Gravidez Davi x Gravidez Fernanda

gravidez 1 e 2

Gravidez 1 e Gravidez 2

  1. A segunda passa muito, muito , muito rápido. Sério, dormi e acordei e já estava no último trimestre. Como o estar grávida não é novidade, a ansiedade diminui um pouco e isso ajuda a não ver o tempo passar. E o principal é que não tenho tempo livre para ficar jogada no sofá pensando em como será, porque tem outra criança aqui do lado de fora demandando cuidados e atenção.
  2. Em ambas tive muitas cólicas no começo, sangramentos e não consegui tomar café por um bom tempinho, me enjoava. Nessa segunda, enjoeei um pouco. N primeira tive zero enjôos, mas nessa rolou no começo.
  3. Na do Davi, com 20 e poucas semanas tive contrações e precisei ficar uns 2 dias no hospital para investigar se eu tinha desenvolvido diabetes ou se tinha acontecido alguma outra coisa. Fiquei 1 semana de repouso nessa época e isso me assustou bastante. Pelo tempo, ele não poderia nascer mesmo. Na da Fernanda isso não aconteceu.
  4. Com 31 semanas, tive que entrar novamente em repouso na primeira e assim permanecer até completar 36. Com a Fernanda, parei de trabalhar um pouco antes, por escolha minha, mas não precisei ficar de repouso.
  5. 20 quilos na primeira x 5,5 quilos até a 37a semana da segunda
  6. Minha aliança não se transformou num pingente na segunda, ela continuou cabendo na minha mão.
  7. Na segunda, senti muito mais o bebê mexendo, porque engordei menos, porque consigo identificar mais rapidamente o que é o movimento do bebê e porque  Fernanda realmente mexe muito, muito mais que o Davi. Incrível.
  8. Pouca paciência em ambas com comentários sem cabimento, perguntas dispensáveis e dicas desnecessárias. E principalmente com a comoção nacional pelo fato de ser uma menina, como se eu não fosse ser feliz se eu tivesse dois meninos.
  9. Menos ansiedade com o que está por vir, apenas curiosidade em conhecer a Fernanda, mas como já sei como será minha rotina depois, aguento esperar tranquilamente sua chegada. Na primeira, a ansiedade me maltratava.
  10. Mais calma em providenciar as coisas, ela não precisa de berço assim que nasce, porque não vai direto para lá, não precisa ter as roupas de 3, 6 e 9 meses já compradas. Não precisa de muitas roupas de RN.
  11. Umas sensações diferentes nesse final, na primeira só tinha contração e um pouco de falta de ar. Nessa tenho muita falta de ar, muita pressão no pé da barriga, umas pontadas, sempre sentindo alguma coisa.
  12. Barriga baixa desde sempre nas duas vezes.
  13. Muito mais dificuldade para dormir nessa segunda, algumas noites acordei as 4:30, 5 da manhã sem conseguir dormir novamente.
  14. Mesmo nervosinho em relação ao parto, seja ele qual for.
  15. Amor e gratidão a Deus por me dar mais uma vez esse presente, por ter me escolhido dentre tantas mulheres para ser a mãe dessa menina, por através de mim realizar mais um milagre.

Quase auto ajuda


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Essa semana fui a minha última consulta na nutróloga, entrei na 36a semana da Fernanda e fiz o acompanhamento com esta médica durante toda a gravidez. Não foi proposital. Eu já tinha marcado uma consulta com ela e no intervalo do dia que marquei até a data da consulta, descobri que estava grávida.

Foi ótimo, porque apenas mudei o objetivo que não era mais perder peso e sim não engordar muito, como foi na primeira. Minha meta inicial era engordar no máximo 10 quilos, o que já achei fantástico. Isso seria metade do que engordei quando estava esperando o Davi. Ao longo dos meses, conforme a evolução foi ocorrendo, a médica disse que eu engordaria no máximo 8 quilos. Acreditei que seria possível também.

Em nenhum momento passei fome, óbvio e a Fernanda sempre esteve dentro do tamanho e peso esperado. Não estou nem doida ainda para priorizar outra coisa que não fosse o desenvolvimento dela. E essa também sempre foi uma preocupação da própria nutróloga.

