Como incorporei dois novos hábitos

Defini dois novos hábitos a incorporar na minha rotina no mês de julho, os dois são para ir ajustando duas práticas que estavam me chateando: usar demais o celular e ler menos do que eu gostaria.

O uso do celular ainda está longe de ser algo ideal, mas tive que começar aos poucos. Sabe aquela história de metas factíveis? Pois é, resolvi aplicar. Ando muito ansiosa, a ponto de me atrapalhar, de bagunçar minhas ideias e tenho certeza que o uso excessivo das redes sociais no celular está totalmente ligado a isso. Então, esse mês comecei restringindo o uso do celular depois das 22h e antes das 7:30h (aqui é mais difícil que à noite, acordo às 5:30h). Só uso se for para ver previsão do tempo, despertador. Mesmo se eu vir que tem mensagem quando vou ativar o despertador antes de dormir, não abro, não leio. E nem quando eu acordo. Simplesmente desligo o despertador. Na verdade, essa já é a terceira semana que estou fazendo isso e tenho conseguido sempre. Sexta a domingo sou menos rigorosa. E passei a também monitorar quanto tempo gasto no celular por dia, identificando o quanto é de rede social, joguinho e quantas vezes eu pego o celular por dia. Pelo próprio aplicativo do Iphone dá para ver isso. Tenho anotado os valores e o próximo passo é estabelecer um limite de uso por aí também. Mas ainda não sei exatamente qual seria a meta, então estou avaliando meus números.

O outro pequeno hábito foi de ler 10 minutos todos os dias antes de dormir, mesmo nos fins de semana. 10 minutos é muito pouco, mas novamente indo na linha da meta factível. E a leitura tem que ser de um livro, não vale outra coisa. Normalmente leio dois livros em paralelo, então posso escolher. O fato de não “poder” mais ficar com o celular na cama, me ajudou nisso. Porque fico livre para a leitura e assim obrigatoriamente vou avançando nos livros. Essa consegui literalmente todos os dias.

Todo dia pela manhã eu anoto se alcancei ou não. Um tracinho para cada período sem pegar o celular e um tracinho para a meta da leitura caso tenha lido os 10 minutos. Preciso computar porque estabeleci uma recompensa: posso comprar uma capinha nova para o meu celular se conseguir e posso comprar um livro novo de crônicas. Preciso fazer 95% da meta.

Foram dois pequenos, mínimos hábitos, que consegui colocar no meu dia e que vão me trazer ganhos numa mudança de comportamento muito maior. Quanto a não usar o celular antes de dormir, vi que pego no sono mais rápido, ou fico menos agitada antes de dormir. Ou durmo mais rápido, no sentido de não desperdiçar horas mesmo com sono navegando rede social a fora. Ou então me agitando com o joguinho.

Dei dois pequenos passos em direção a algo maior e estou bem feliz com o resultado, porque tenho visto que tem dado certo. Assim vou seguir nos próximos meses, ou me aperfeiçoando nestas práticas ou inserindo coisas novas. Alguma dica?

Viagem sem filhos

Lembram desse post aqui contando que eu tinha ficado um tempo longe das crianças? E que havia a possibilidade de eu fazer uma nova viagem? Pois é! Eu fiz, como alguns já devem saber. Eu e Diego passamos 10 dias fora, Diego correu a maratona de Boston em Abril e teve a ideia de eu ir junto e passarmos uns dias lá. Cogitamos levar as crianças, mas pela grana e por questões de vamos-tentar-aproveitar-sozinhos decidimos deixá-las com a minha sogra.

Toda a preparação foi mais difícil para mim do que a viagem em si, sabia? Antes, me vi chorando algumas vezes em pensar em deixá-los por tanto tempo. Foram 11 dias. Na véspera, quando minha sogra veio buscá-los eu também chorei, na sala de embarque quando falei com eles por vídeo fiquei com a sensação de que estavam tristes e isso me apertou um pouco o coração. Mas foi o único momento em que senti isso durante toda a viagem. Em todas as outras vezes que nos falávamos, eles estavam bem, cheio de novidades e em algumas ocasiões meio impacientes de ter que ficar fazendo vídeo, conversando conosco.

