Percebendo as diferenças

Dizem que não é bom comparar um filho com o outro, mas isso é quase impossível. Acho que essa afirmação talvez esteja mais relacionada a exigir os mesmos desempenhos, comportamentos e reações dos filhos. Uma tarefa que deve ser difícil, mas concordo que esse é o modelo ideal, executá-lo aí já não sei como será porque ainda não fui exposta a esse desafio.

Mas o fato é que com a chegada da caçula ficou ainda mais nítido o quanto o mais velho foi um bebê tranquilo. Muito bonzinho. Sem base de comparação eu já achava isso, com a chegada dela e conforme ela está crescendo já é possível perceber as diferenças de comportamento.

Para os parâmetros gerais, talvez ela continue sendo classificada como uma criança tranquila, mas minha base de comparação era um bebê que chorava pouco, reclamava pouco, ficava brincando bastante tempo sem demonstrar insatisfação. Nunca deu ataques contantes de choro ao ser colocado na cadeirinha do carro, ficava sentado no cadeirão interagindo com brinquedos durante o tempo em que eu lavava a louça sem resmungar logo.

Já a pequena é mais impaciente, na maioria das vezes dá um pequeno show ao sentar na cadeirinha do carro, acorda de madrugada quase toda noite. Isso não configura um problema, porque eu só coloco a chupeta e ela volta a dormir. Mas com ele, nessa idade já tinha jogado a chupeta fora e nem lembro dele acordando mais durante a noite. Ele nunca mexeu nos meus enfeites da sala, ela no primeiro dia que sentou no tapete para brincar já saiu engatinhando em direção a minha miniatura de Pão de Açúcar. E mesmo eu alertando sempre que não é para mexer ali, ela continua insistindo. E ela entende, porque quando eu digo que não pode, ela chora contrariada.

Ela quando não quer mais mamar empurra a mamadeira ou a minha mão. Entrou numa agora de que não quer mais tomar leite antes de dormir. E mesmo depois que já está dormindo há algum tempo e eu tento dar, ela continua empurrando a mamadeira e inicia um choro.

De manhã, ao acordá-la na maioria das vezes ela arrancou as meias e jogou fora do berço. E o mesmo faz com a chupeta. Joga no chão ou encaixa em algum ponto que dificulta até eu encontrar depois.

Na igreja, na escola, todos dizem que ela é boazinha. Ela tem aquele comportamento típico de criança que quando a mãe aparece estraga tudo. O mais velho nunca foi assim. Sempre foi constante no seu comportamento com ou sem a minha presença. Ela é simpática, saudável, come bem e dorme bem. O que é, sem dúvida, um presente.

Mas minha referência anterior era um bebê um pouco acima da média, até hoje ele é um menino que não dá muito trabalho. Já a pequena parece que veio um pouco mais impaciente, mais chiliquenta, mais apegada a mim (essa parte no fundo eu curto). Ainda bem que o desafio maior veio com o segundo filho. O básico pude aprender com tranquilidade e agora é como se já estivesse apta a novas rotinas.

Paciência não é o meu forte, mas tudo a gente aprende a desenvolver nessa vida. Ou quase tudo.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s