Comecei a gestação com um peso acima do que deve ser o meu normal, por esse motivo já tinha marcado a consulta. E seguindo o plano alimentar, acabei perdendo peso no começo da gravidez, por ter parado de comer doce após as refeições, cancelei os pastéis e salgadinhos no almoço e outras frituras. Substitui quase tudo por versões lights, inclui mais fibras e substitui algumas coisas aqui em casa, creme de leite por creme de ricota, achocolatado, que raramente tomo, por cacau em pó com pouco de adoçante, geleia totalmente a base de frutas com queijo minas quando quero descompensadamente comer um doce depois da refeição em casa, jantar sopa, tapioca no café da manhã e não comer até explodir. Nenhuma novidade, todo mundo cansado de falar e saber isso, inclusive eu mesma, mas a lembrança da minha forma ao final da gestação do Davi foi a minha motivação e coloquei tudo isso em prática. Não bebo nada alcoólico, uma ou duas taças de vinho no máximo às vezes, isso facilita também. Se bem que mesmo se bebesse, grávida ia ter que cancelar isso. Minha casa também nunca tem nada de gostoso para comer, não compro besteira porque se tiver é muita tentação. Não tem chocolate, não tem biscoito recheado, não tem doces no geral…Acho que isso também ajuda.

Mas o principal e o que foi um ganho considerável para mim com esses poucos quilos adquiridos foi uma motivação para cuidar mais da minha alimentação, sem paranoias, até porque meu prazer em comer é muito, muito grande, mas vi que dá para conciliar as duas coisas. Fui a algumas festinhas durante esse período e em todas comi os docinhos e bolo até passar mal, como de costume ! Ou quando todo mundo decide almoçar numa hamburgueria, não consigo pedir um frango com salada….Mas o equilíbrio com refeições saudáveis durante a semana me permitiu chutar o balde nessas ocasiões, por exemplo.  Vi que eu sou capaz e que eu mereço investir em mim mesma. Investir dinheiro, porque nem sempre as consultas são baratas e uma geleia totalmente a base de frutas custa bem mais que uma geleia comum. Enquanto isso for possível dentro do meu orçamento, por que ficar de pão-durice comigo mesma? Investir tempo, porque fui às consultas sempre na hora do almoço ou acordando bem mais cedo para não marcar nada na hora do expediente. “Investir” o mínimo do esforço e domínio próprio, porque eu amo pastel, porque eu sou capaz de comer muito mais do que aquilo que simplesmente sacia minha fome, porque um chocolate é infinitamente melhor do que uma bananinha sem açúcar ou um fatia de queijo branco com geleia, mas a cada retorno à medica que eu subia na balança e via que tinha engordado basicamente o peso do bebê era uma sensação que eu não sinto com muita frequência: de que eu sou capaz e orgulho de mim.

Faltam, no máximo, 4 semanas para Fernanda chegar. Foram, precisamente, 4,8kg até aqui se comparados com o peso inicial. Contando o que ainda engordarei até ela nascer, eu provavelmente não chego a 7 quilos. Nunca achei que isso fosse possível, mas foi e é. Esperar essa menina me trouxe muitas mudanças e estou torcendo e orando para que eu consiga mantê-las comigo. Muito, muito feliz por ter conseguido.

O chá mais lindo

 O chá de bebê do Davi foi lindo demais, a minha cara, fiquei super emocionada com tudo. Falei um pouco dele aqui. E o da Fernanda não foi diferente.

Como já comentei, eu e algumas outras mulheres amigas da Igreja organizamos o chá de bebê uma das outras, pensamos no tema, preparamos a decoração, as comidas, as brincadeiras e rateamos as despesas. A mamãe é a estrela e a homenageada do dia.

Fico muito, muito curiosa para saber qual o tema e o que estão preparando, já que tudo é surpresa mesmo. Mas como ajudo nos outros, sei que que no final vai ficar tudo lindo, embora não haja nenhum profissional de eventos entre nós, fica tudo muito mais especial do que se tivesse. Porque muitas de nós são realmente muito boas nisso e porque foi tudo preparado com amor de verdade e sabemos que o coração de todo mundo está de fato feliz com a chegada do novo bebê.