Pensei neles todos os dias, em quase tudo o que fazíamos, comentávamos sobre eles, imitávamos o jeitinho deles, o que eles falariam, do que reclamariam. Mas sendo bem sincera, não sofri nenhum dia, não chorei nenhum dia. Para não parecer tão “má-mãe”, 2 dias antes de voltar fiquei com a sensação de que poderíamos ter voltado naquele sábado e não somente na 2a feira. Para que pudéssemos passar o fim de semana com eles e não chegar do aeroporto e ir direto ao trabalho.

Primeiro aprendizado foi que viajar sem filhos é ter uma motivação maravilhosa para querer voltar. Não deu deprê total de voltar porque estava louca para encontrá-los. Eles sentiram nossa falta, no dia que nos reencontramos a Fernanda não saiu do meu colo. Jantamos com ela sentada na minha perna, porque não queria sair. Davi passou alguns dias não querendo “nos perder de vista”, se ia ao banheiro precisava dizer onde estava. Porque ele já ficava me procurando. Certamente consequências dos dias longe dos pais, mas por outro lado seria muito estranho se eles não se importassem – daí sim teria reais motivos para me preocupar. Mas, o grude de ambos passou. Fernanda de boas longe de mim e Davi acabou de passar 4 dias num acampamento me dizendo que não queria que acabasse. Passou!

Nunca achei que eu fosse conseguir fazer isso, somos meio colados, sou meio super protetora no sentido de achar que só eu sei fazer as coisas. No fundo eu sou a que mais sei deles mesmo e que faço melhor (rs), maaaas existe muita gente que também sabe e que pode me ajudar e proporcionar experiências diferentes e agregadoras para eles também.

Esses dias foram um ótimo treino, quase tudo vai ser mais fácil que isso. Esse acampamento, por exemplo, estava aqui do lado. Qualquer coisa eu rapidamente seria capaz de encontrar o Davi, diferente dessa viagem onde foram muitos dias e a umas 10 horas de avião daqui. Duas amigas me disseram que embora muito felizes, estavam com uma saudade doída dos filhos enquanto estavam neste mesmo acampamento. Senti saudade óbvio, ficava ansiosa em ver as fotos, mas não me doeu. Zero doeu. Curti a facilidade de ter que cuidar somente de uma. E o que mais me alegrou é que não me senti culpada em estar bem, o que fatalmente aconteceria há pouco tempo. Até ano passado, a possibilidade de ver o Davi nesse acampamento me “angustiava”, pelo tempo longe….

Existe, novamente, a possibilidade de outra viagem esse ano. Por muito menos tempo, menos da metade na verdade, mas não daria para levar as crianças. Frio na barriga de novo, mas agora sei que é possível. Sei que é possível eu me divertir com leveza mesmo longe dos maiores amores da minha vida. E o maior exercício disso tudo, para mim, é a dependência de Deus, saber que é Ele quem cuida e protege e não eu.

O meu milagre da manhã

Desde que o livro “O Milagre da Manhã” foi lançado, vejo pessoas cultivando ou tentando implantar o hábito de ter o seu milagre da manhã. Para quem não leu, o “milagre” consiste em em acordar cedo e estabelecer passos na rotina matinal que visam proporcionar melhorias em várias áreas da vida. Li o livro e sinceramente não consigo atrelar o sucesso da vida, às práticas matinais propostas. Mas desde que li, comecei a prestar atenção nesse período do dia.

Sempre gostei muito de dormir e se eu dormir pouco, as horas de sono me fazem falta. Mas apesar disso, sou mais produtiva de manhã. Sempre estudei de manhã, nunca fui aquela que entrava madrugada a dentro estudando, não conseguia. E depois que li o livro, fiquei buscando aproveitar melhor esse período que é antes de sair para o trabalho.

De maneira forçada, acordo muito cedo. Digo forçada porque não foi uma ideia espontânea minha. Levanto às 5:20h por causa dos horários do Davi. Às 5:45h ele já está na mesa comendo, porque o transporte escolar passa às 6:17h. (Não é nem 6:15h e nem 6:20h, é 6:17h mesmo, impreterivelmente). Então, tenho um período livre, de silêncio e sozinha depois que ele sai.

