O verdadeiro sucesso

galo

Inicio do ano – escrita espontânea de “galo”

Essa semana tive a última reunião dos pais na escolinha do Davi. Eu gosto desse momento que a escola nos proporciona, existem dois formatos na escola deles quanto à execução das reuniões. E eu gosto dos dois. Gosto de encontrar as outras mães, elas em muitos aspectos se parecem comigo, me conforta ver que todas elas enfrentam dificuldades, que eu não sou a única que se atrasa para buscá-los, que eu não sou a única que os deixa tão cedo, que coisas que para mim foram fáceis de resolver, para algumas descubro que foi difícil e vice-versa. Gosto muito dessa troca de experiências e ideias.

Mas o principal desses momentos é a conversa com a professora individualmente. É quando antes mesmo de conversar com ela, eu já consigo sorrir ao ler o relatório sobre o desenvolvimento dele, de ir confirmando cada ponto ali registrado, de me alegrar em ver que a escola tem um olhar real e detalhado sobre o meu filho, ressaltando pontos verdadeiros da personalidade dele, a desenvolver e já desenvolvidos. Isso confirma que a escola que escolhi funciona para gente, nos atende e enxerga meu filho de forma carinhosa.

É incrível ver a evolução no aprendizado, é quase que indescritível o orgulho que dá ouvir a professora dizer tantas coisas bacanas sobre o seu filho. Conforme ela vai falando, vai passando um filme na minha cabeça, de todos os perrengues diários que eu passo para mantê-los na escola, para chegar no horário, para que a mochila esteja sempre em ordem, para que o material da natação esteja arrumado, para que o brinquedo de 6ª feira esteja escolhido, para ver se o remédio da febre na bolsa está ok, para fazer o dever de casa e devolver na 3ª feira. E ver que mais um ano se passou e tantas coisas novas ele aprendeu é motivo de muita, muita alegria para mim.

judo

Final do ano: escrita espontânea de “judô”

E, no fundo, isso é que é sucesso para mim. Ver meus filhos bem, ver o quanto eles têm aprendido e se desenvolvido, ver as conquistas deles. Não tenho dúvidas de que boa parte disso é da genética e própria personalidade deles, mas da mesma forma não tenho dúvidas de que uma importante parcela é fruto da influência que nós pais exercemos. E saí da escola como se o feedback tivesse sido sobre mim, para mim, sobre a minha conduta como mãe. Foi um ano muito importante para ele, aprendeu as letras, a reconhecer e formar palavras, a reconhecer os números e quantificar.

Poder viver isso com eles é demais, é uma bênção. Ontem quando abracei a professora meu olho encheu de lágrimas, de felicidade, de alívio por mais um ano ter terminado bem, de gratidão a Deus que é perfeito e que providencia todos os detalhes para que tudo isso seja possível. A evolução deles, de certa forma, é a minha também. No papel que mais demanda meu esforço, minha dedicação, mas no papel mais especial que eu tenho que é o de ser mãe.

 

 

No caminho em que devem andar

Sempre quis que meu filho gostasse de livros, desde bebê tinha esse desejo. E fui comprando livros para o Davi desde muito pequeno, mesmo que fossem só aqueles de som, bichinhos. Fiquei muito feliz quando um dia arrumei um cantinho no quarto para guardar os livros.

O momento dos livros atualmente é antes de dormir. Lemos a historinha, que de uns tempos para cá tem sido sempre histórias bíblicas. Davi escolhe uma história do livro e a gente lê. São histórias com ilustrações e contadas em rima e amo quando ao abrir a história ele já sabe qual é. “Essa é daqueles homens malvados, que deixaram ele triste” “Quem é ele, Davi?” “É o José.” Isso me dá muita alegria. O gosto pela leitura e o interesse pelas coisas de Deus.