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A mesa mais linda e as amigas mais lindas também

No da Fernanda o tema foi Coruja e  pensem numa mesa linda de morrer? Era a mesa desse chá de bebê. Uns detalhes lindos, com cara de menina fofa, sem me enjoar, porque além do rosa, tinha cinza, azul, verde…Até brinquei que iria trocar meu nome para Fernanda para que eu pudesse aproveitar algumas coisas que tinham o nome dela escrito.

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Os bloquinhos fofos

As lembrancinhas era bloquinhos de papel com capas de vária estampas fofésimas (rs). Uma das coisas que mais amo nessa vida são bloquinhos de papel!!!

O melhor de tudo é que nessa tarde me senti a mais especial das mulheres, a mais querida e amada. Foi tudo feito para nós duas, carinhosamente preparado por mulheres que Deus me deu de presente, colocando cada uma delas na minha vida de forma especial. E as fotos do ensaio e do chá, também presentes para mim? Nem tem como agradecer direito, fica sempre parecendo pouco. A única participação minha no chá foi fazer a lista de quem eu gostaria que fosse…Ouvi uma mensagem especial de Deus para mim e muitas dicas e histórias compartilhadas pelas meninas comigo. Além de muito, muito amor que eu senti em cada palavra que elas disseram para mim e sobre mim.

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Além de lindo, só coisa boa de comer

Da mesma maneira que foi o do Davi, nem se eu tivesse contratado o mais chique e eficiente buffet de SP teria sido tão a minha cara, tão perfeito e tão especial. Tudo isso porque Deus me ama, ama a Fernanda e separou para estarem comigo e perto de mim, mulheres lindas por dentro e por fora, que me inspiram, divertem, motivam e me fazem ter o coração grato a esse Deus que nos uniu nesse caos de cidade. Nem sei como seria sem elas por aqui…

Mais um dia para guardar com carinho e contar para a Fernanda quando ela for maior.

“Temos um probleminha”

Na metade da gravidez, ao realizar uma ultra para ver se estava tudo ok com o bebê, o médico que estava super atencioso explicando as coisas com bastante detalhe, parou e disse: “Hum…estou vendo um probleminha aqui.” “Oi??? Tá me zoando né? Como assim, probleminha?” – Isso passou na minha cabeça, mas calmamente perguntei o que era.

Tratava-se de um “probleminha” no rim. Os dois rins da Fernanda estavam com o dobro do tamanho que deveriam estar, deveriam medir 4mm e estavam com 8 e 10 mm. Medicina sinistra! Incrível a possibilidade de perceber isso e fazer qualquer alerta para algo que mede 4mm. Não era possível naquele momento dizer o que causava aquilo, apenas suposições. Mas o médico continuou com sua postura atenciosa, não me apavorou, tentou ao máximo me tranquilizar, porque todo o restante daquele corpinho estava funcionando bem, inclusive a própria bexiga. E também era possível afirmar que ela fazia xixi normalmente. Coração e demais órgãos perfeitamente normais. Mas ficou indicado que eu consultasse um médico mais especialista em medicina neonatal e repetisse o exame em alguns dias.

Sai de lá bem preocupada, dei uma choradinha, várias choradinhas em casa e uma sensação de impotência e insegurança, porque de fato não havia nada que pudesse fazer a não ser aguardar próximos exames e avaliações. E claro, muita oração para que Deus, o único que podia fazer algo, fizesse.

