Conta aí, Sylvia!

IMG_5494[1]Sylvia Valente Rocha, 37 anos. 

Mãe da Maria Luiza de 7 anos e da Maria Eduarda de 6. 

Casada com o Rodrigo há 10 anos.

Porque pensei nela para estar aqui: pelas dificuldades que teve para engravidar da primeira vez e ter engravidado naturalmente da segunda. Além disso, é uma mãe muito dedicada e admiro sua relação com as meninas. Ela é muito engraçada e super animada.

Como conheci a Sylvia: É uma das irmãs da minha melhor amiga da infância, a Fernanda. Nos conhecemos desde meus 4 anos, passava tardes na casa dela, estudávamos na mesma escola e morávamos no mesmo bairro em Manaus. Temos ótimas lembranças do carro lotado de crianças onde íamos juntas para a escola.

Como começa a história…. (parte do depoimento foi extraído do blog Beta Positivo)

Aos 23 anos, ficou diagnosticado que ela tinha endometriose, localizada dentro das trompas obstruindo uma e danificando a outra. Após 9 meses de medicação, os resultados não foram animadores e foram necessárias mais 2 doses de hormônio. Para saber a trompa tinha desobstruído, foi feita uma radiografia com contraste do útero “Ninguém nunca me falou que seria tão fácil chegar à Lua, a dor me levou até ela em alguns segundos.” – descreve Sylvia.

A sequência da história, ela mesma nos conta:

As tentativas de engravidar

Aos 27, casada há 3 meses, descobri que estava GRÁVIDA!! Mas o embrião não se desenvolveu. A tristeza era imensa, coisa de chorar de dia até de noite. 

Depois de muitas tentativas, minha mãe sugeriu que fôssemos para o Rio consultar um especialista em Reprodução Assistida. A indicação foi fazer fertilização in vitro. No meio do processo, descobri que tinha um cisto ovariano e o que ia durar 15 dias, durou 45. Voltei trazendo 4 embriões fertilizados e me sentindo a mais grávida das grávidas. Mas a gestação não desenvolveu e foi quase uma depressão.  Meses depois, foram transferidos embriões novamente. Eu já estava cheia de esperanças, quando os resultados dos exames deram negativos. Mais uma decepção.

3 anos depois, uma amiga me indicou a ultrassonografista dela, Dra. Ana Luiza Santos, a adorei no mesmo momento. Conheci também o médico com quem ela já havia trabalhado.

Já estava decidida que seria meu último tratamento, se não desse certo partiria para adoção. Era julho de 2007, Pan-americano no Rio e viajamos com o pretexto de passar as férias e assistir alguns jogos. Não queria que ninguém soubesse para não ter que dar explicações.

Recomeço

Foram, então, transferidos 2 embriões fecundados. E o exame de sangue para saber se estaria grávida deu negativo novamente. Eu já estava tão calejada que nem fiquei mais tão triste. Os dias se passaram e a menstruação não vinha. No dia agendado para a ultra com a Dra. Ana Luiza, fomos eu e Rodrigo, e fui logo falando que só tinha ido pela insistência de minha mãe, os exames não acusavam gravidez. Qual foi a minha surpresa quando ela viu 2 embriões minúsculos, se desenvolvendo normalmente. Ainda não havia um coração, mas mais outro exame e lá estava o coraçãozinho mais precioso batendo de forma acelerada, o outro embrião não havia se desenvolvido, mas não tinha nenhum problema.

Maria Eduarda: a primeira recompensa

A Maria Eduarda chegou em abril de 2008. No retorno à obstetra, meu marido não pode ir, minha mãe me acompanhou. Quando foi sugerido que tomasse pílula, minha mãe, mais rápida que eu, disse que achava que eu já havia tomado hormônios demais e que no futuro poderia me fazer mal. Aos 4 meses, a Duda parou de mamar. Usava preservativo, até uma noite que demos uma escapadinha dos métodos anticoncepcionais. No mês seguinte, nada de menstruação, apareceram uns enjoos, tonturas, mas o Rodrigo insistia que deveria ser o cansaço ou uma labirintite.

Maria Luiza: a segunda recompensa

Em dezembro, fui fazer uma ultra com a querida Dra. Ana Luiza. Ela riu alto e disse Você está grávida! Parabéns!. Eu ri no efeito do susto. Para tirar a dúvida ela colocou o som do coração que já batia e eu estava grávida naturalmente de 2 meses.