E esse é sempre um momento onde a conversa sobre Deus rende, porque ele faz perguntas sobre a história e é mais uma oportunidade que eu tenho para ficar conversando sobre Deus com ele. Tem saído perguntas engraçadas, pertinentes para quem tem quase 4 anos, tipo: “Deus dorme? Ele tem barba? Ele anda? Ele dá risada? Como Ele está no céu e no meu coração? Ele não é adulto? O que e´perdoar? Ele fala?” E o que me deixa muito grata a Deus é por ter dado ao meu filho a oportunidade de conhecê-lo tão cedo. Ele vai crescer tendo Deus como alguém próximo, alguém com quem ele conversa, que cuida dele, porque ele sabe disso desde a idade atual. É natural para ele conviver com Deus, assim como ele convive com a gente, os pais. Não é fácil responder para uma criança dessa idade que Deus fala, mas a gente não ouve a voz dele da mesma forma que  ouvimos as outras coisas.Mas não tem como eu responder outra coisa. Deus fala! Deus é real. Davi já tem a consciência de que ele pode falar com Deus e isso é maravilhoso.Eu descobri isso tão mais tarde…

Gosto disso e ao mesmo tempo me dá uma responsabilidade, se eu não tiver intimidade com Deus como falarei dEle para o meu filho? Como responder coisas tão específicas de alguém que eu conheço só de ouvir falar, mas não conheço pessoalmente? É um desafio diário para manter o relacionamento com Deus, conhecendo-O cada vez mais, a sua natureza, sua forma de agir e cuidar das nossas vidas.

Isso é o que de melhor eu posso ensinar para os meus filhos, o mais importante e de fato o essencial para que eles tenham plenitude de alegria.

 

 

Duas metas batidas

Havia duas coisas que eu queria resolver ainda nesse primeiro semestre, combinei comigo mesma que até o inverno eu tiraria a mamadeira do Davi e a fralda para dormir. A mamadeira já estava tomando só uma vez ao dia e de manhã. Porque demorava tanto para tomar o leite no copo que era praticamente uma guerra para que não me atrasasse para o trabalho. Então, o combinado era de dia mamadeira e a noite leite no copo, que também levava uma eternidade.

O bico da mamadeira já estava ridículo, até tentei trocar, mas nem existe mais aquele tipo de bico e foi aí que decidi que de fato tinha que encerrar isso. Por uma razão, já estava me irritando essa mamadeira. E foi muito fácil, nem acreditei. Conversamos com ele que agora ele já era do G3 (a turma da escola), era uma criança grande e deveria só tomar leite no copo. E ele acabou concordando. Uns dois dias de leite no copo, joguei o bico da mamadeira fora, para não cair em tentação caso ele voltasse atrás. Poréééééém, o leite agora vai com um pouco de achocolatado, bem pouco mesmo, nem muda a cor do leite. Até tentei cacau, mas não dissolve no leite gelado e ficar usando mixer não há menor chance. Dilemas resolvidos internamente por ter colocado esse achocolatado, continuo me achando uma boa mãe, embora isso atualmente seja quase um crime.

E quanto à fralda, também alcancei minha meta. Essa nem acreditei! Acabou a fralda dele e quando fui comprar o pacote me prometi que seria o último que ia comprar e decidi iniciar o desfralde. Não comecei antes por pura preguiça. Uma amiga sugeriu e eu fiz um combinado de que a cada noite sem xixi na fralda, ele ganharia um ponto e depois de sei-lá-quantos pontos ele ganharia um prêmio. Comprei dois dinossaurinhos que estavam numa embalagem de presente. Primeira noite, sem sucesso. Acordou com a fralda cheia de xixi e o olhinho encheu de lágrima quando viu que não tinha ganhado nenhum ponto. Mas combinado é combinado. Na segunda noite, Diego que colocou ele para dormir e não colocou a fralda, achou que já estava valendo sem. E ao acordar, falei para irmos tirar a fralda e ele falou que estava sem. Coitado, até perguntei se ele estava mentindo. Sem xixi na cama. E desde essa noite, estamos sem fralda para dormir e sem nenhum escape. Já foram uns 15 dias acho. Quase um milagre! E depois de algumas noites ele ganhou o prêmio. Tinha lido num grupo no Facebook, para comprar tapetinho de cachorro para colocar entre a roupa de cama e o colchão, assim se fizesse xixi não molharia o colchão. Até cheguei a comprar, mas até hoje ele está intacto lá o colchão. Passei a dar o leite um pouco mais cedo também, isso ajudou.