Minha médica também me tranquilizou e me recomendou alguns médicos para realizar as próximas ultras e assim fui. Fiz mais duas num intervalo de tempo bem mais curto e ambas foram comprovando que o quadro não piorava, os rins permaneciam do mesmo tamanho e hoje já podem ser considerados normais. Ufa! Quando ela nascer provavelmente terá que ver como está tudo, mas hoje podemos afirmar que está tudo bem. Nesse meio tempo, descobri que ultrassom é caro, meu plano não cobria o laboratório dos médicos indicados, mas pouco importava também, só precisava saber como essa garota estava se comportando aqui dentro. Descobri também que isso é comum, acontece com outros bebês sem que seja algo comprometedor, se normaliza com o andar da gravidez. Mas mesmo assim, a sensação foi ruim. Todos disseram que caso tivesse que se submeter a alguma intervenção assim quem nascesse seria muitíssimo simples, não precisava se preocupar. Mas como que não se preocupa, gente?

De tudo isso, fiquei feliz e grata a Deus com a precisão e evolução da medicina. São muitos detalhes possíveis de serem vistos, checados mil vezes. Coisas que eu nem faço ideia direito. E mais grata ainda por ter acesso e possibilidade de ser acompanhada por pessoas experientes.

A gravidez é um dos momentos mais expressivos de dependência e manifestação de Deus, Ele é o único que pode interferir na formação dela, o único que conhece seu rosto de verdade, que pode preservá-la de qualquer coisa. E vivi isso um pouquinho mais intensamente nessa segunda. Continuo orando para que Fernanda venha perfeita e saudável (além de boazinha, que durma e coma bem também…). E, como não podia ser diferente, até aqui Ele tem nos sustentado. É muito bom poder descansar e confiar na fidelidade de Deus!

10 dicas para quem me cerca

Lendo um texto que anda circulando na internet e conversando com uma amiga grávida pela primeira vez e que tem muito menos paciência que eu, pensei em dar umas dicas para o mundo que me cerca….

◊ A minha barriga é baixa, desde sempre, desde que ela começou a aparecer, desde o Davi,  logo o bebê não está para nascer. Sou a prova viva de que barriga baixa não significa proximidade do nascimento.

◊ Minha barriga está grande, é o segundo e, portanto, ela cresceu mais que na primeira vez. Essa é uma teoria que pelo menos comigo se comprovou. Mas ainda assim, não está quase, ainda faltam no mínimo, 6 semanas.

(A próxima vez que me perguntarem, ou melhor, afirmarem “Tá quase, né?” vou fingir que estou entrando em trabalho de parto e o bebê está nascendo independentemente de onde eu esteja. Me deram essa ideia no chá de bebê da Fernanda e eu achei válida.)

◊ Não há problemas em tentar parto normal mesmo o primeiro tendo sido cesárea.

◊ Não, o quartinho não está pronto.

◊ O nome dela é simples mesmo, Fernanda. Nenhum motivo científico, astrológico, lógico para escolha do nome. Simplesmente acho bonito.

◊ Não sei como vou fazer depois, se vou precisar de uma pessoa diariamente para me ajudar, nem como vou fazer para buscar o Davi na escola, nem várias outras coisas. Conforme elas forem acontecendo, vou definindo a solução.

◊ Vou tentar ao máximo não aceitar o doce que você está me oferecendo. Engordei pouco até agora e o objetivo é exatamente esse. Não, eu não estava ótima na primeira. Estava super inchada e engordei 20 kilos e isso nunca deixará uma pessoa ótima.

◊ O Davi não “vai ter que cuidar da irmãzinha dele”, não “vai ter que dar o exemplo”. Ele é só irmão mais velho dela. E ele só terá 3 anos quando ela nascer. Ele não está com ciúmes e não faço a menor ideia como será.

◊ Se você não tiver nenhuma intimidade comigo, por favor, não precisa fazer carinho na minha barriga.

◊ Para mim seria “Que máximo!” mesmo se fossem dois meninos, amo ter um menino, esse era o meu desejo. Estou bem feliz agora de ter uma menina, mas nunca foi meu sonho e para mim se realizar como mãe não tem nada a ver com o sexo do bebê. Se eu parar por aqui, não tem nenhuma relação com o fato de que “que agora terei um casal”.

Se fizer algum dos comentários acima, eu responderei educadamente, talvez nem me irrite taaanto dependendo de quem você seja. Na maioria das vezes tenho um bom filtro entre o que eu penso e o que eu falo, ainda bem.