Liguei para o Rodrigo e ouvi um: Você é uma irresponsável! Como você ficou grávida?, eu respondona como sempre: Foi obra do Divino Espírito Santo! Por acaso não foi você que fez?As reações que se seguiram foram as mais malucas: o Rodrigo ficou de mal comigo; minha mãe queria saber como eu havia engravidado e meu pai ficou brigando como se eu tivesse engravidado na adolescência. Em julho de 2009 nasceu a Maria Luiza!”

A Sylvia mudou-se de Manaus para Curitiba há pouco e quis saber um pouco mais:

♥ Qual foi o maior aprendizado daquele tempo de tentativas?

Sylvia: Se desligar e menos ansiedade é fundamental ao tratamento ou para que venha uma gravidez natural. Havia lido bastante que a chance de dar certo na primeira tentativa era de apenas 25%, mas na minha cabeça era “claro” que daria certo, eu merecia e seria sorteada. Foram três FIV até que a minha primeira sapeca chegasse e só deu naquele momento em que larguei a ansiedade, tomava a medicação no horário correto, mas no resto do tempo estava na folia, tentava não pensar a respeito.

♥ Como você se organizou quando tinha praticamente 2 bebês em casa?

Sylvia: Essa fase é realmente cansativa, a diferença entre elas é 1 ano e 3 meses. Andava com duas bolsas montadas e tudo identificado, tinha cada uma em um quarto até que a Malu começou a dormir a noite toda, mas colocava cada fralda em uma cestinha diferente, as chupetas em caixas organizadoras também eram de cores variadas. Estabeleci uma cor padrão para cada filha, da Duda era rosa e da Malu era lilás.

No carro era outra bagunça, tinham duas cadeirinhas e o porta-malas poderia ser mudado de nome para porta-carrinhos, até de carro mudamos por conta dessa necessidade.

Aos sábados era dia de promoção de fraldas em uma farmácia, então eu ia comprar para semana, uma vez uma senhora na fila me perguntou se eu revendia, eu ri e disse que aqueles pacotes talvez durassem uma semana na minha casa.

♥ Como é sua rotina hoje com elas morando numa cidade nova?

Sylvia: Quando chegamos em Curitiba, elas estavam na forma de criação onde tinham babá, avós, todos por elas; mudamos e éramos só nós 4, o pai passa o dia no trabalho e eu que sempre trabalhei nem sabia cozinhar… A primeira semana quase fiquei doida, mas pensei que não sou a única e poderia aprender, então organizamos um lugar com todos os brinquedos que elas gostam e assim eu poderia vê-las enquanto cuidava dos afazeres. Foi bom demais, elas, que aos 4 e 5 anos, não brincavam juntas hoje passam horas brincando de bonecas e não podem se largar.

♥ Como você consegue se organizar e ter um tempo para cuidar de você?

Sylvia: Como aqui em Curitiba faz bastante frio pela manhã, elas estudam de tarde, e esse período é meu! De manhã consigo fazer a comida, lavar roupa, limpar a casa. Não temos empregada, o que faltar fica para o outro dia ou para noite. As tardes uso para artesanato, Pilates, estudo, estou mudando o rumo profissional, então vida totalmente nova!

♥ O que te faz perder a paciência, no exercício da maternidade, e ter vontade de pausar tudo e dormir por horas ou sumir?

Sylvia: Eu sou quase uma “mãe hiperativa” mas quando digo que deu, cansei e vou dormir, não conte comigo. Graças a Deus elas são bastante saudáveis e somente uma vez tive que ficar acordada a noite toda cuidando delas, que, de tão apaixonadas que são, adoeceram juntas. Sou super bem humorada, mas quando estou de TPM ou com sono nem eu me aguento, então provavelmente o problema nem é com elas, sou eu mesma (risos).

♥ O que é ser mãe para você?

Sylvia: Ser mãe é ser a mais feliz, apaixonada, realizada, amada…A cada gracinha que elas fazem meu coração transborda, fico feliz! Espero que elas possam crescer com sabedoria para encarar a vida e que todas as perguntas do dia a dia que respondo com sinceridade (de onde vem os bebês, o que significa cada palavra…) possam ajudá-las pela vida toda, para sejam atentas aos desafios.

