Duas metas batidas

Havia duas coisas que eu queria resolver ainda nesse primeiro semestre, combinei comigo mesma que até o inverno eu tiraria a mamadeira do Davi e a fralda para dormir. A mamadeira já estava tomando só uma vez ao dia e de manhã. Porque demorava tanto para tomar o leite no copo que era praticamente uma guerra para que não me atrasasse para o trabalho. Então, o combinado era de dia mamadeira e a noite leite no copo, que também levava uma eternidade.

O bico da mamadeira já estava ridículo, até tentei trocar, mas nem existe mais aquele tipo de bico e foi aí que decidi que de fato tinha que encerrar isso. Por uma razão, já estava me irritando essa mamadeira. E foi muito fácil, nem acreditei. Conversamos com ele que agora ele já era do G3 (a turma da escola), era uma criança grande e deveria só tomar leite no copo. E ele acabou concordando. Uns dois dias de leite no copo, joguei o bico da mamadeira fora, para não cair em tentação caso ele voltasse atrás. Poréééééém, o leite agora vai com um pouco de achocolatado, bem pouco mesmo, nem muda a cor do leite. Até tentei cacau, mas não dissolve no leite gelado e ficar usando mixer não há menor chance. Dilemas resolvidos internamente por ter colocado esse achocolatado, continuo me achando uma boa mãe, embora isso atualmente seja quase um crime.

E quanto à fralda, também alcancei minha meta. Essa nem acreditei! Acabou a fralda dele e quando fui comprar o pacote me prometi que seria o último que ia comprar e decidi iniciar o desfralde. Não comecei antes por pura preguiça. Uma amiga sugeriu e eu fiz um combinado de que a cada noite sem xixi na fralda, ele ganharia um ponto e depois de sei-lá-quantos pontos ele ganharia um prêmio. Comprei dois dinossaurinhos que estavam numa embalagem de presente. Primeira noite, sem sucesso. Acordou com a fralda cheia de xixi e o olhinho encheu de lágrima quando viu que não tinha ganhado nenhum ponto. Mas combinado é combinado. Na segunda noite, Diego que colocou ele para dormir e não colocou a fralda, achou que já estava valendo sem. E ao acordar, falei para irmos tirar a fralda e ele falou que estava sem. Coitado, até perguntei se ele estava mentindo. Sem xixi na cama. E desde essa noite, estamos sem fralda para dormir e sem nenhum escape. Já foram uns 15 dias acho. Quase um milagre! E depois de algumas noites ele ganhou o prêmio. Tinha lido num grupo no Facebook, para comprar tapetinho de cachorro para colocar entre a roupa de cama e o colchão, assim se fizesse xixi não molharia o colchão. Até cheguei a comprar, mas até hoje ele está intacto lá o colchão. Passei a dar o leite um pouco mais cedo também, isso ajudou.

Alívio! Satisfação de meta cumprida. Essas conquistas, aparentemente bobas, são sensacionais, sentimento de vitória total por uma coisa tão simples. Menos uma coisa para resolver, ou melhor, menos duas coisas para resolver. E agora é um menino sem vestígios de bebê.

 

 

Top 10

♥ Não grita!

♥ Vai calçar o seu chinelo.

♥ Eu não estou gostando desse comportamento.

♥ Eu estou te chamando, vem aqui agora.

♥ É pra guardar tudo agora.

♥ Cuidado pra não derramar.

♥ Para de brincadeira e come sua comida direito.

♥ Devagar, ela é bebê.

♥ Você brincou o dia todo, agora está na hora de dormir.

♥ É a última vez que eu vou falar.

Cansando de tanta informação

macaquinhosOntem teve reunião de pais na escolinha do Davi e depois de ouvirmos uma mini palestra das psicólogas convidadas, ficamos conversando sobre nossas dificuldades, os desafios que essa idade nos impõe e uma mãe pontuou sobre a quantidade de informações que temos com as redes sociais, principalmente.

