Deu positivo!

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Descoberta da Fernanda

Achando que iria demorar para engravidar da segunda vez, acalmei um pouco meus ânimos, e acho que posso colaborar para a estatística de que a ansiedade atrapalha um pouco nessa tentativa de engravidar.

No primeiro mês, tudo normal: não estava grávida. No segundo mês, todos os sintomas de que não estava grávida: cólicas como de costume. Os dias foram passando, passando e nada acontecia. Até que foi ficando atrasado e decidi fazer um exame de farmácia, que deu negativo. Beleza, não estava grávida ainda. Os dias continuaram passando e o “nada” continuava rolando.

Na época, eu tinha que fazer uns exames de sangue pedidos pelo dermatologista e na hora em que estava no laboratório, pedi um exame de sangue, daí seria certeiro. E assim fiz. A página do laboratório já ficou aberto no meu computador, atualizava de hora em hora, de meia em meia hora, sei lá. Era janeiro, estava de férias e dois dias depois iríamos para Disney encontrar minha irmã e meu pai.

Até que apareceu no site que estava liberado o meu resultado e confirmei o que estava suspeitando. Eu realmente estava grávida. Fui correndo na farmácia, fiz outro teste e apareceram as duas listrinhas. Nem sei para que eu fiz o de farmácia, se eu já tinha o de sangue, acho que ele é mais emocionante. Um mix de sentimentos tomou conta de mim, eu ficava rindo sozinha, agradeci a Deus, chorei, fiquei com a minha cabeça viajando e a minha sorte é que já tinha arrumado 90% das malas para a nossa viagem, porque depois que soube da notícia, guardava uma roupa na mala e ficava por uma hora jogada na cama pensando.

Minha vontade era sair ligando para todo mundo, mas o primeiro a saber deveria ser o Diego, óbvio. Queria contar pessoalmente e o esperei chegar do trabalho para contar. Quando chegou ele perguntou se estava tudo bem com os exames de sangue eu tinha feito, os do dermato, e já comecei a rir antes de dizer qualquer coisa. Falei que tinha feito outros exames também e rindo. A primeira coisa que ele disse foi: “Sério ou tá de sacanagem?” Dei a opção para ele comprovar ou pelo de farmácia ou pelo de sangue. E ele romanticamente me disse: “Não te falei que não ia demorar dessa vez.” Mas depois dessa frase rolou um abraço digno para a ocasião.

Só liguei para a minha médica para dizer que estava grávida, comunicar o resultado dos exames e pedir algum remédio caso precisasse na viagem.

E assim fizemos nossa primeira viagem juntos. Assim como o Davi, a Fernanda fez sua primeira viagem internacional ainda na barriga. Ele foi para Londres e ela para EUA.  Desde então, somos quatro e não mais três.

Ideia de quarto de menina

Muitas dúvidas sobre o que fazer para transformar o quarto do Davi num quarto de menina. Engraçado que quando foi o dele eu escolhi o papel de parede muito rápido na loja e não me arrependi. Na verdade, o dele era da metade para baixo um papel azul muito claro e uma faixa com uns meninos, igual essa da foto abaixo. Durante bom tempo, enquanto estava no trocador ele ficava interagindo com esses menininhos e até hoje ainda fica quando está em pé na caminha dele.

faixa quarto Davi

E na parede em cima do berço tenho 3 quadrinhos que eu mesma fiz, pequenos, remetendo ao azul também e com um meio de transporte colado, trenzinho e avião. E um com parte do versículo 14, do Salmo 139: “Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste”. Esse é o único que vou manter, talvez em outro lugar.

A única coisa que mudará para a Fernanda será o papel de parede, os móveis são todos brancos, estão inteiros e continuarão servindo. Ah! E o protetor de berço também, que em bora não seja recomendado, confesso que uso porque acho que fica lindinho e não tenho muito pânico dele. Mas também não gosto daqueles que são muito gorduchos, vou tentar achar um no estilo que o Davi tinha, mais chapadinho.

Para a parede, estou pensando em adesivos ao invés do papel de parede, sem desmaiar de tanto rosa e lilás, mas não deu para fugir da predominância dessas cores. Pesquisei alguns na internet, mas ainda não decidi, alguns não são especificamente de criança, mas acho perfeitamente adaptável.

Gosto de ter algo saindo do berço, como as fotos 1 e 6. E gosto de ter uma parede cheia de bolinhas coloridas, como a foto 3. Mas esse da 3, se cada bolinha for um adesivo, a parede pode ficar um desastre dependendo de como eu colar, acho meio arriscado. Sem contar que eu tenho que começar a colar agora, para ver se termino a tempo….Os modelos 2, 4 e 5 são os meus preferidos mesmo, em especial o 2 por ser um pouco mais colorido. Acho que não vou fugir muito disso, vou ouvir a opinião da arquiteta que está me ajudando na reforma do quarto do Davi, para ver a questão do tamanho da parede x tamanho do adesivo.

Fontes: Sites Mimo Infantil, Primeiro Quarto, Dinda, Pinterest

Fontes: Sites Mimo Infantil, Primeiro Quarto, Dinda, Pinterest

Acho que vai ficar fofo. Tenho que gostar, pois esse será meu próximo habitat por alguns meses, as paredes para as quais ficarei olhando por algumas madrugadas.

A decisão do segundo filho

segundo filhoQuando Davi nasceu, combinei comigo mesma que quando ele fizesse 1 ano poderia começar a tentar ter o segundo filho. Conforme o tempo foi passando fui mudando de ideia, não tinha a menor condição de pensar num segundo filho. Em determinada época cheguei a ter dúvidas se de fato queria mais um, levando em consideração tudo o que acarreta ter uma criança para cuidar. Um dos meus grandes motivadores foi que só eu e Diego poderíamos dar o Davi a alegria de conviver com irmão, ainda que tenha amigos na escola, na igreja, é uma relação diferente. Ter irmão é muito bom e no fundo, não achava justo eu privá-lo disso.

A vida foi seguindo, fomos conseguindo adaptar nossa rotina, nossos afazeres com a vida do pequeno e tudo o que ele nos exigia. Fui me entendendo, entendo a dinâmica que estava sendo construída na minha casa e Davi cresceu. Ou melhor, “cresceu”. As coisas ficaram mais simples e fáceis, à medida que ele foi se desenvolvendo, andando, comendo comida normal de adulto, falando.

Começamos a conversar em casa sobre o assunto e a conta que fazíamos era sempre relacionada ao término do MBA que o Diego estava fazendo. Exigia demais o tempo dele, ficava sozinha algumas noites e a nossa conta era de que ia ficar complicado um novo bebê antes dele concluir, assim como ficaria complicado eu estar com uma barriga giga antes da conclusão também. Contas e contas e conversas, e um trabalho de convencimento, não tão árduo, mas alguma argumentação me foi exigida para ter o ok do marido de que já era a hora.

Meu maior argumento era de que o quanto antes começássemos a tentar, melhor. Como demorei quase 1 ano para engravidar do Davi, minha provocação era sempre: “E se demorar muito de novo? Melhor a gente começar logo ” E ele sempre me respondia com “E se não demorar?” Mas ficou decidido, em novembro decidimos que estava aberta a temporada de tentativas.

E ele estava certo: não demorou. Em janeiro eu estava grávida, para alegria geral da nação.