O terceiro trimestre

A primeira novidade que rolou para mim quando me vi grávida, da primeira vez, é que contamos esse período em semanas e não em meses. A do Davi por exemplo foram 40 semanas e 1 dia, sendo bem precisa.

Paradoxalmente, existe o marco do início de cada trimestre. E agora, eu estando no último, começo a ver na prática que estamos na reta final, embora na minha cabeça ainda falte tanto tempo. Mas não falta, chegamos a 31 semanas, ou seja, faltam só 9.

Na gravidez do Davi, fiquei 15 dias de repouso quando tinha em torno de 24 semanas e depois, com 32 semanas também entrei de repouso e parei de trabalhar. Então, não sei como é continuar com as atividades normais até mais tarde. Nessa, graças a Deus está tudo bem e acredito que vou conseguir prorrogar ao máximo o início da licença-bênção-incrível-de-Deus-maternidade.

Dormir já está meio confuso, aquele negócio de não encontrar uma posição, não consigo ficar muito tempo de lado, nem apoiando uma almofada embaixo da barriga. Virar de um lado para o outro também já está meio lento. Acho que meu pé começou a inchar um pouco e isso foi bem traumático na primeira para mim. Fiquei muito inchada, meu tornozelo sumiu, não queria ficar sem tornozelo de novo. Cada vez mais repito as mesmas e mesmas roupas. E sinto um pouco de dor na lombar, o que não senti da vez passada. E o andar de pata ou pinguim, como preferirem, também já entrou em ação. Tenho sentido mais fome também, cada vez mais difícil controlar a boca. E a Fernanda mexe muito, muito, muito mais que Davi e por estar mais magra e não ter uma camada de gordura sinistra na barriga, sinto mais também. Por incrível que pareça, há momentos em que me incomoda, ela fica me empurrando muito de um mesmo lado. Não consigo focar em outra coisa a não ser em ficar olhando para minha barriga. Muitas vezes é visível minha barriga mexendo.

Mesmo com todos esses contras, eu curto o fato de ter minha barriga. Senti saudades dela. Um orgulho de mim, uma sensação de que tenho super poderes, uma barriga de grávida acaba arrancando um sorriso de quem está passando na rua, uma gentileza de um homem não cavalheiro originalmente e o carinho especial das pessoas que são queridas. (Arranca comentários folgados e sem noção de pessoas que não tem intimidade também.). Estou muito curiosa para conhecê-la, muito mesmo. Ansiosa não, porque sei que o início é bem tenso. Mas uma coisa tenho certeza: sentirei falta dela quando não estiver mais aqui dentro, principalmente porque há, quem sabe, alguma possibilidade de essa ser a última gravidez.

Irmãos e amigos em potencial

Sempre me pego pensando em como será a adaptação do Davi à chegada da Fernanda, me angustia achar que ele em algum momento possa se sentir preterido por algum motivo, se sentir menos amado ou menos especial. Tenho orado para que eu e Diego tenhamos sabedoria para minimizar tudo isso. Mas me pego pensando num futuro mais distante também, na relação de amizade e cumplicidade que eles terão. Uma das principais razões que me levaram a decidir sobre ter o segundo filho se baseou no fato de querer que o Davi tivesse irmão. Mesmo que tenha amigos da igreja, da escola, do prédio, não é a mesma coisa. E primos ele não terá muitos, afinal só tem duas tias. E primo não é irmão. Amigo por mais perfeito que seja não é irmão. Existem casos em que a relação entre os irmãos não tem essa cumplicidade, intimidade e é mais distante do que muitos outros relacionamentos. Mas não foi essa experiência que tive, a minha irmã sempre foi a minha melhor amiga mesmo, dividimos o mesmo quarto até o dia que sai de casa para casar. E sempre tivemos a opção de ter quartos separados, mas nunca quisemos. Até hoje lembramos de histórias muito, muito antigas, temos códigos para nos referirmos a alguém, ou alguma situação, ainda temos as mesmas bobeiras da adolescência, ainda que tenhamos mais de 30 anos.