Esse intervalo livre são 40 min, em algumas situações já voltei e dormi mais um pouquinho. Ultimamente não tenho feito isso, porque não houve necessidade, tenho preferido aproveitar de outro jeito. Antes eu descia com qualquer roupa e depois trocava a roupa do trabalho depois. Esses dias, vi que não faz muito sentido, então já tenho descido com parte da roupa que vou trabalhar e ganho um tempinho. Parece pouco, mas esses minutos rendem muito: preparo um chá ou café e faço minha devocional diária, que consiste na leitura da página correspondente aquele dia. Depois da leitura, oro, ou melhor, escrevo minha oração. Vi que assim não me distraio e foco somente na oração. Às vezes leio outras partes da Bíblia ou algum outro livro. Escrever a oração foi uma dos melhores hábitos que adquiri para esse momento. E só então, acordo a Fê, faço um chamego nela e enquanto ela toma café, eu preparo e tomo o meu, e vou terminando de me arrumar junto com ela.

Tenho conseguido manter essa rotina de maneira que tem me agradado muito, óbvio que 100% dos dias não é factível. Precisar de horas de sono, não tem a ver com a hora em que acordamos e sim com a quantidade de horas dormidas (demorei a aprender isso com o meu marido). Então, para isso dar certo eu não posso dormir tão tarde. Mas na minha casa temos o hábito de dormir cedo, isso não é problema. E dessa forma tenho conseguido cumprir duas coisas que são muito importantes para os meus dias: ter um momento devocional e ler alguma coisa.

Tenho um desafio que é não utilizar o celular durante esse período e começar assim a diminuir o tempo gasto em redes sociais e whatsapp. Esse é bem difícil para mim, mas aos poucos, chego lá também.

 

Mente vazia

Prometi a mim mesma que dormiria cedo hoje, dormi muito pouco nas últimas noites e isso acaba com meu dia, mina minha energia para fazer as coisas. Mas minha cabeça está a mil, nem sei exatamente porquê, mas resolvi escrever para aliviar um pouco isso e quando for dormir, ter um pouco mais de leveza na mente. Recomenda-se esvaziar a mente…

Nitidamente minha maternidade está entrando numa nova fase, por conta da nova fase em que o Davi está entrando. A nova escola, nova rotina, convívio com mais crianças e mais velhas têm trazido questões que até então não tinham aparecido. E meu primogênito já é um serzinho que questiona, observa e demanda constantemente por respostas, explicações, validações. Se eu for satisfazer todas as demandas dele, não atendo a Fê. E isso tem me desgastado internamente, achar esse ponto de equilíbrio, os dois precisam da minha atenção, ainda que um tenha uma personalidade que acaba monopolizando um pouco. E outra, se eu for atender todos os questionamentos dele, eu não resolvo os meus. Sim, eu ainda tenho alguns.

Estou trabalhando numa empresa varejista, minha primeira experiência nesse setor. E o varejo não tem teoria descrita nos livros. Muita variável envolvida, muita atenção e aprendizado com pessoas que já têm experiência, mas isso me causa uma certa ansiedade. Ansiedade em aprender logo tudo de uma vez, como se isso fosse possível.

Desafios e combinados que estabeleci comigo estão por um fio, por falta de disciplina, falta de resiliência e falta de confiança em mim mesma, na minha capacidade e a vergonha que eu tenho de dizer que “não consegui”. Acabo optando pelo não tentar, mas me cercando de argumentos para convencer de que realmente não daria. Chega a ser infantil, como se eu devesse explicação para alguém. Ninguém paga minhas contas. Meu marido paga na verdade, mas esse sei que fecha comigo e me incetiva a continuar… Eu detesto esse lado meu, sério.

Por último, meus sonhos. Tenho alguns, que fervilham na minha mente e eu não consigo tirar de lá. Preciso tirar de lá, para que eles se tornem algo concreto, factíveis de serem perseguidos e consequentemente alcançados.

