Nasce um bebê, nasce uma…angústia

Sempre dizem que quando nasce um bebê, nasce uma mãe. No primeiro filho, acho que nasce um esboço de mãe, uma tentativa de mãe, um projeto de mãe que em muito pouco tempo se transforma numa mãe de verdade.

No segundo filho, a mãe já tinha nascido e por esse motivo achei que a angústia que eu sentia quando eu tive o Davi não viria com o nascimento da Fernanda. Mas veio. Veio bem mais fraca, bem mais suave, mas ela está aqui. Muito hormônio numa mulher só, não dá para sair sem nenhuma alteração, mas acho que são outras coisas que têm causado essa angústia. Até porque agora, estou num terreno conhecido, embora sejam crianças diferentes, sei como é a dinâmica de um recém nascido em casa, então não fico em pânico. Já sei que são poucas horas de sono, já sei que terão noites traumáticas em que o bebê não dorme de jeito nenhum, sei que tem aquele umbigo mala-nojentinho-que-eu-nem-toco para cair, sei que terão madrugadas num looping trocar fralda-amamentar. Mas por saber que isso passa muito rápido, fico mais tranquila que no primeiro e curto ainda mais cada momento desses.

Mas permeando tudo isso, há uma angústia. Uma vontade de chorar constante, uma preocupação com o futuro exagerada talvez, uma dúvida de que modelo adotar para equacionar tudo o que terei na minha nova rotina, como conduzir minha vida profissional, como dar conta de duas crianças, mais marido, casa e eu mesma. Todo mundo consegue, eu sei, eu também devo conseguir, mas enquanto eu não estiver vivendo a situação de que deu tudo certo, acho que continuarei angustiada. Até eu ter o Davi, eu achava surreal uma mulher ter depressão pós parto, como podia uma pessoa se deprimir com uma bênção tão grande? Mas, ao me tornar mãe, vi que isso era perfeitamente factível, é muita coisa ao mesmo tempo para uma pessoa só.

O período da licença me faz orar mais, sempre oro por tudo isso e por esse futuro que dá um certo medo. Quando estou amamentando sempre oro, fico conversando com Deus sobre esses assuntos e agradecendo também, porque é quase inacreditável que esse bebê que está aqui fora há 10 dias, estava exatamente assim dentro da minha barriga. É um milagre mesmo. Diante disso, o que é sarar uma angústia de uma mãe cheia de hormônio né? Nada…Sigo aguardando o que Deus tem para mim.

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Um comentário sobre “Nasce um bebê, nasce uma…angústia

  1. fana disse:

    Era o meu maior medo quando estava grávida: depressão!
    Lutei com unhas e dentes quando Maria Carolina nasceu e digo, por tudo o que passei, só consegui me reerguer porque procurei ajuda especializada… não é fácil!

    Curtir

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