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Vendo desenho com a Fernanda

E também por esse motivo preferia que fosse outro menino, acho que a probabilidade de se tornarem grandes amigos é maior, há mais semelhanças, mais identificação acho. Sei lá. Mas desde que descobri que era uma menina, comecei a observar irmãos de sexo diferente e que tem uma relação bonita, como eu gostaria que eles tivessem, relação de intimidade e amizade verdadeira. É possível. Óbvio que não igual a que seria se fossem dois meninos, mas acredito que tenham muitas vantagens também, muito a aprender um com o outro e eu com os dois. Serão muitas novidades para todo mundo.

Independente dos sexos, acho que a maneira como eles serão criados influenciará um pouco essa dinâmica entre eles. Quero que eles se tornem muito amigos, tenho feito esse pedido a Deus, tenho certeza que Ele vai me atender nesse caso.

Deu positivo!

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Descoberta da Fernanda

Achando que iria demorar para engravidar da segunda vez, acalmei um pouco meus ânimos, e acho que posso colaborar para a estatística de que a ansiedade atrapalha um pouco nessa tentativa de engravidar.

No primeiro mês, tudo normal: não estava grávida. No segundo mês, todos os sintomas de que não estava grávida: cólicas como de costume. Os dias foram passando, passando e nada acontecia. Até que foi ficando atrasado e decidi fazer um exame de farmácia, que deu negativo. Beleza, não estava grávida ainda. Os dias continuaram passando e o “nada” continuava rolando.

Na época, eu tinha que fazer uns exames de sangue pedidos pelo dermatologista e na hora em que estava no laboratório, pedi um exame de sangue, daí seria certeiro. E assim fiz. A página do laboratório já ficou aberto no meu computador, atualizava de hora em hora, de meia em meia hora, sei lá. Era janeiro, estava de férias e dois dias depois iríamos para Disney encontrar minha irmã e meu pai.

Até que apareceu no site que estava liberado o meu resultado e confirmei o que estava suspeitando. Eu realmente estava grávida. Fui correndo na farmácia, fiz outro teste e apareceram as duas listrinhas. Nem sei para que eu fiz o de farmácia, se eu já tinha o de sangue, acho que ele é mais emocionante. Um mix de sentimentos tomou conta de mim, eu ficava rindo sozinha, agradeci a Deus, chorei, fiquei com a minha cabeça viajando e a minha sorte é que já tinha arrumado 90% das malas para a nossa viagem, porque depois que soube da notícia, guardava uma roupa na mala e ficava por uma hora jogada na cama pensando.

Minha vontade era sair ligando para todo mundo, mas o primeiro a saber deveria ser o Diego, óbvio. Queria contar pessoalmente e o esperei chegar do trabalho para contar. Quando chegou ele perguntou se estava tudo bem com os exames de sangue eu tinha feito, os do dermato, e já comecei a rir antes de dizer qualquer coisa. Falei que tinha feito outros exames também e rindo. A primeira coisa que ele disse foi: “Sério ou tá de sacanagem?” Dei a opção para ele comprovar ou pelo de farmácia ou pelo de sangue. E ele romanticamente me disse: “Não te falei que não ia demorar dessa vez.” Mas depois dessa frase rolou um abraço digno para a ocasião.

Só liguei para a minha médica para dizer que estava grávida, comunicar o resultado dos exames e pedir algum remédio caso precisasse na viagem.

E assim fizemos nossa primeira viagem juntos. Assim como o Davi, a Fernanda fez sua primeira viagem internacional ainda na barriga. Ele foi para Londres e ela para EUA.  Desde então, somos quatro e não mais três.

Ideia de quarto de menina

Muitas dúvidas sobre o que fazer para transformar o quarto do Davi num quarto de menina. Engraçado que quando foi o dele eu escolhi o papel de parede muito rápido na loja e não me arrependi. Na verdade, o dele era da metade para baixo um papel azul muito claro e uma faixa com uns meninos, igual essa da foto abaixo. Durante bom tempo, enquanto estava no trocador ele ficava interagindo com esses menininhos e até hoje ainda fica quando está em pé na caminha dele.