Marias!!!!! Amo vocês mais que tudo no mundo!!!! (Elas ouvem toda hora)

Boa sorte a todas as mães!

Conta aí, Aline!

aline_editada

Aline Salles Kolesnik Hintze da Costa*, 33 anos (*ficou meio grande esse nome, hein?)

Mãe do Edu e da Bia, gêmeos de 2 anos.

Porque ela foi a primeira pessoa que pensei para estar aqui: Profissional dedicada e meio sinistra no que faz. E é sobre esse equilíbrio entre mercado de trabalho e maternidade de gêmeos que quis que ela compartilhasse. Ela é diretora numa empresa de varejo, na área de Operações e Negócios.(Falei que ela era sinistra…)

Casada com o Diogo há 7 anos e Administradora de Empresas.

Como a conheci: na Igreja de Pinheiros, a sogra dela é uma amiga muito querida, aquela que pega o Davi na escola quando tenho alguma emergência. Aline se tornou muito especial, por quem tenho um carinho enorme. Tem uma história de luta, mas de muitas vitórias e eu a admiro por isso, ela me transmite paz e tem um papo muito bom.

♥ Quando se viu grávida de gêmeos, além da alegria claro, bateu um medo de não dar conta de tudo o que estaria por vir mais o seu trabalho?

Aline: Fizemos tratamento para engravidar. Sempre pedi ao médico apenas um bebê, achando que eu tinha algum controle sobre a situação, rs. Depois de algumas tentativas, segui o conselho médico de colocar 2 embriões, senti naquele momento que eu realmente não controlava nada e entreguei. Dois dias antes da confirmação, Deus confirmou no meu coração através de um sinal que eram gêmeos. Meu lado racional não quis aceitar, mas 18 dias depois o ultrassom confirmou que eram dois.

“A reação foi só de alegria, a preocupação passou e só queria agradecer a Deus pela benção, me sentia especial por ter minha oração atendida em dobro.”

♥ Como foi, às voltas da licença maternidade, se ver sem emprego com dois filhos em casa para criar? Bateu algum desespero? (*quando voltou da licença, a Aline foi demitida da empresa em que estava)

Aline: Bateu sim, foi muito difícil. Não só a preocupação financeira, mas foi uma surpresa, para quem mais uma vez achava que tinha o controle de tudo. Abri mão de coisas muito sólidas para tocar o projeto que estava. Foi um mês de tristeza, questionamentos e frustração. Deus deve ter me olhado e pensado, “eu acabei de permitir tantas experiências de cuidado com ela e ela já está em dúvidas se eu estou cuidando de tudo?” Mas depois do 1º mês, tudo se acalmou, Deus abriu oportunidades e uma porta muito melhor para mim e minha família, só tenho a agradecer.

♥ Nesses dois anos, é possível indicar qual a maior dificuldade na maternidade?

Aline: Só uma? Rs. Achei muitas…Não sei como é ser mãe de um só, mas é uma enxurrada de afazeres, sentimentos que nascem num só dia e administrar tudo não é fácil. Agora entendo que a formação em administração, experiência com Logística, Supply Chain, me ajudaram muito, rs.

“O mais difícil sobre a rotina eu acho que é a ausência de pausas”.

Estou sempre ligada, o tempo todo fazendo algo e me organizando para dar conta da próxima atividade. Não existe a sensação de “ufa, é sexta, vou descansar!” Não tenho babá à noite, nem fim de semana, gosto de ser presente.  Sinto falta de um respiro, um banho mais longo, de ver um programa, de ficar com o Di a toa. (*Di é o Diogo, o marido, paulistas chamam as pessoas pela primeira sílaba do nome. Eu também faço isso às vezes.)

O mais difícil é se manter firme sobre o que acredito que é ser boa mãe. É muita gente analisando e por mais que eu não queira, acabo me culpando, me comparando. Ninguém conta o lado B da maternidade e o simples fato de eu sentir o lado B, eu me culpo. Como assim se cansar, sentir falta da sua própria vida, de ficar sozinha, conversar com calma com os amigos, se todos acham que a maternidade é sempre perfeita? Me agarro na certeza de que estou fazendo meu melhor.