Uns dias numa praia para organizar as ideias. De preferência sozinha, sem redes sociais.Talvez só esteja precisando disso, mas como acho que não vai ser possível, preciso pensar no plano B. Dicas?

Bom, por agora pelo menos, mente esvaziada com esse texto e uma noite inteira de sono pela frente. Já é alguma coisa.

 

 

 

 

 

Criando coragem para ficar longe

dois Nesse início do ano, meus filhos passaram pela primeira vez alguns dias longe de mim, de nós. Nunca tínhamos ficado tanto tempo sem eles, mas foi um conjunto de fatos: meu pai e minha madrasta estariam de férias no Rio sem viajar e eu não tinha mais a opção do curso de férias para o Davi, uma vez que ele mudou de escola e eu não tenho mais essa opção. Para esse ano, tive que mudar um pouco a nossa rotina e vou contar agora com uma pessoa para me ajudar diariamente. Sendo assim, ele até poderia ter ficado as férias aqui e essa pessoa ficaria com ele e a Fernanda iria para o curso de férias dela. Mas, vamos combinar que ia ser meio chato para ele.

Foi aí que surgiu a possibilidade de eles passarem esse tempo na casa do meu pai no Rio e eu topei. Eles se dão muito bem com meu pai e com a minha madrasta também, eles têm intimidade e estariam num lugar diferente da casa deles, o que por si só já faz alguma diferença.

Passamos o Natal e Reveillon juntos e voltamos logo depois para trabalhar. Passamos 10 dias até voltarmos para nos encontrarmos novamente. Senti muita saudade deles, nos falávamos todos os dias, nos víamos por vídeos, fotos eram enviadas de cada passeio e atividades que faziam. Foi uma experiência incrível para eles, tenho certeza. Eles foram muito à praia, passearam, comeram muito sorvete, muita melancia que eles amam, muitas brincadeiras. Até música o Davi compôs.

Só passei um fim de semana sem eles, o sábado foi muito fácil porque eu fiquei ocupada literalmente o dia inteiro. No domingo, me deu uma deprêzinha, senti muita falta deles. Durante a semana também foi mais fácil, saí mais tarde do que normalmente saio todos os dias, acordei mais cedo para os treinos, sai para jantar com o marido em dias de semana. Confirmei o que eu já sabia: a vida sem filhos é muito fácil, me perdoem aqueles que não têm filhos, mas posso garantir que é muito mais fácil sim, por inúmeras razões. Mas Deus é perfeito em tudo o que faz e a alegria, o amor envolvido e a experiência de ter filhos compensa todo e qualquer perrengue que esses fofinhos nos trazem.

Mas o grande aprendizado para mim desses dias longe, o maior período foram 10 dias, é que é possível fazer isso. Para mim, é possível. Apesar da saudade, da falta que me fizeram, ficou tudo bem aqui e lá. Foi visível que a Fernanda sentiu mais, pela maneira como ela se comportou quando nos viu e no dia que fomos embora, Davi também ficou estranho no dia que fomos embora. Mas nada que configurasse um real sofrimento. Soaria mais estranho se eles não sentissem absolutamente nada em passar 10 dias longe dos pais. A ausência foi sentida no dia da “despedida”, mas muito bem administrada por ambos e por mim também. Fiquei aliviada, de verdade. Parece bobo, mas quando eles estão longe um pensamento muito forte me persegue “E se acontecer alguma coisa com eles e eu não estiver por perto?” Isso me assola a ponto de me fazer mal, mas dessa vez consegui também conviver e de certa forma afastar isso. Sei que eu não controlo nada, mas praticar isso é muito difícil.

Tenho a possibilidade de viajar para um lugar bem mais longe, ficando mais ou menos o mesmo período longe, mas eles teriam que ficar. A viagem é tentadora e esse exercício do início do ano foi muito positivo.  Tenho semanalmente avaliado se eu viajo ou não e criando coragem para isso. Sem que me doa tanto. Culpa não sinto, mas esse sentimento de “não estar por perto” ainda me incomoda muito. Vamos ver como vou fazer! Se crio ou não coragem, mas vocês saberão. Espero daqui uns meses voltar aqui e contar como foi positiva essa experiência.

