o mesmo quarto, o dia inteiro, fazendo todas as refeições juntos. E sei que eles curtem e sentem essa diferença. Dá uma canseira por muitas vezes, mas são experiências em conjunto que ficarão sempre na minha memória pelo menos, e de alguma forma na deles também a medida que crescem. Foi um lugar novo para todos nós, eu gostei muito de Santiago, fui positivamente surpreendida pelo que vi lá. Voltamos com mais histórias em comum, que constroem assim nossa trajetória como família, parte do que foi vivido está nas fotos, outra não, ficou só com a gente mesmo. E no fundo é isso que de fato importa, quer seja nas praias, nos parques, nos brinquedos ou nas vinícolas. O bom das férias é possibilidade de estar o tempo inteiro nós quatro juntos.

 

Andando pelo caminho

Toda semana eu e Davi vamos caminhando até a escolinha de futebol, é perto da minha casa e o estacionamento de lá é meio apertado, chatinho de estacionar para alguém com meu nível de habilidade. Então, ir a pé é realmente a melhor opção.

Mas eu AMO esse trajeto que fazemos juntos, desde a hora que saímos do prédio. Vamos sempre conversando muito, algumas vezes cruzamos com algum outro amiguinho que também está no mesmo caminho que nós dois, outras passamos no mercado na volta para pegar alguma coisa que está faltando e ele sempre me ajuda com o carrinho, a pegar as coisas. Tudo com calma, parceria. Entendo esse momento como um reforço do nosso relacionamento, da nossa amizade e intimidade. É mais um momento em comum que temos, mais uma oportunidade gostosa de estarmos juntos, de eu ouvir as histórias malucas que ele inventa, de ouvir o que aconteceu, sob o olhar dele, na aula, de responder as suas inúmeras perguntas.

E sempre, todos os dias em que estamos nesse caminho, lembro de um versículo de Deuteronômio que diz que devemos falar de Deus e Seu amor aos nossos filhos enquanto estivermos sentados, andando pelo caminho, ao deitar e ao levantar. E andando por esse caminho algumas vezes já falamos de Deus, ele pergunta alguma coisa, ou Deus torna-se o assunto da conversa espontaneamente. Porque de forma muito natural, Ele sempre fez parte da vida da minha família e da do Davi.

E assim vamos, semanalmente, eu e meu amigo, companheirinho, conversando e andando pelo caminho, descobrindo muitas coisas juntos, rindo, brincando, mas principalmente fortalecendo o vínculo tão especial, lindo, indescritível e eterno que Deus nos deu. Meu coração é muito grato por poder fazer isso, ter essa oportunidade e principalmente enxergar como é importante e fundamental nós estarmos presentes e isso não tem necessariamente a ver com tempo disponível. O mundo tem mudado muito, a maneira como as pessoas se relacionam mudado para pior, então sempre que possível é tempo de fortificar os laços com nossos pequenos, ensinando pelo caminho o que eles precisam aprender para serem homens e mulheres de bem, a serem amigos e amigas de Deus.

1 ano e 5 meses de Fê

img_33451Há 1 ano e 5 meses eu me tornava mãe de dois filhos e mãe de uma menina. Sim, passou muito rápido esse tempo, mas lembro perfeitamente da angústia dos primeiros meses, do meu pânico quando minha mãe foi embora e eu me vi com dois. Lembro me perfeitamente da minha insegurança e do medo de saber se eu iria conseguir me dividir sem que ninguém saísse perdendo. O principal medo era de que nem por 1 segundo o mais velho se sentisse menos amado ou menos especial. Por conta dessas lembranças ainda bem vivas e de saber como é a rotina com os dois, tenho zero plano de ter um terceiro filho. Nem se eu fosse milionária rolava. A não ser que isso esteja nos planos de Deus e ele está guardando isso de forma beeeem secreta.

A caçula veio para aprimorar ainda mais minha paciência, para usar de eufemismo aqui. Porque bateu um vento, ela chora e se agarra em mim. A pessoa está a quilômetros dela e ela já cola no meu pescoço, miando que nem um gato. Ela é chorona, chiliques básicos, aquela criança que chama atenção num restaurante, porque ela causa. Mas e daí, né? Tento levar com um mínimo de bom humor, isso vai passar, como tudo na maternidade. Ela é linda, uma boneca, meu amor em forma de menina. Todo dia eu olho pra ela e penso: “Como é linda, meu Deus.” A princesinha da casa, embora a realeza ainda não esteja sendo demonstrada com atitudes. Um desenho caprichado de Deus com direito a olho azul e dessa vez eu nem pedi isso. Ela é um exemplo da criatividade de Deus, mesmo pai e mesma mãe do Davi e completamente diferente do irmão. Demandando reações e posturas nossas como pais completamente diferentes. O segundo filho se dá melhor no aspecto de ter pais mais tranquilos, menos ansiosos e percebi nitidamente essa diferença na minha maternidade com ela. A benção de ter uma criança que dorme bem permaneceu e que come bem também. Aliás, Fernanda puxou a mamãe nesse sentido, já que ela sempre quer comer alguma coisa, não importa o que seja, ela com 1 ano tem prazer na comida, fato.

