As primeiras saídas

Quando a Fernanda fez 40 dias, fomos a Igreja. Sei que o recomendável é que espere um pouco mais para sair e evite lugar fechado com muita gente (exatamente o que é a Igreja), mas para a manutenção da minha sanidade mental eu precisava ver pessoas e sair um pouco. Foi desse mesmo jeito que fiz com o Davi e deu tudo certo. Assim fomos! Toda uma logística para organizar a hora de mamar dela, para que não fosse necessário amamentar durante o culto. Nada contra, uma questão simplesmente de praticidade. Então amamentei já pronta para sair e ela passou o culto todo dormindo, chegou e saiu da Igreja dormindo.

Depois desse dia, fui só mais duas vezes, teve feriado, Diego viajou e não me aventuro de ir sozinha com os dois ainda. Mas esse domingo nós fomos de novo. Para evitar que a gente chegue muito atrasado, já vou adiantando umas coisas desde muito cedo: já deixo a bolsa dela pronta, já escolho a roupinha dela e a minha. E esquematizo o jantar do Davi, muito antes já tinha deixado a porção de comida pronta no prato só para esquentar quando chegasse a hora certa. E nem adiantou separar a roupa antes, porque vesti e quando fui ver se estava fácil para amamentar caso fosse necessário, vi que estava zero de facilidade. Tive que escolher outra.

Gosto de tomar banho o mais perto da hora de sair, mas com um bebê em casa nem sempre fazemos as coisas na hora que temos vontade, na maioria dos casos é quando dá mesmo. Fim de semana isso até fica mais fácil, porque Diego está em casa. E assim nos dividimos no último domingo a tarde, Diego arruma o Davi e dá o jantar dele eu arrumo a Fernanda e dou o jantar dela.

Nesse domingo consegui ir ao culto da manhã e a noite, mesmo o da manhã sendo mais longo decidi ir. O culto sempre será longo, sempre dará uma preguicinha de organizar tudo para ir, porque corre o risco de chegar lá e a garota ficar chorando e eu não assistir culto algum. Mas faz parte e resolvi tentar.

De noite antes de sair, Davi começou a chorar porque queria continuar brincando e não ir a Igreja. Ignoramos o fato, fomos pegando as coisas e saindo de casa e o garoto berrando. Nisso Fernanda que dormia se assustou com o choro e ficaramm os dois berrando no elevador. Diego me olhou e rimos um pro outro, daquela cena, dessa fase, foi um sorriso de “Tamo junto aí, vai passar!”

E mais um dia de tentativa de voltar aos poucos à rotina que funcionou. Assisti ao culto, Fernanda chorou um pouco, fez cocô, troquei, Diego ficou acalmando ela durante a parte final e deu tudo certo. Porque um dia como esse, essa realidade agora significa dar tudo certo para mim, para nós.

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