Agradecendo por 2018

fotoTer saúde, um marido parceiro para dividir a vida, filhos lindos e saudáveis, família, amigos são motivos gerais de agradecimento. Mas, inspirada por um texto da Thais do Vida Organizada, resolvi elencar motivos específicos de gratidão desse ano…

–  viagem para Santiago e NY: não conhecia nenhum dos dois e pude fazer essas viagens com meu marido, filhos, pai e madrasta.  Foram experiências muito legais, dois lugares novos, Santiago me surpreendeu muito positivamente e especialmente NY me marcou, pois tinha o sonho de conhecer e saí de lá querendo voltar. Que lugar incrível! Eu vou voltar lá, com certeza.

– desfralde da Fernanda: parece bobagem, mas é um marco importante. Havia tentado no inicio do ano sem sucesso, a sensação que tive é que a Fê nem estava entendendo o que estava acontecendo. Resolvi esperar e no último trimestre, incentivada pela escola, retomamos. E foi tranquilo. Ela tinha de fato amadurecido e o clichê se comprovou: cada criança tem seu tempo. O desfralde me trouxe outro desafio: levar meninas em banheiros públicos….

– hábito de leitura: sempre gostei muito de ler e isso estava completamente abandonado. Retomei ano passado quando parei de trabalhar e principalmente depois que ganhei meu Kindle. Esse ano li muitos livros, foi o ano que mais li com certeza. Fiquei muito feliz, mesmo voltando ao trabalho consegui manter a rotina de leitura e para mim a principal razão é a facilidade do ebook, de ter livros no meu celular.

–  H1N1: estranho isso ser motivo de gratidão, mas Davi teve no meio do ano e agradeço porque eu não estava trabalhando, porque foi fraquinha, porque a Fernanda não pegou, porque nenhuma complicação houve. Porque esse episódio me ensinou muitas coisas em relação à dependência de Deus, com esse fato percebi o quanto esse tipo de situação me desestabiliza e de que preciso estar atenta a isso.

– corrida: comecei a correr no início do ano de forma discreta quando meu marido me deu um pacote da Centauro de experiência de corrida. Valeu muito como um incentivo e participei de uma corrida de 5k no fim do 1º semestre. Em setembro, influenciada por uma amiga querida, topei correr a meia maratona em Junho de 2019. Tenho treinado de verdade e corri meus primeiros 10k em dezembro. Foi a primeira meta parcial alcançada e isso refletiu positivamente na minha vida em muitos aspectos, muito além do físico.

– vida profissional: quem me conhece intimamente sabe minha relação com o trabalho, fiquei 1,5 ano em casa, sem sofrimento algum, aproveitei, acho que precisava desse tempo. Em julho, participei de dois processos seletivos, um para dar aula numa Universidade e outro para a Marisa. Acabei passando para a Marisa e estou muito feliz, hoje acho que isso foi o melhor para mim. Foi talvez a melhor surpresa do ano. Apesar de não ter passado no processo da universidade, eu recebi um feedback tão positivo de um professor que estava na minha entrevista, que já trouxe as palavras dele à minha memória muitas e muitas vezes.

– desempenho das crianças na escola: “Ah, criança tem que brincar!” – e tem mesmo, concordo total. Maaaaas, não vejo problema algum na criança desenvolver disciplina para o estudo, para que na agenda dela haja algum momento em que ela tenha uma “obrigação” a cumprir, uma atividade a ser realizada, obedecendo regras. Meus filhos foram muito bem esse ano, só recebi elogios e isso me faz um bem danado. Eles não precisam ser os melhores, os primeiros, eles precisam se dedicar, estarem dispostos a aprender. E eles estiveram, eles estão!