♥ Com a maternidade, sua relação com o trabalho mudou ou você conseguiu adaptar a realidade de mãe com o dia a dia de uma executiva? 

Aline: Encaro o trabalho como ferramenta de transformação de vidas e isso não mudou. Quando recebi o convite de trabalhar aqui, disse que eu e a babá tínhamos horário, eles são minha prioridade e que eu não poderia ficar até tarde, etc. Meu chefe foi direto: “Respeito sua vida, sua maternidade e não vou te cobrar por horário. Vou te cobrar pela entrega do resultado como cobro qualquer um”. E isso acontece, fora exceções e viagens que tento sempre fazer bate volta ou ficar apenas 2 dias fora, saio às 18h correndo e cuido das crianças. Tenho uma equipe muito competente e a empresa me respeita, valoriza a minha maternidade e me cobra do mesmo jeito.

“Isso me aperfeiçoou, porque sou cada vez mais objetiva, invisto meu tempo no que é prioridade sendo mais eficiente.”

E claro, tenho um sentimento de admiração, gratidão e respeito maiores pela empresa, meus gestores, pares e equipe que fazem eu vestir a camisa até mais. Puxado e intenso, mas sinto que consegui equilibrar e isso me deixa bem feliz.

♥ Você acha que a relação dos seus chefes ou subordinados é outra agora que você é mãe? Ou seu posicionamento “blindou” qualquer tipo de diferenciação?

Aline: Como mudei de empresa, é difícil comparar. Sempre desperta curiosidade e admiração. “Nossa, você tem gêmeos e ainda dá conta de tudo?” Já ouvi comentários de outras mulheres: “Se você dá conta, eu também posso dar, né?” Além da capacidade de me colocar no lugar do outro, que aumentou com a maternidade e me dão mais serenidade. Mas faço tudo para separar, não uso meus filhos como desculpa. Não marco médico durante o expediente, não falto e faço de tudo para ninguém fazer esse vínculo e conseguir separar a Aline mãe e a profissional. Prefiro assim.

♥ Você tem alguma rotina especifica para manter tudo em dia, seus compromissos e atividades? Você é organizada, planejada para controlar o dia a dia? 

Aline: Tenho facilidade com processos, definir o começo, meio e fim, sou prática e muito objetiva. Não uso nenhum aplicativo, mas sou viciada em planilhas. Tenho a rotina da casa e das contas toda planilhada, meus afazeres do trabalho eu reviso toda manhã e se o assunto não é relevante, fica para depois. Como preciso sair em ponto, sou bem focada e organizada. Mas não uso muitos recursos para me organizar e virar mais uma obrigação.

♥ O que te diverte, te faz descansar um pouco?

Aline: Gosto de correr de manhã enquanto eles dormem, ver seriados e documentários, nada muito sério (minha vida já é séria), gosto de estar e receber amigos e me arrumar com muita calma (quando eles dormem). Isso me faz super bem.

♥ Como é a sua rotina com os meninos ao longo da semana? E fins de semana?

Aline: Acho fundamental a rotina e isso reflete diretamente no sucesso de cuidar de dois. Durante a semana, por 3 dias eu acordo às 6h e treino. Às 7h30 dou a mamadeira ainda dormindo, tomo banho e me arrumo. Às 8h, eles acordam, ficamos de chamego, a Rose* (*Rose é a babá) chega e vou para o trabalho a pé (o que foi uma conquista, nos mudamos para eu dar conta de tudo, estava pesado demais encarar o trânsito). Saio correndo às 18h, dispenso a Rose e brinco até umas 19h30. Oramos juntos, dou o jantar, enquanto preparo o meu e do Di. Assistimos TV nós 4 juntos, nos intervalos trocamos fraldas e escovamos os dentes. Às 21h30, faço as mamadeiras, a gente se despede (umas fofuras) e cada um vai dormir no seu bercinho. Eu e o Diogo dormimos às 23h. Final de semana sempre tem compromissos diferentes. Quando estamos no grupo de louvor da igreja, é uma correria e as avós nos ajudam demais (Salve as avós!). Tentamos manter certa rotina e curtir mais o dia, pracinha, parquinhos que eles curtem mais.

♥ Como você faz com a alimentação deles? O que você procura evitar, o que é terminantemente proibido?