Alívio! Satisfação de meta cumprida. Essas conquistas, aparentemente bobas, são sensacionais, sentimento de vitória total por uma coisa tão simples. Menos uma coisa para resolver, ou melhor, menos duas coisas para resolver. E agora é um menino sem vestígios de bebê.

 

 

Top 10

♥ Não grita!

♥ Vai calçar o seu chinelo.

♥ Eu não estou gostando desse comportamento.

♥ Eu estou te chamando, vem aqui agora.

♥ É pra guardar tudo agora.

♥ Cuidado pra não derramar.

♥ Para de brincadeira e come sua comida direito.

♥ Devagar, ela é bebê.

♥ Você brincou o dia todo, agora está na hora de dormir.

♥ É a última vez que eu vou falar.

Cansando de tanta informação

macaquinhosOntem teve reunião de pais na escolinha do Davi e depois de ouvirmos uma mini palestra das psicólogas convidadas, ficamos conversando sobre nossas dificuldades, os desafios que essa idade nos impõe e uma mãe pontuou sobre a quantidade de informações que temos com as redes sociais, principalmente.

Concordei muito com ela, leio bastante coisa, mas tenho optado por ler cada vez menos, selecionar mais o material de leitura. Nem tanto a fonte, mas o tema. Porque atualmente têm muita coisa legal, que ensina, que a gente descobre e aplica e dá certo. Lê muitas vezes um desabafo de uma mãe que você nem conhece, mas poderia ter sido escrito por nós mesmas.

Mas, cresce também as listas do que não se deve fazer com a criança, do que ela não pode comer, de como ela deve brincar, de como deve ser a rotina, de como deve ser a disciplina ou a ausência dela. Não pode dar uma chinelada, nem castigo, não pode açúcar, nem suco de caixinha, mas o suco natural também está sendo questionado, melhor comer a fruta inteira. Chupeta não, mamadeira com tempo limitado, leite artificial liberado só se a criança estiver morrendo. Só orgânicos. Bolo não. Escola rígida também não. Creche melhor não, babá também não, ficar com os avós melhor pensar direito. Cama compartilhada não, dormir sozinho não. Vontade de ser igual aqueles macaquinhos que não vê, nem ouve, nem fala.

Resumindo, para deixar qualquer uma confusa, culpada, se sentindo incompetente, falha e infinitos sentimentos ruins que nem deveriam passar perto de nós. Muitas vezes me vejo tentando atender um padrão que no fundo eu nem acredito. Sentindo uma culpa que nem é legítima na verdade, justamente porque fico pensando nesses “poréns” que outras mulheres estabeleceram para os seus filhos. Que funcionam lá na casa delas, nem digo que está errado. Talvez não esteja de acordo com o que eu acredito e acho que seja bom. Óbvio que não é razoável uma criança se alimentar de chocolate, tomar refrigerante no café da manhã e chupar chupeta até 12 anos. Mas o mundo está meio exagerado. Interessante a discussão sobre como criar filhos, mas cansativo às vezes. Tentando abstrair das dicas que só me deixam culpada.

Tenho uma amiga que é muito segura das suas decisões e posicionamentos em casa com os filhos. Admiro taaanto isso! Ela é coerente e firme. Não vacila com a chegada de uma nova “teoria”. Um dia chego lá… Mas vou retendo o que é bom, filtrando aquilo que não é pertinente a minha realidade e crenças. Não é fácil, sabe…mas a maternidade em alguns aspectos não é fácil para mim mesmo. Nem para mim e quase certeza que para ninguém.