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E na parede em cima do berço tenho 3 quadrinhos que eu mesma fiz, pequenos, remetendo ao azul também e com um meio de transporte colado, trenzinho e avião. E um com parte do versículo 14, do Salmo 139: “Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste”. Esse é o único que vou manter, talvez em outro lugar.

A única coisa que mudará para a Fernanda será o papel de parede, os móveis são todos brancos, estão inteiros e continuarão servindo. Ah! E o protetor de berço também, que em bora não seja recomendado, confesso que uso porque acho que fica lindinho e não tenho muito pânico dele. Mas também não gosto daqueles que são muito gorduchos, vou tentar achar um no estilo que o Davi tinha, mais chapadinho.

Para a parede, estou pensando em adesivos ao invés do papel de parede, sem desmaiar de tanto rosa e lilás, mas não deu para fugir da predominância dessas cores. Pesquisei alguns na internet, mas ainda não decidi, alguns não são especificamente de criança, mas acho perfeitamente adaptável.

Gosto de ter algo saindo do berço, como as fotos 1 e 6. E gosto de ter uma parede cheia de bolinhas coloridas, como a foto 3. Mas esse da 3, se cada bolinha for um adesivo, a parede pode ficar um desastre dependendo de como eu colar, acho meio arriscado. Sem contar que eu tenho que começar a colar agora, para ver se termino a tempo….Os modelos 2, 4 e 5 são os meus preferidos mesmo, em especial o 2 por ser um pouco mais colorido. Acho que não vou fugir muito disso, vou ouvir a opinião da arquiteta que está me ajudando na reforma do quarto do Davi, para ver a questão do tamanho da parede x tamanho do adesivo.

Fontes: Sites Mimo Infantil, Primeiro Quarto, Dinda, Pinterest

Fontes: Sites Mimo Infantil, Primeiro Quarto, Dinda, Pinterest

Acho que vai ficar fofo. Tenho que gostar, pois esse será meu próximo habitat por alguns meses, as paredes para as quais ficarei olhando por algumas madrugadas.

A decisão do segundo filho

segundo filhoQuando Davi nasceu, combinei comigo mesma que quando ele fizesse 1 ano poderia começar a tentar ter o segundo filho. Conforme o tempo foi passando fui mudando de ideia, não tinha a menor condição de pensar num segundo filho. Em determinada época cheguei a ter dúvidas se de fato queria mais um, levando em consideração tudo o que acarreta ter uma criança para cuidar. Um dos meus grandes motivadores foi que só eu e Diego poderíamos dar o Davi a alegria de conviver com irmão, ainda que tenha amigos na escola, na igreja, é uma relação diferente. Ter irmão é muito bom e no fundo, não achava justo eu privá-lo disso.

A vida foi seguindo, fomos conseguindo adaptar nossa rotina, nossos afazeres com a vida do pequeno e tudo o que ele nos exigia. Fui me entendendo, entendo a dinâmica que estava sendo construída na minha casa e Davi cresceu. Ou melhor, “cresceu”. As coisas ficaram mais simples e fáceis, à medida que ele foi se desenvolvendo, andando, comendo comida normal de adulto, falando.

Começamos a conversar em casa sobre o assunto e a conta que fazíamos era sempre relacionada ao término do MBA que o Diego estava fazendo. Exigia demais o tempo dele, ficava sozinha algumas noites e a nossa conta era de que ia ficar complicado um novo bebê antes dele concluir, assim como ficaria complicado eu estar com uma barriga giga antes da conclusão também. Contas e contas e conversas, e um trabalho de convencimento, não tão árduo, mas alguma argumentação me foi exigida para ter o ok do marido de que já era a hora.

Meu maior argumento era de que o quanto antes começássemos a tentar, melhor. Como demorei quase 1 ano para engravidar do Davi, minha provocação era sempre: “E se demorar muito de novo? Melhor a gente começar logo ” E ele sempre me respondia com “E se não demorar?” Mas ficou decidido, em novembro decidimos que estava aberta a temporada de tentativas.

E ele estava certo: não demorou. Em janeiro eu estava grávida, para alegria geral da nação.