Com ela eu confirmei a alegria que é ver dois filhos brincando juntos, interagindo, se divertindo, rindo e brigando pelo mesmo brinquedo (já não tããão alegre assim essa parte). A Fê me fez olhar para mim, me fez uma mulher mais bonita, mais atenta, mais cuidadosa e às vezes mais segura.  Isso foi ela e por ser menina, não sei exatamente o porquê, mas Freud certamente tem uma explicação. Diante de algumas situações, me justifico ou me incentivo pensando “Eu tenho dois filhos!”

O pânico de cuidar de dois passou, eu consegui, sei lá como, mas estou conseguindo por 1 ano e 5 meses. Acho que Davi também não “sofreu” com a chegada da irmã e com o crescimento dela, ocupando cada vez mais espaço. 1 ano e 5 meses de uma vida completamente diferente, de mais planejamento, de mais pensamentos, de mais cansaço, de mais confusão e bagunça na casa, de mais tudo de bom que um filho nos dá. Fui abençoada com esses dois pequenos e espero que eles também pensem isso de mim sempre.

Trainee de CEO

Trabalho com planejamento e gestão desde sempre, mas o lugar que mais desenvolveu a minha capacidade de planejar foi a minha casa, mais especificamente a maternidade. E principalmente sendo mãe de dois.

Enquanto estava só amamentando era mais fácil, pois a preocupação com a comida não existia. Mas agora Fernanda já está na comidinha e preciso me programar para comprar o que precisa, preparar a comida do fim de semana e sempre ter uma reserva congelada. Durante a semana ela come na escolinha e isso já ajuda bastante.

Cabeça de mãe parece que está sempre na frente, eu estou sempre fazendo a conta de que horas preciso chegar no lugar e para isso que horas preciso começar a me arrumar. Começo a me arrumar com muita antecedência e ainda assim chego um pouco atrasada ou exatamente na hora. Antes da hora, uma raridade. Quem nos vê na igreja domingo à tarde, não faz ideia do mini caos que a casa ficou para que estivéssemos todos lindos e cheirosos para o culto. Minha pia que o diga. E quando a gente finalmente consegue se arrumar com uma folga e rola aquele cocô que suja a roupa toda? Para que eu quero descer!

Antecipadamente marcamos o pediatra e já chegamos lá com todas as dúvidas listadas, saindo dali providenciamos remédio, vacina, implantamos novas rotinas, mudamos alguns processos. Com a chegada do inverno, temos que substituir as calças do mais velho que não cabem mais e a gente só descobre na hora que está arrumando ele para ir à escola. Semanalmente, checa se tem dinheiro para pagar a Maria e quase nunca tem, então em algum momento vou ter que passar no caixa eletrônico. Diariamente, substitui o que sujou da escola na bolsa, vê as agendas e a da pequena gera até uma ansiedade para saber se comeu direitinho ou não. Da agenda também podem surgir desdobramentos, como guardar sucata e entregar dia x (esse dia x vai para minha agenda para não esquecer), festinha do amigo dia y, com isso vamos comprar um presentinho.

Sério, eu me desenvolvi muito quanto a se planejar e me organizar de forma a facilitar minha vida com a chegada dos meus filhos. Com a Fernanda, isso se tornou ainda mais necessário. Um dia li um texto de um blog, que a autora dizia que ela era a CEO da casa dela. Quando acabei de ler queria dar um abraço nela, por ter conseguido definir tão bem o que eu sentia. A gente vive assim mesmo, cuida da logística, gerencia pessoas, coordena as agendas, providencia os suprimentos, promove o bem estar e harmonia do nosso lar, surta um pouco e ama muito. A pesada, doce, linda, desafiadora, infinita, abençoada e mais-milhares-de-adjetivos arte de ser mãe.

