Mãe de menina (?!)

Desde que descobri que estava grávida da Fernanda não consigo entender porque algumas pessoas acham que existem graus de felicidade diferente entre ser mãe de menina ou menino. Caso essa impressão venha de uma mulher que não tem filhos, posso quem sabe, talvez, de repente, me esforçar um pouco mais. Mas se a mulher é mãe, experimenta diariamente o que é se dedicar a um outro serzinho que você ama infinitamente, não entendo não. Eu me choco na verdade.

Na minha primeira gravidez, queria que fosse um menino. Na segunda, como já disse mil vezes, preferia outro menino só para facilitar a vida. Mas fiquei muito feliz quando soube que seria mãe de uma menina, mas teria ficado igualmente feliz se fosse mãe de um outro moleque.

A maternidade para mim, que sou mãe de um casal, não tem absolutamente nada a ver com o sexo. O que vai fazer as coisas serem mais fáceis ou mais difíceis, você ter mais ou menos afinidade, não é o sexo da criança na minha opinião. E sim a personalidade e características do indivíduo. A beleza em ser mãe de dois filhos não está em ter um casal e sim poder ter a experiência de criar dois indivíduos que nasceram dos mesmos pais, mas são completamente diferentes.

Nunca me vi colocando lacinhos numa princesa, numa bonequinha. Hoje eu coloco, compro, acho lindo demais, curto e acho a Fê realmente uma boneca. Mas confesso que há dias que eu tenho preguiça de pentear o cabelo dela, que seria mais simples igual de menino que só passando a mão já está arrumado. Sem falar que um ano depois eu ainda estou aprendendo a pentear direito, igual as tias da escola. Há dias que fica uma confusão na parte de trás da cabeça…

Ser mãe é ser mãe e ponto final. Não consigo ver mãe de menina e mãe de menino. Óbvio que existem as diferenças inerentes ao universo masculino e ao feminino e por essa razão eu queria primeiramente ser mãe de menino, porque acho o universo deles mais interessante em muitos aspectos. Agradeço a Deus por ter me proporcionado a oportunidade de conhecer esses dois universos. Mas do fundo do coração, seria igualmente feliz e realizada e grata se fosse mãe de dois meninos.

Muita, muita preguiça de quem enxerga algum diferencial em ser mãe de menina. Se houver algum diferencial, ele está em ser mãe. E isso nem é mérito nosso. Deus simplesmente quis e dentre todas do universo, Ele me escolheu para ser a mãe da Fernanda e do Davi. Isso é incrível! Isso é o máximo! Isso me enche de alegria. E não a possibilidade de enfeitar um bebê com um laço maior que a cabeça dele. A maternidade é uma das maiores bênçãos que Deus me deu, e isso é o principal.

 

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