– a escrita: o sonho de escrever um livro ainda está aqui dentro de mim, e sinto que em pouco tempo ele se tornará uma realidade. Esse ano, por diversas vezes tive exemplos de que minha escrita, o modo como me expresso faz diferença para algumas pessoas. As pessoas vieram falar comigo, me elogiar, disseram que se emocionaram com algo que eu escrevi…Li um livro chamado “Como se encontrar na escrita” e me vi ali, naquelas dicas. E foi uma motivação a mais tudo o que me disseram a respeito do que eu escrevo. Em 2019, vou me dedicar mais a isso.

– nova rotina 2019: feliz com a escola que escolhi para o Davi em 2019 e consegui uma pessoa para me ajudar no dia a dia, gostei dela e me parece que vai dar certo. É bom saber que está tudo certo para o começo do novo ano, para o novo modelo que nossa família vai adotar.

Agradeço a Deus por isso tudo! E por tanto e por ser sempre generosamente abençoada, ano após ano. Mais legal do que a bênção é saber que tudo isso vem de um Deus que cuida de mim, não é aleatório. Foi decisão dEle que eu vivesse todas essas coisas. Ansiosa por 2019…

 

O último dia

daviHoje foi o último dia do Davi na escola atual, já chorei algumas vezes por estarmos encerrando esse ciclo. Me emocionei em diversos momentos ao longo do ano, tive dúvidas, incertezas sobre qual escola escolher para o ano que vem. Mas a escola foi escolhida e estou feliz com a escolha. Depois que soube que um dos melhores amigos dele vai para a mesma, fiquei ainda mais tranquila.

No dia da formatura passei o dia todo melancólica durante a tarde, relembrando tudo o que vivemos nesse período, quantas coisas conquistamos nesses 5 anos. Davi entrou lá pouco antes de completar 6 meses, ele nem sabia sentar sozinho. Sai aos 6 anos lendo, escrevendo, sabendo somar umas coisas, questionando, entendendo, sai cheio de valores e experiências lindas vividas ali naquele espaço tão pequeno. Um menino que me enche de orgulho.

Lembro que quando pesquisava escolas, liguei nessa e na hora em que atenderam eu desliguei…um barulho de choro de criança no fundo, não fiquei com uma boa impressão. Depois recebi uma indicação muito positiva e dei uma nova chance, agendando uma visita. Gostei do que vi, entendi o porque daquele barulho ao fundo, as meninas às vezes atendem o telefone sem fio perto da sala do Berçário. Lembro também que não gostava muito quando a berçarista me dava alguma dica do que fazer e hoje chorei um tanto abraçando essa mesma berçarista! Ela foi uma pessoa essencial para a minha adaptação a tudo aquilo e dava graças a Deus quando essa berçarista vinha me dar dicas sobre a Fernanda. Era orgulho besta de mãe de primeira viagem talvez.

Como dissemos no nosso discurso da formatura, eles foram muito felizes. Muito mesmo! Em todos os momentos vividos ali, eles puderam ser crianças, tratados com individualidade, com respeito e com amor mesmo. Davi fez amigos, aprendeu o que é a delícia de ter amigos, de se identificar com o outro. Eu vou carregar no coração cada rostinho que dividiu essa etapa da vida dele e caso algum dia eu esteja esquecendo, vou lá e vejo as fotos que temos.

Encerro esse período cheia de alegria, mas transbordando mesmo. Passei alguns apertos tentando conciliar o trabalho e a maternidade, já chorei algumas vezes ao ver o Waze me indicando que eu chegaria depois do horário da escola fechar. No limite, teve um dia que o Davi foi para a casa da dona da escola, porque eu fiquei presa no trânsito e o Diego também. A escola foi a minha grande e fiel rede de apoio. Foi com aquela equipe que eu pude contar sempre nesses anos, meus braços durante o dia para cuidar e ensinar tantas coisas ao meu filho. E o principal, com tanto carinho.

Ele cresceu. Eu cresci. Minha família cresceu com essa convivência, com essa parceria incrível, sou grata a Deus pela escolha que fiz, pelas pessoas que eu conheci, pelos amigos que fizemos, por tudo o que vivemos ali. Não corto os laços totalmente com a escola, porque a Fê ainda continua lá. Mas hoje meu coração apertou.

Meu desejo é que sejamos felizes assim e que seja leve na próxima escola.