 

 

45 minutos para mim

Depois que temos filhos, os momentos dedicados integralmente a nós mesmas tornam-se mais escassos, dependendo do modelo que adotamos para criarmos nossos filhos. Talvez isso seja uma das coisas que mais sinto saudade, tempo SÓ para mim, sem pressa, sem ter que pensar em horários, rotinas, comidinhas e afins. Sinto muita falta de sair sem me preocupar com nada. Muita falta!

Mas, desde o início do ano, ou seja, há apenas 1 mês, estou fazendo natação numa academia aqui na minha rua. Super perto, vou a pé, o que ajuda muito a ter menos preguiça de ir. Faço um dia no último horário e no outro no primeiro horário do dia, foi o que coube no esquema aqui de casa, conciliando o meu trabalho quando eu voltar, a escola, o trabalho do Diego.

Já tinha feito natação no Rio, eu amava, me sentia bem, o tempo passava depressa e tinha disposição em ir. E desde que comecei é assim que tenho me sentido. Muito bem. Gosto da aula, do cansaço bom que dá, parece que saí de uma massagem. Cabelo e pele com cloro até o último nível…mas paciência.

O melhor desses 45 minutos é o fato de tê-los só para mim. Sem nenhum filho colado, chamando “mãe” a cada 2 minutos, sem ter que preparar nada, nem pensar em nada, a não ser em quanto eu já nadei. Um tempo só meu, 45 minutos todos meus.

Cada vez mais convencida de que para sermos mães melhores, precisamos cuidar da gente, pensar em nós mesmas, seja lá o que isso signifique. Às vezes pode ser uma simples revista lida no sofá com uma xícara de chá, comigo isso funciona, mas a gente precisa se presentear, com pequenas coisas. Nossos filhos, maridos e mundo a nossa volta agradecem.

A novidade da cólica

Fernanda é um bebê bem bonzinho, dorme bem e come bem. Meu pai diz que eu dei muita sorte com meus filhos, porque eles são muito tranquilos, na verdade eu orei por isso. Especificamente pedi que ela mamasse bem e dormisse bem e para a minha alegria, Deus resolveu me atender. Diferente do Davi, ela mama muito rápido, ele quando começava a mamar caia num sono profundo, o que fazia a mamada demorar muito. Algumas vezes, eu passei gelo no pé dele para ver se acordava, e mesmo assim, nada. Ela não, mama rapidinho, o que acho ótimo.

Porém, o que Davi não teve de cólicas, ela tem. Sempre soube que isso é muito comum, mas não passei por isso. Davi tinha refluxo, mas só tive uma tarde de um choro infinito dele, logo depois descobri que era refluxo e comecei a tratar e adotar práticas que o ajudavam a não sentir tanto.

Há dias em que ela passa bem e não sente nada, minoria, mas existem. Mas na maioria das vezes, ela tem uma “crise” de cólicas e aí é papo de ficar surda com o choro no ouvido. Dá muita dó!! Visivelmente ela está com dor, se contorce, fica vermelhinha e não há nada que eu possa fazer. Antes, britanicamente às 20h começava e por 1 hora ficava oscilando entre dormir e chorar de dor, até passar de vez e ela dormir mesmo. Mas agora tem sido em outros horários. Até estou evitando algumas comidas, as clássicas que dizem ter alguma relação, mas até agora não vi relação entre o que tenho comido com a intensidade das cólicas.

No último sábado (programão para sábado!!) demorou muito para passar, estava quase largando ela no berço sozinha e pedindo para ela me chamar quando passasse. O choro de verdade, daquele alto, por 1 hora de uma criança no colo, é quase enlouquecedor. Minha paciência vai minando e começo a ficar com dó de mim também. Faço compressa, dou remédio, faço massagem, jogo no celular, converso no whatsapp, oro, coloco de barriguinha para baixo, deito, fico sentada, canto, e na posição em que ela parar de chorar eu fico. Tipo brincadeira de estátua. Independente de estar ou não confortável para mim, do meu braço já estar dormente ou não…Fico ali, até que ela comece a chorar de novo ou até que eu tenha certeza que a “crise” passou.

Ainda bem que as cólicas só apareceram no segundo filho, quando o mantra do “É só uma fase e vai passar” é entoado sem interrupções praticamente. Como com o segundo as coisas são mais tranquilas, acredito que lido com esses momentos de uma forma mais tranquila também. Tudo nessa vida tem um lado bom, nunca rolou uma crise de madrugada e já me disseram que com 1,5 mês melhora. Ou com dois. Outras que só aos três meses. Torcendo freneticamente para que eu me encaixe no grupo de que com um mês e meio já tenha melhorado.