Tudo não dá

Hoje levei o Davi para passear no Museu do Catavento, um museu muito legal aqui no centro de São Paulo. Fui com mais duas amigas e seus filhos, éramos 3 mães com 5 meninos. Cada uma foi de metrô e nos encontramos em uma estação próxima ao museu. Só o passeio de metrô já foi uma aventura e diversão, já que Davi nunca tinha andado.

O passeio foi ótimo, super interessante, interativo e divertido. Os meninos amaram e depois esticamos um almoço com todos juntos para prolongar um pouco aquele momento que tínhamos passado durante a manhã.

Ao sairmos do museu, havia uma brincadeira que só os dois mais velhos podiam participar, já que precisava ter mais de 5 anos. Daí decidimos que ninguém iria e eles ficaram brincando em outra coisa. Os mais velhos deram uma resmungada rápida, mas depois já estavam brincando com outra coisa também.

E daí engatamos uma conversa sobre que cada vez mais é preciso mostrar para eles de alguma forma que tudo não dá. Nem sempre eles vão conseguir o que querem, nem sempre tem grana para fazer as vontades, nem sempre dá para ter a festa de aniversário ou fazer uma viagem incrível. Não necessariamente precisa ter todo dia alguma coisa diferente para fazer nas férias ou nos fins de semana. Os brinquedos que aparecem nos comerciais por ali vão ficar. Não dá para comprar os doces do supermercado, nem os bonecos das balas da padaria, nem tudo o que o mercado faz para estes pequenos consumidores. É possível passar um dia brincando em casa com o que se tem, comendo a comida de casa e não ter sorvete de sobremesa.

Eu mesma às vezes me sinto culpada se em algum fim de semana ficarmos em casa, nem descermos para o parquinho ou fazer algo diferente. Mas e daí ficar em casa? Passar o dia cheio de brinquedo, espalhando tudo pela casa, inventando o que a mente tão criativa deles permite. Que mal há nisso?

No fundo a gente acaba alimentando essa tendência deles a nunca se satisfazerem, a acharem que o mundo gira em torno deles. Quantas vezes a gente faz esse mundo girar em torno deles né? Mas não gira. E nunca vai girar, e quanto antes eles perceberem isso, melhor será para eles e para nós. Cada vez tomo mais consciência da dificuldade que é educar. Não somente ensinar a se comportar à mesa, falar baixo e escovar os dentes direito. Mas tornar meus filhos pessoas de bem, de valores verdadeiros e caminharem na contra mão do que a sociedade atual vive e prega na maioria das vezes. Uma tarefa ininterrupta, que exige uma atenção e dedicação constantes e que parece se tornar mais difícil a cada fase que passo. Mas é uma tarefa que não dá para delegar e, sem dúvida, a mais importante e relevante que eu tenho.

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s