Aline: Sou chatinha. Até os 2 anos não podia nada de industrializado, açucares, etc. Sempre comida caseira, nada de papinha, muita fruta. Hoje deixo ocasionalmente em festas eles comerem o bolo e doces. Está bem difícil controlar a Rose, os avós, tios e amigos.

“Já falei que vou montar um kit de torradinhas integrais, goji berry, geléia sem açúcar, barrinhas e castanhas para deixar nos avós, rs. Eles adoram tudo isso e não vejo necessidade de liberar doces sempre. Se eles gostam de coisas mais saudáveis, por que não?”

O Du é muito grande e forte (20 kilos e projeta 1,9m na fase adulta) com uma pancinha enorme. Não quero incentivá-lo aos doces para não virar obesidade infantil. Sou chata porque só eu jogo a favor, todos acham graça deles comendo besteiras e se eu não insistir, eles comeriam besteiras diariamente.

♥ Quando você perde realmente a paciência e tem vontade de pausar tudo e dormir por horas?

Aline: Dormir eu tenho vontade sempre, rs. Eu lembro de ter perdido a paciência seriamente por duas vezes. A primeira, eles tinham poucos meses e tive uma visita que sabia de tudo, dava ordens o tempo todo de como eu deveria fazer, tudo mesmo. Não via a hora dela ir embora. Hoje me seguro muito para não dar opinião, se alguma amiga precisar, é só me perguntar.

A segunda vez foi com o Eduardo. Ele estragou várias maquiagens e cremes novinhos, um seguido do outro. Dava a bronca, colocava de castigo e 30 minutos depois aprontava outra e não parava. Fiquei muito brava, com vontade de esganar ou fugir ou largar na avó, rs. O Diogo ficou surpreso com a minha irritação. Mas sei que vou perder muitas vezes ainda, está só começando, rs.

♥ O que é ser mãe para você? (*fiquei toda emocionada com essa resposta, não tenho gêmeos, mas muito em breve terei dois)

Aline: É se achar a melhor pessoa do mundo por vê-los me amando e admirando o tempo todo.

“É diariamente ter que escolher em quem dar o primeiro abraço, esquecer o que é ter casa arrumada, sem brinquedo espalhado.”

É virar referência: a mãe dos gêmeos. É se encher de culpa quando os dois precisam de mim e eu tenho que escolher um para dar atenção primeiro. É transformar qualquer atividade numa linha de produção. É analisar com carinho as semelhanças e diferenças de cada um e tentar aprender com isso. É assistir um desenho com os dois braços ocupados de abraço. É transformar qualquer saidinha numa aventura. É gastar dobrado. É ter duas vidinhas para acompanhar e amar ao mesmo tempo. É gerenciar conflitos, porque o brinquedo que está na mão do outro é sempre mais legal. É perceber como mesmo em ambientes tão grandes eles preferem ficar juntos, sempre encostando um no outro. É chamar atenção pela curiosidade das pessoas ao ver a dupla. É ter prazer ao responder mil vezes às mesmas perguntas de quem acha o máximo ter gêmeos, ainda mais um casal. É ver o coração se derreter quando os dois se abraçam e cuidam um do outro. É ter orgulho de receber de Deus o presente da maternidade em dobro e em casal. É ter a certeza de que mãe não ama um filho mais que o outro e no meu coração eles cabem por inteiro.

Novidade por aqui

Fonte: Pinterest

Pensando sobre esse espaço aqui, de conversar sobre o mundo da maternidade, achei que podia ser legal conversar com outras mulheres sobre a experiência delas e como é o dia a dia de cada uma, se dividindo entre ser mãe e as nossas demais, e não menos importantes, funções.

Percebi que tenho ao meu redor amigas ou pessoas conhecidas que têm muita coisa legal para contar, com experiências enriquecedoras, de superação, de vitórias, de uma maternidade às vezes diferente da minha, o que torna tudo ainda mais interessante.

Já entrei em contato com algumas das que inicialmente escolhi e logo logo dividirei além da minha história, a delas também. Faz de conta que estamos numa cafeteria, com um café quente e um bolinho delícia, como diria o Davi (ele sempre diz que as coisas são “delícia”). Pode fazer de conta que estamos em qualquer lugar, até abro mão do café, mas do bolinho não. Acho que vamos todos gostar.

Aguardem!!! Em breve, Conta aí com outras mães.