Concordei muito com ela, leio bastante coisa, mas tenho optado por ler cada vez menos, selecionar mais o material de leitura. Nem tanto a fonte, mas o tema. Porque atualmente têm muita coisa legal, que ensina, que a gente descobre e aplica e dá certo. Lê muitas vezes um desabafo de uma mãe que você nem conhece, mas poderia ter sido escrito por nós mesmas.

Mas, cresce também as listas do que não se deve fazer com a criança, do que ela não pode comer, de como ela deve brincar, de como deve ser a rotina, de como deve ser a disciplina ou a ausência dela. Não pode dar uma chinelada, nem castigo, não pode açúcar, nem suco de caixinha, mas o suco natural também está sendo questionado, melhor comer a fruta inteira. Chupeta não, mamadeira com tempo limitado, leite artificial liberado só se a criança estiver morrendo. Só orgânicos. Bolo não. Escola rígida também não. Creche melhor não, babá também não, ficar com os avós melhor pensar direito. Cama compartilhada não, dormir sozinho não. Vontade de ser igual aqueles macaquinhos que não vê, nem ouve, nem fala.

Resumindo, para deixar qualquer uma confusa, culpada, se sentindo incompetente, falha e infinitos sentimentos ruins que nem deveriam passar perto de nós. Muitas vezes me vejo tentando atender um padrão que no fundo eu nem acredito. Sentindo uma culpa que nem é legítima na verdade, justamente porque fico pensando nesses “poréns” que outras mulheres estabeleceram para os seus filhos. Que funcionam lá na casa delas, nem digo que está errado. Talvez não esteja de acordo com o que eu acredito e acho que seja bom. Óbvio que não é razoável uma criança se alimentar de chocolate, tomar refrigerante no café da manhã e chupar chupeta até 12 anos. Mas o mundo está meio exagerado. Interessante a discussão sobre como criar filhos, mas cansativo às vezes. Tentando abstrair das dicas que só me deixam culpada.

Tenho uma amiga que é muito segura das suas decisões e posicionamentos em casa com os filhos. Admiro taaanto isso! Ela é coerente e firme. Não vacila com a chegada de uma nova “teoria”. Um dia chego lá… Mas vou retendo o que é bom, filtrando aquilo que não é pertinente a minha realidade e crenças. Não é fácil, sabe…mas a maternidade em alguns aspectos não é fácil para mim mesmo. Nem para mim e quase certeza que para ninguém.

Guardando tudo

Mais ou menos caos esse dia

Mais ou menos caos esse dia

Já disse isso outras vezes, não sou uma pessoa naturalmente organizada e sempre busco meios para me facilitar a vida. Foi assim com os brinquedos do Davi, à medida que eles foram aumentando consideravelmente.

Uso caixas organizadoras coloridas, cestinhas e caixas de outras coisas que vou reaproveitando. Todos eles são guardados por categoria: os mini batatas na caixinha roxa, os carros grandes no cesto verde, os outros carros nas outras caixas e os carrinhos pequenos numa outra caixinha. As ferramentas, os super heróis, os animais, quebra cabeças, cada um no seu lugar, sem misturar. E os livros idem.

Parece um pouco de exagero, quando comecei a me organizar dessa forma, achei que não funcionaria, afinal era muita coisa para uma criança. Mas funcionou! Davi brinca bastante no quarto dele, passa horas no meio de seus brinquedos e mistura todos na hora da brincadeira. O quarto fica o caos total, praticamente um campo minado. Mas enfim, como ele vai brincar sem bagunçar? Não dá. Mas o combinado é sempre guardar tudo antes de dormir e ultimamente ele tem ficado com preguiça, mas não tem outra opção para ele. Ele sempre fala: “Mas vai demorar…” Mas como é o quarto que ele dorme, tem que arrumar.

Às vezes, arruma tudo sem estresse, geralmente cada brinquedo guardado é mais uma brincadeira até ele chegar no lugar dele. E em outras vezes, rola estresse total, bronca, chinelo, mas no final está tudo guardado.

