1 ano e 5 meses de Fê

img_33451Há 1 ano e 5 meses eu me tornava mãe de dois filhos e mãe de uma menina. Sim, passou muito rápido esse tempo, mas lembro perfeitamente da angústia dos primeiros meses, do meu pânico quando minha mãe foi embora e eu me vi com dois. Lembro me perfeitamente da minha insegurança e do medo de saber se eu iria conseguir me dividir sem que ninguém saísse perdendo. O principal medo era de que nem por 1 segundo o mais velho se sentisse menos amado ou menos especial. Por conta dessas lembranças ainda bem vivas e de saber como é a rotina com os dois, tenho zero plano de ter um terceiro filho. Nem se eu fosse milionária rolava. A não ser que isso esteja nos planos de Deus e ele está guardando isso de forma beeeem secreta.

A caçula veio para aprimorar ainda mais minha paciência, para usar de eufemismo aqui. Porque bateu um vento, ela chora e se agarra em mim. A pessoa está a quilômetros dela e ela já cola no meu pescoço, miando que nem um gato. Ela é chorona, chiliques básicos, aquela criança que chama atenção num restaurante, porque ela causa. Mas e daí, né? Tento levar com um mínimo de bom humor, isso vai passar, como tudo na maternidade. Ela é linda, uma boneca, meu amor em forma de menina. Todo dia eu olho pra ela e penso: “Como é linda, meu Deus.” A princesinha da casa, embora a realeza ainda não esteja sendo demonstrada com atitudes. Um desenho caprichado de Deus com direito a olho azul e dessa vez eu nem pedi isso. Ela é um exemplo da criatividade de Deus, mesmo pai e mesma mãe do Davi e completamente diferente do irmão. Demandando reações e posturas nossas como pais completamente diferentes. O segundo filho se dá melhor no aspecto de ter pais mais tranquilos, menos ansiosos e percebi nitidamente essa diferença na minha maternidade com ela. A benção de ter uma criança que dorme bem permaneceu e que come bem também. Aliás, Fernanda puxou a mamãe nesse sentido, já que ela sempre quer comer alguma coisa, não importa o que seja, ela com 1 ano tem prazer na comida, fato.

Com ela eu confirmei a alegria que é ver dois filhos brincando juntos, interagindo, se divertindo, rindo e brigando pelo mesmo brinquedo (já não tããão alegre assim essa parte). A Fê me fez olhar para mim, me fez uma mulher mais bonita, mais atenta, mais cuidadosa e às vezes mais segura.  Isso foi ela e por ser menina, não sei exatamente o porquê, mas Freud certamente tem uma explicação. Diante de algumas situações, me justifico ou me incentivo pensando “Eu tenho dois filhos!”

O pânico de cuidar de dois passou, eu consegui, sei lá como, mas estou conseguindo por 1 ano e 5 meses. Acho que Davi também não “sofreu” com a chegada da irmã e com o crescimento dela, ocupando cada vez mais espaço. 1 ano e 5 meses de uma vida completamente diferente, de mais planejamento, de mais pensamentos, de mais cansaço, de mais confusão e bagunça na casa, de mais tudo de bom que um filho nos dá. Fui abençoada com esses dois pequenos e espero que eles também pensem isso de mim sempre.

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