O terceiro trimestre

A primeira novidade que rolou para mim quando me vi grávida, da primeira vez, é que contamos esse período em semanas e não em meses. A do Davi por exemplo foram 40 semanas e 1 dia, sendo bem precisa.

Paradoxalmente, existe o marco do início de cada trimestre. E agora, eu estando no último, começo a ver na prática que estamos na reta final, embora na minha cabeça ainda falte tanto tempo. Mas não falta, chegamos a 31 semanas, ou seja, faltam só 9.

Na gravidez do Davi, fiquei 15 dias de repouso quando tinha em torno de 24 semanas e depois, com 32 semanas também entrei de repouso e parei de trabalhar. Então, não sei como é continuar com as atividades normais até mais tarde. Nessa, graças a Deus está tudo bem e acredito que vou conseguir prorrogar ao máximo o início da licença-bênção-incrível-de-Deus-maternidade.

Dormir já está meio confuso, aquele negócio de não encontrar uma posição, não consigo ficar muito tempo de lado, nem apoiando uma almofada embaixo da barriga. Virar de um lado para o outro também já está meio lento. Acho que meu pé começou a inchar um pouco e isso foi bem traumático na primeira para mim. Fiquei muito inchada, meu tornozelo sumiu, não queria ficar sem tornozelo de novo. Cada vez mais repito as mesmas e mesmas roupas. E sinto um pouco de dor na lombar, o que não senti da vez passada. E o andar de pata ou pinguim, como preferirem, também já entrou em ação. Tenho sentido mais fome também, cada vez mais difícil controlar a boca. E a Fernanda mexe muito, muito, muito mais que Davi e por estar mais magra e não ter uma camada de gordura sinistra na barriga, sinto mais também. Por incrível que pareça, há momentos em que me incomoda, ela fica me empurrando muito de um mesmo lado. Não consigo focar em outra coisa a não ser em ficar olhando para minha barriga. Muitas vezes é visível minha barriga mexendo.

Mesmo com todos esses contras, eu curto o fato de ter minha barriga. Senti saudades dela. Um orgulho de mim, uma sensação de que tenho super poderes, uma barriga de grávida acaba arrancando um sorriso de quem está passando na rua, uma gentileza de um homem não cavalheiro originalmente e o carinho especial das pessoas que são queridas. (Arranca comentários folgados e sem noção de pessoas que não tem intimidade também.). Estou muito curiosa para conhecê-la, muito mesmo. Ansiosa não, porque sei que o início é bem tenso. Mas uma coisa tenho certeza: sentirei falta dela quando não estiver mais aqui dentro, principalmente porque há, quem sabe, alguma possibilidade de essa ser a última gravidez.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s