Guardando tudo

Mais ou menos caos esse dia

Mais ou menos caos esse dia

Já disse isso outras vezes, não sou uma pessoa naturalmente organizada e sempre busco meios para me facilitar a vida. Foi assim com os brinquedos do Davi, à medida que eles foram aumentando consideravelmente.

Uso caixas organizadoras coloridas, cestinhas e caixas de outras coisas que vou reaproveitando. Todos eles são guardados por categoria: os mini batatas na caixinha roxa, os carros grandes no cesto verde, os outros carros nas outras caixas e os carrinhos pequenos numa outra caixinha. As ferramentas, os super heróis, os animais, quebra cabeças, cada um no seu lugar, sem misturar. E os livros idem.

Parece um pouco de exagero, quando comecei a me organizar dessa forma, achei que não funcionaria, afinal era muita coisa para uma criança. Mas funcionou! Davi brinca bastante no quarto dele, passa horas no meio de seus brinquedos e mistura todos na hora da brincadeira. O quarto fica o caos total, praticamente um campo minado. Mas enfim, como ele vai brincar sem bagunçar? Não dá. Mas o combinado é sempre guardar tudo antes de dormir e ultimamente ele tem ficado com preguiça, mas não tem outra opção para ele. Ele sempre fala: “Mas vai demorar…” Mas como é o quarto que ele dorme, tem que arrumar.

Às vezes, arruma tudo sem estresse, geralmente cada brinquedo guardado é mais uma brincadeira até ele chegar no lugar dele. E em outras vezes, rola estresse total, bronca, chinelo, mas no final está tudo guardado.

E o que eu gosto nisso tudo é que ele sabe exatamente onde vai cada categoria e faz certo, desde mais novinho. Muitas vezes subestimo a capacidade do Davi, das crianças no geral. Quando mistura tudo, faz consciente, só para provocar mesmo. Graças a Deus, ele não é um menino desorganizado como a mãe, pelo menos até aqui. Espero que ele continue assim e que eu saiba ensiná-lo a ser uma criança que cuida das coisas dele, mais como o pai faz do que como eu faço.

 

Sobre Papai Noel

papai noelTenho um pouco de implicância com o Papai Noel, dentre meus enfeites de Natal aqui em casa não tenho nenhunzinho. Implico com ele, mas a culpa nem é dele, coitado. Como cristã, observo as pessoas se empolgando com o velhinho sem se quer lembrar ou ensinar o que de fato é o Natal. Para quem não é cristão, faz sentido, mas existem muitos cristãos que esquecem que Natal é nascimento de Cristo.

Pois bem, depois que Davi nasceu e começou a entender o que era o Papai Noel, comecei a ver o Papai Noel com outros olhos. Porque é fofa a relação entre uma criança e um herói ou uma fantasia qualquer.  É tão fofo como a relação dele com o Mickey, que é da mesma maneira um homem fantasiado. E passei a dar um crédito para o velhinho. Aliás, coincidentemente, o Papai Noel e o Mickey são sempre os personagens que Davi inventa no banho brincando com a espuma, já que ele finge que tem luvas brancas como os dois.

Meio difícil blindar totalmente a interação com o Papai Noel, a escola do Davi recebe um que interage e tira foto com as crianças…Como faz né? A maneira que encontrei aqui é simplesmente tratar o Papai Noel como ele deveria ser tratado, apenas mais um enfeite. Aqui em casa tem presépio e sempre que o assunto é Natal reforço com Davi o que de fato comemoramos nessa data. Não dou mais ibope para o Papai Noel do que ele de fato merece. Os presentes que ele vai ganhar serão dados pela mamãe e pelo papai, o velhinho não comprou nada não. Acho que vai funcionar.

Não estrago a fantasia, mas meu filho não pode achar que o Natal é o Papai Noel. Espero conseguir passar para ele a alegria que essa data representa para gente, a importância do aniversariante e que os nossos anos são contados desta forma porque um dia Cristo nasceu.