E o que eu gosto nisso tudo é que ele sabe exatamente onde vai cada categoria e faz certo, desde mais novinho. Muitas vezes subestimo a capacidade do Davi, das crianças no geral. Quando mistura tudo, faz consciente, só para provocar mesmo. Graças a Deus, ele não é um menino desorganizado como a mãe, pelo menos até aqui. Espero que ele continue assim e que eu saiba ensiná-lo a ser uma criança que cuida das coisas dele, mais como o pai faz do que como eu faço.

 

Sobre Papai Noel

papai noelTenho um pouco de implicância com o Papai Noel, dentre meus enfeites de Natal aqui em casa não tenho nenhunzinho. Implico com ele, mas a culpa nem é dele, coitado. Como cristã, observo as pessoas se empolgando com o velhinho sem se quer lembrar ou ensinar o que de fato é o Natal. Para quem não é cristão, faz sentido, mas existem muitos cristãos que esquecem que Natal é nascimento de Cristo.

Pois bem, depois que Davi nasceu e começou a entender o que era o Papai Noel, comecei a ver o Papai Noel com outros olhos. Porque é fofa a relação entre uma criança e um herói ou uma fantasia qualquer.  É tão fofo como a relação dele com o Mickey, que é da mesma maneira um homem fantasiado. E passei a dar um crédito para o velhinho. Aliás, coincidentemente, o Papai Noel e o Mickey são sempre os personagens que Davi inventa no banho brincando com a espuma, já que ele finge que tem luvas brancas como os dois.

Meio difícil blindar totalmente a interação com o Papai Noel, a escola do Davi recebe um que interage e tira foto com as crianças…Como faz né? A maneira que encontrei aqui é simplesmente tratar o Papai Noel como ele deveria ser tratado, apenas mais um enfeite. Aqui em casa tem presépio e sempre que o assunto é Natal reforço com Davi o que de fato comemoramos nessa data. Não dou mais ibope para o Papai Noel do que ele de fato merece. Os presentes que ele vai ganhar serão dados pela mamãe e pelo papai, o velhinho não comprou nada não. Acho que vai funcionar.

Não estrago a fantasia, mas meu filho não pode achar que o Natal é o Papai Noel. Espero conseguir passar para ele a alegria que essa data representa para gente, a importância do aniversariante e que os nossos anos são contados desta forma porque um dia Cristo nasceu.

Tem que esperar

Uma das coisas que já percebi de ganho na rotina do Davi com a chegada da Fernanda é que agora, em determinadas situações ele tem que esperar. Tento ao máximo atendê-lo quando ele me solicita, para que de forma alguma ele sinta que está sendo trocado pela Fernanda. Mas têm horas que não dá e como a Camilla bem lembrou no Conta aí, Camilla, o imediatismo infantil não combina com esperar a hora de ser atendido.

Duas coisas que ele me pede sempre é algo para comer ou para mudar o desenho, que ele chama de filme, do Netflix. Então ele vai até mim e diz “Mamãe, quero uva!”. E enquanto a uva não aparece na frente dele, ele fica repetindo essa frase para todo o sempre. Quando eu realmente posso fazer o que ele está pedindo, digo que sim e vou lá fazer. Mas quando não dá, que normalmente é quando estou amamentando ou a Fernanda está num choro muito sinistro que não dá para deixá-la no berço, eu não invento nada não, falo que “Agora não posso, mas depois eu vou fazer”. A reação, por enquanto, é sempre a mesma: faz uma cara de drama, um bico, e um ensaio de choro, com o som, a cara de choro, mas sem lágrimas. Até explico porque não dá para ser naquele momento, mas para ele não faz muita diferença.

Acredito que a Fernanda também passará pelo mesmo aprendizado em casa, na verdade ela já passa, só não tem consciência disso. Porque quando estou dando banho nele, por exemplo, e ela começa a chorar, ela fica chorando até o banho acabar. Claro que dou uma acelerada, mas sou uma só. Alguém tem que esperar.

Começando a me adaptar com a rotina de ter dois, começando a entender um pouco como funcionamos dentro dessa nova dinâmica. A angústia diminuiu um pouco, o cansaço físico não ainda. E a barriga inchada também não ainda. Mas a gente chega lá.